Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — IBFC 2022
Biologia›Identidade dos seres vivos
Código
qq749956
Banca
IBFC
Órgão
EBSERH
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Biólogo
Conforme a ANVISA, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) é o organismo responsável pelas atribuições relativas ao estabelecimento de normas, análise de risco, definição dos níveis de Biossegurança e classificação de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). Segundo a CTNBio, os níveis de Biossegurança são classificados em quatro: NB-1 (nível 1 de Biossegurança); NB-2 (nível 2 de Biossegurança); NB-3 (nível 3 de Biossegurança); e NB-4 (nível 4 de Biossegurança). Da mesma forma, os agentes biológicos são classificados como pertentes a 4 classes de risco: Classe de Risco I, Classe de Risco II, Classe de Risco III e Classe de Risco IV. Assinale a alternativa que apresenta organismos da Classe de Risco III.
ALactobacillus casei e Bacillus subtilis
BCandida albicans e Schistosoma mansoni
CClostridium tetani e Staphylococcus aureus
DMycobacterium tuberculosis e Bacillus anthracis
EVírus Marburg e Vírus Ebola
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GabaritoD — Mycobacterium tuberculosis e Bacillus anthracis
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Biossegurança: classes de risco e níveis de contenção
Gabarito: letra D. A Classe de Risco III abrange agentes biológicos com alto risco individual e moderado risco para a comunidade, que podem causar doenças graves ao ser humano, para as quais geralmente existem medidas terapêuticas e profiláticas — é o caso de Mycobacterium tuberculosis (tuberculose) e Bacillus anthracis (antraz). A classificação é definida pela CTNBio, conforme a Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005), que estabelece os critérios de risco para o manejo de agentes biológicos e OGMs.
A questão cobra a classificação de risco biológico, um pilar da biossegurança em laboratórios. A CTNBio, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é o órgão responsável por estabelecer normas e classificar os agentes biológicos em quatro classes de risco (I a IV), correlacionadas aos níveis de biossegurança (NB-1 a NB-4). A classe de risco indica o perigo que o agente representa para o indivíduo e para a comunidade, enquanto o nível de biossegurança define as práticas e estruturas de contenção necessárias para manuseá-lo com segurança. A lógica é progressiva: quanto maior a classe de risco, maior o nível de contenção exigido.
A classificação dos agentes biológicos segue critérios como patogenicidade, virulência, modo de transmissão, disponibilidade de medidas profiláticas e terapêuticas, e impacto na comunidade. A Classe de Risco I inclui agentes de baixo risco individual e comunitário (como Lactobacillus); a Classe II, risco individual moderado e comunitário limitado (como Salmonella); a Classe III, alto risco individual e moderado risco comunitário (como Mycobacterium tuberculosis); e a Classe IV, alto risco individual e comunitário, com alto poder de disseminação (como o vírus Ebola). A pegadinha da banca está em associar corretamente cada microrganismo à sua classe, exigindo conhecimento específico sobre os agentes mais relevantes em cada categoria.
Classes de risco biológico: Classe I (NB-1) (Lactobacillus casei, Bacillus subtilis); Classe II (NB-2) (Staphylococcus aureus, Candida albicans, Clostridium tetani); Classe III (NB-3) (Mycobacterium tuberculosis, Bacillus anthracis); Classe IV (NB-4) (Vírus Ebola, Vírus Marburg)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Lactobacillus casei e Bacillus subtilis são agentes de Classe de Risco I — baixo risco individual e para a comunidade, pois não causam doenças em indivíduos saudáveis e são amplamente utilizados na indústria alimentícia e como probióticos. A banca os coloca como distratores por serem bactérias comuns e inofensivas, mas que não pertencem à Classe III.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Candida albicans é um fungo comensal que pode causar infecções oportunistas, classificado como Classe de Risco II (risco individual moderado, comunitário limitado). Schistosoma mansoni é um helminto causador da esquistossomose, também classificado como Classe de Risco II. Ambos apresentam risco moderado, mas não se enquadram na Classe III, que exige alto risco individual.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Clostridium tetani (tétano) e Staphylococcus aureus são agentes de Classe de Risco II. Embora possam causar doenças graves, o risco individual é moderado, pois existem medidas terapêuticas e profiláticas eficazes (vacina antitetânica, antibióticos) e o risco de disseminação comunitária é limitado. A banca os utiliza como distratores por serem bactérias patogênicas conhecidas, mas que não atingem o nível de risco da Classe III.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch, causador da tuberculose) e Bacillus anthracis (antraz) são agentes de Classe de Risco III. Ambos apresentam alto risco individual — causam doenças graves e potencialmente fatais — e moderado risco para a comunidade, pois a transmissão é limitada (tuberculose por via aérea, antraz por contato/inalação), mas existem medidas terapêuticas e profiláticas disponíveis. Essa combinação de alto risco individual com moderado risco comunitário é a marca da Classe III.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Os vírus Marburg e Ebola são agentes de Classe de Risco IV — o nível máximo de risco. Causam febres hemorrágicas graves, com alta letalidade, transmissão por contato direto com fluidos corporais e alto risco de disseminação comunitária, sem medidas profiláticas ou terapêuticas eficazes. Exigem o nível de contenção máxima (NB-4). A banca os coloca como distratores por serem agentes de alto risco, mas que ultrapassam a Classe III.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "agente perigoso" e "classe de risco específica". Vírus Ebola e Marburg são extremamente perigosos, mas pertencem à Classe IV, não à III. O critério decisivo não é apenas a gravidade da doença, mas a combinação de risco individual, risco comunitário e disponibilidade de medidas profiláticas/terapêuticas. Mycobacterium tuberculosis e Bacillus anthracis se encaixam perfeitamente na Classe III por terem alto risco individual, mas moderado risco comunitário e existirem tratamentos. Memorize os exemplos clássicos de cada classe para não cair nessa armadilha!
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, associe cada classe ao nível de contenção e aos exemplos típicos: