Questão de Medicina Legal — Aspectos Históricos da Medicina Legal — IDECAN 2022
Medicina Legal›Aspectos Históricos da Medicina Legal
Código
qq755209
Banca
IDECAN
Órgão
PC-BA
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico Legista de Polícia Civil
Existe no Brasil a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos – RIBPG, que é mantida pelo Ministério da Justiça, que reúne e integra os laboratórios de genética forense dos estados. A partir de seus conhecimentos em genética forense, escolha a alternativa correta:
ANa década de 1980, James Watson e Francis Crick desenvolveram a técnica de sequenciamento do DNA, levantando padrões específicos de cada indivíduo.
BPara se ter um perfil de DNA, segue-se a sequência de identificação e coleta do material, extração, quantificação, amplificação e detecção dos produtos, nesta ordem.
CPara se chegar ao perfil genético em um caso forense, uma parte aleatória do DNA é separada da fita e analisada, preferencialmente um satélite próximo ao centrômero.
DPara a melhor análise forense, os loci de DNA têm que ter uma baixa polimorfia e baixa taxa de mutação.
EA extração de DNA do sêmen é facilitada pela característica do espermatozoide, já do osso não é possível extrair DNA.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — Para se ter um perfil de DNA, segue-se a sequência de identificação e coleta do material, extração, quantificação, amplificação e detecção dos produtos, nesta ordem.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Genética Forense – Sequência para obtenção do perfil de DNA
Gabarito: letra B. A alternativa descreve corretamente a ordem das etapas para obtenção de um perfil genético: identificação e coleta do material, extração, quantificação, amplificação (PCR) e detecção. Essa sequência é padrão em genética forense e é a única assertiva que não contém erro técnico.
A questão exige conhecimento básico sobre o fluxo de trabalho em laboratórios de genética forense. Vamos analisar cada alternativa:
1Identificação e coleta
2Extração do DNA
3Quantificação
4Amplificação (PCR)
5Detecção e análise
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
James Watson e Francis Crick são conhecidos pela descoberta da estrutura de dupla hélice do DNA (1953). A técnica de sequenciamento do DNA foi desenvolvida posteriormente, principalmente por Frederick Sanger (método Sanger, 1977). A alternativa atribui a eles um feito que não realizaram.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A sequência descrita é a correta: após a identificação e coleta da amostra (sangue, saliva, etc.), o DNA é extraído, quantificado para verificar a quantidade e qualidade, amplificado por PCR (reação em cadeia da polimerase) nos loci de interesse (STRs), e finalmente os produtos amplificados são detectados e analisados (por eletroforese capilar, por exemplo).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Na genética forense, não se analisa uma "parte aleatória" do DNA, mas sim regiões específicas e polimórficas, como os STRs (short tandem repeats). Essas regiões são escolhidas por sua alta variabilidade entre indivíduos. A menção a "satélite próximo ao centrômero" é equivocada; os STRs utilizados estão em regiões intergênicas, não necessariamente próximas ao centrômero.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Para a identificação forense, os loci de DNA devem ter alta polimorfia (muitas variantes alélicas) para maximizar o poder de discriminação. Uma baixa taxa de mutação é desejável para garantir estabilidade, mas o termo "baixa polimorfia" está incorreto – o correto é alta polimorfia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
É possível extrair DNA de ossos, mesmo de cadáveres em decomposição ou antigos. O DNA ósseo é frequentemente utilizado em identificação forense. A extração de DNA do sêmen é viável, mas não é especialmente "facilitada" pela característica do espermatozoide; ambos os tecidos requerem protocolos específicos.
Conclusão: A única alternativa que apresenta afirmação tecnicamente correta é a B, que descreve a ordem padrão das etapas de genotipagem forense.