Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — IBFC 2022
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qq751751
Banca
IBFC
Órgão
PC-BA
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia - (Reaplicação)
A cena do feminicídio introduz este romance de José Lins do Rego e é marcada:
Apela caracterização da precariedade da casa em que se passou o crime e que remete à ideia de abandono.
Bpor uma descrição detalhada do comportamento violento do pai que antecedeu o assassinato.
Cpela busca incessante de motivos que justificassem a violência do episódio descrito.
Dpela revolta dos espectadores da cena mostrando a reação da sociedade diante da violência apresentada.
Epor uma sequência de ações do filho reforçando sua incompreensão do que era por ele observado.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — por uma sequência de ações do filho reforçando sua incompreensão do que era por ele observado.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Cena do feminicídio em "Menino de Engenho"
Gabarito: letra E. A cena é marcada pela sequência de ações do filho-narrador, que reforçam sua incompreensão diante do que observa. Logo no início, o narrador afirma: "Eu tinha uns quatro anos", e descreve suas reações: "Corri para lá", "vi minha mãe estendida no chão", "corri para beijá-la", "Chorei, fiz o possível para livrar-me". A incompreensão fica explícita no final: "Por quê? Ninguém sabia compreender." A alternativa E é uma paráfrase fiel desse encadeamento.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a cena é marcada pela "caracterização da precariedade da casa" e "ideia de abandono". O texto, porém, não descreve a casa como precária ou abandonada; menciona apenas "um enorme barulho na casa toda" e "o quarto de dormir de meu pai". Erro: extrapolação — acrescenta informação ausente no texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que há "descrição detalhada do comportamento violento do pai que antecedeu o assassinato". O texto não narra o que o pai fez antes; apenas mostra o pai já caído sobre a mãe e, mais tarde, um criado relata que viu "meu pai com o revólver na mão e minha mãe ensanguentada". Não há descrição do comportamento anterior. Erro: extrapolação — inventa um detalhamento inexistente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a cena é marcada pela "busca incessante de motivos que justificassem a violência". O texto termina com "Por quê? Ninguém sabia compreender", mas isso é uma constatação de incompreensão, não uma "busca incessante". Não há ação dos personagens procurando justificativas. Erro: generalização indevida — transforma um breve questionamento em uma busca ativa e constante.
NÃO CAIA NESSA!
A banca aproveita a pergunta final "Por quê?" e a frase "Ninguém sabia compreender" para sugerir uma "busca incessante", mas o texto não mostra ninguém procurando motivos; apenas expressa a falta de entendimento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que a cena é marcada pela "revolta dos espectadores" e "reação da sociedade". O texto mostra que "A gente toda que estava ali olhava para o quadro como se estivesse em um espetáculo" — ou seja, passividade, não revolta. Também não há reação coletiva organizada. Erro: contradiz o texto — inverte o sentido ao trocar passividade por revolta.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A cena é narrada a partir das ações do filho: ele corre, vê, tenta beijar a mãe, chora, luta para se soltar. Essas ações são descritas em sequência, e o narrador deixa clara sua pouca idade e sua incompreensão: "Chorei, fiz o possível para livrar-me. Mas não me deixaram fazer nada." O final "Por quê? Ninguém sabia compreender" confirma que a incompreensão é um traço central. Portanto, a alternativa E está plenamente de acordo com o texto.