Questão de Biologia — Origem e evolução da vida — IBFC 2022
Biologia›Origem e evolução da vida
Código
qq749939
Banca
IBFC
Órgão
EBSERH
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Biólogo
A NBR 14653-6, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) dedica-se a estabelecer métodos para a avaliação de recursos naturais e ampara-se na formulação VERA (Abordagens teóricas a respeito da Valoração Econômica dos Recursos Ambientais) e nos métodos formulados a partir da Economia do Ambiente. Assinale a alternativa que apresenta qual dos métodos listados a seguir não se revela adequado, como método isolado, à valoração de danos ambientais, pois apresenta um enfoque muito limitado à disposição a pagar dos consumidores, pressupondo um extenso conhecimento sobre o mercado imobiliário.
AMétodo da produtividade marginal
BMétodo de mercado de bens substitutos
CMétodo de Preços hedônicos
DMétodo do Custo de Viagem
ECusto de reposição/recuperação do bem
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GabaritoC — Método de Preços hedônicos
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Valoração econômica de recursos ambientais: métodos e a NBR 14653-6
Gabarito: letra C. O método que, isoladamente, não se revela adequado à valoração de danos ambientais por apresentar enfoque limitado à disposição a pagar dos consumidores e pressupor extenso conhecimento do mercado imobiliário é o Método de Preços Hedônicos. Esse método infere o valor de um atributo ambiental a partir da diferença de preços de imóveis (mercado imobiliário), sendo, portanto, inadequado quando não há um mercado imobiliário consolidado ou quando o dano não se reflete diretamente nesses preços.
A NBR 14653-6, da ABNT, trata da avaliação de recursos naturais e se apoia na formulação VERA (Valoração Econômica dos Recursos Ambientais) e em métodos da Economia do Ambiente. A valoração ambiental busca atribuir valor econômico a bens e serviços ambientais, que muitas vezes não possuem preço de mercado. Para isso, existem diversos métodos, cada um com suas premissas e limitações. A questão pede exatamente o método que não é adequado como método isolado para valoração de danos ambientais, justamente por sua dependência de um mercado imobiliário ativo e pela limitação de capturar apenas a disposição a pagar dos consumidores.
O Método de Preços Hedônicos (também chamado de Método de Preços Implícitos ou de Preços Hedônicos) parte do princípio de que o preço de um bem (como um imóvel) reflete um conjunto de atributos, incluindo os ambientais. Por exemplo, um imóvel próximo a uma área verde ou com ar mais limpo tende a ter preço maior. A diferença de preço entre imóveis com e sem determinado atributo ambiental revela o valor que as pessoas atribuem a esse atributo. Contudo, essa abordagem exige um mercado imobiliário bem desenvolvido e transparente, com dados confiáveis, e pressupõe que os consumidores tenham plena informação sobre os atributos ambientais. Em contextos de danos ambientais, como a contaminação de um aquífero ou a degradação de um ecossistema, o mercado imobiliário pode não refletir adequadamente o valor do dano, ou pode nem existir (áreas rurais, por exemplo). Além disso, o método captura apenas a disposição a pagar dos consumidores por melhorias ambientais, ignorando outros valores (como valores de existência ou de opção). Por isso, como método isolado, é inadequado para a valoração de danos ambientais.
Os demais métodos listados são mais adequados para a valoração de danos ambientais, cada um com suas particularidades:
Método da produtividade marginal: relaciona a variação na produtividade de um recurso (ex.: produção agrícola) com a variação na qualidade ambiental. É útil quando o dano afeta diretamente a produção de bens com valor de mercado.
Método de mercado de bens substitutos: utiliza o preço de bens que podem substituir o recurso ambiental danificado (ex.: custo de um sistema de filtragem de água para substituir a água limpa de um rio).
Método do Custo de Viagem: estima o valor de um local recreativo (parque, praia) a partir dos gastos que as pessoas fazem para visitá-lo. É adequado para danos que afetam a recreação.
Custo de reposição/recuperação do bem: calcula o custo de repor ou recuperar o recurso ambiental danificado (ex.: custo de replantio de uma área desmatada). É um método direto e frequentemente usado em danos ambientais.
Métodos de valoração ambiental: Preços hedônicos (Enfoque limitado à disposição a pagar, Pressupõe mercado imobiliário consolidado, Inadequado isolado p/ dano ambiental); Produtividade marginal (Relaciona qualidade ambiental × produção); Bens substitutos (Custo de substituir o recurso); Custo de viagem (Gastos p/ visitar área recreativa); Custo de reposição (Custo de recuperar o dano)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O Método da produtividade marginal é adequado para valoração de danos ambientais quando o dano afeta a produção de bens com valor de mercado (ex.: perda de safra por poluição do solo). Ele não depende de mercado imobiliário, mas sim da relação entre qualidade ambiental e produtividade. Portanto, não é o método inadequado descrito no enunciado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O Método de mercado de bens substitutos é adequado, pois utiliza o custo de bens que podem substituir o recurso ambiental (ex.: custo de uma estação de tratamento de água). Não pressupõe conhecimento do mercado imobiliário, mas sim de mercados de bens substitutos. Logo, não é o método inadequado.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O Método de Preços Hedônicos é o que se enquadra na descrição: apresenta enfoque limitado à disposição a pagar dos consumidores e pressupõe extenso conhecimento sobre o mercado imobiliário. Como método isolado, é inadequado para valoração de danos ambientais, pois depende de um mercado imobiliário ativo e de informações precisas sobre preços e atributos ambientais, o que raramente ocorre em situações de dano ambiental.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O Método do Custo de Viagem é adequado para valoração de danos que afetam a recreação em áreas naturais. Ele estima o valor a partir dos gastos de deslocamento dos visitantes. Não depende de mercado imobiliário, mas sim de dados sobre visitas e custos de viagem. Portanto, não é o método inadequado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Custo de reposição/recuperação do bem é um método direto e amplamente utilizado para valoração de danos ambientais, calculando o custo de repor ou recuperar o recurso danificado. Não pressupõe mercado imobiliário, mas sim a estimativa de custos de recuperação. Logo, não é o método inadequado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os métodos de valoração ambiental. O candidato pode associar "preços hedônicos" a algo relacionado a "hedonismo" ou prazer, mas o que define o método é o uso do mercado imobiliário. Lembre-se: preços hedônicos = preços de imóveis refletindo atributos ambientais. Os demais métodos (produtividade marginal, bens substitutos, custo de viagem, custo de reposição) são mais diretos e não dependem de mercado imobiliário.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte uma tabela mental: cada método responde a uma pergunta diferente. Preços hedônicos: "quanto as pessoas pagam a mais por um imóvel perto de área verde?". Custo de viagem: "quanto gastam para visitar um parque?". Produtividade marginal: "quanto a produção cai com a poluição?". Bens substitutos: "quanto custa substituir o serviço ambiental?". Custo de reposição: "quanto custa recuperar o dano?". Assim, na prova, você identifica o método pela pergunta que ele responde.