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Questão de Medicina Legal — Odontologia Legal — IDECAN 2022

Medicina LegalOdontologia Legal
Código
qq755265
Banca
IDECAN
Órgão
PC-BA
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Odonto-Legal de Polícia Civil
Uma paciente foi submetida à instalação de um implante osseointegrado na região do elemento dentário 26 e passados cerca de 30 dias houve queixa de dor no terço médio da face, febre e presença de secreção nasal de cor esverdeada. Em relação ao implante dentário, a paciente alegava que a gengiva estava meio dolorida e que tinha a sensação de que o implante estava “mole”. O profissional, que executou este serviço foi procurado e solicitou dois exames por imagem para averiguar o caso. Considerando as indicações bem como o custo x benefício dos exames radiográficos no âmbito da análise de falhas nos tratamentos odontológicos, assinale a alternativa correta.
  1. APara averiguar a dor na face, o profissional deve solicitar uma tomografia cone beam do implante presente na região do dente 26.
  2. BPara avaliar a osseointegração do implante presente na região dente 26, o exame de primeira escolha é a radiografia periapical.
  3. CPara averiguar a dor na face, o profissional deve solicitar uma radiografia periapical do implante presente na região do dente 26.
  4. DPara avaliar a osseointegração do implante presente na região do dente 26, o exame de primeira escolha é a radiografia panorâmica.
  5. EPara avaliar a osseointegração do implante presente na região do dente 26, o exame de primeira escolha é a tomografia cone beam.
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GabaritoB — Para avaliar a osseointegração do implante presente na região dente 26, o exame de primeira escolha é a radiografia periapical.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Exames de imagem em implantes dentários – avaliação de falhas

Gabarito: letra B. Para avaliar a osseointegração de um implante, a radiografia periapical é o exame de primeira escolha por seu baixo custo, baixa dose de radiação e excelente detalhamento da interface osso-implante. A tomografia cone beam e a radiografia panorâmica são exames complementares, indicados em situações específicas (avaliação tridimensional, grandes áreas, seios paranasais) e não substituem a periapical na rotina de controle da osseointegração.

A questão aborda a indicação de exames por imagem após a instalação de um implante, levando em conta o custo-benefício e a finalidade diagnóstica. O paciente apresentou sinais sugestivos de sinusite maxilar (dor no terço médio da face, febre, secreção nasal esverdeada) e queixas de mobilidade do implante. O profissional solicitou dois exames: um para investigar a dor facial (provavelmente tomografia cone beam) e outro para avaliar a osseointegração. As alternativas separam essas finalidades.

Exame de imagem

Indicação principal

Custo-benefício

Dose de radiação

Detalhamento da interface osso-implante

Radiografia periapical

Avaliação da osseointegração (primeira escolha)

Alto (baixo custo, boa qualidade)

Baixa

Excelente

Tomografia cone beam

Investigação de sinusite de origem dentária (dor facial, febre, secreção nasal)

Moderado (custo mais elevado, alta precisão)

Moderada a alta

Superior (3D)

Radiografia panorâmica

Visão geral de grandes áreas (não é primeira escolha para osseointegração)

Moderado (custo intermediário)

Baixa a moderada

Limitado (distorções)

Exames para implante
  • 1Osseointegração
    • Radiografia periapical (1ª escolha)
    • Tomografia cone beam (complementar)
    • Radiografia panorâmica (complementar)
  • 2Dor facial/sinusite
    • Radiografia periapical (1ª escolha)
    • Tomografia cone beam (se inconclusiva)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que, para averiguar a dor na face, o profissional deve solicitar uma tomografia cone beam do implante. Embora a tomografia cone beam seja o exame mais indicado para suspeita de sinusite de origem dentária (por mostrar em 3D a relação implante-seio maxilar), a alternativa erra ao não considerar a radiografia periapical como primeira linha de investigação para a dor facial nesse contexto. A periapical é o exame inicial padrão, por ser mais simples, rápido e de menor custo. A tomografia fica reservada para casos em que a periapical é inconclusiva ou há necessidade de planejamento cirúrgico. Assim, a afirmação é incorreta por desrespeitar a hierarquia de exames e o princípio de custo-benefício.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Para avaliar a osseointegração do implante presente na região dente 26, o exame de primeira escolha é a radiografia periapical." A radiografia periapical oferece a melhor relação entre nitidez da imagem, baixa dose de radiação e custo, permitindo visualizar a crista óssea marginal e a interface osso-implante com detalhes suficientes para o diagnóstico de falhas de osseointegração. É o exame padrão-ouro para o acompanhamento de implantes, conforme a literatura odontológica e as diretrizes de radiologia oral.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Propõe a radiografia periapical para averiguar a dor na face. A periapical tem campo reduzido e não abrange adequadamente o seio maxilar, sendo insuficiente para diagnosticar sinusite. Para essa finalidade, o exame mais apropriado é a tomografia cone beam (ou, em alguns casos, a radiografia panorâmica como triagem). A alternativa troca a indicação correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a radiografia panorâmica é a primeira escolha para avaliar a osseointegração. A panorâmica tem menor resolução e maior distorção geométrica, sendo inadequada para analisar detalhadamente a interface osso-implante. Seu uso é mais voltado para visão geral dos maxilares e planejamento, não para avaliação de osseointegração. A periapical é superior nesse quesito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Indica a tomografia cone beam como primeira escolha para avaliar a osseointegração. Embora a tomografia forneça imagens tridimensionais detalhadas, ela é mais cara, tem maior dose de radiação e não é necessária na rotina de avaliação da osseointegração. Deve ser utilizada apenas quando há suspeita de complicações complexas (fraturas, perfuração sinusal, perda óssea extensa) ou para planejamento cirúrgico. A radiografia periapical continua sendo a primeira opção.

Gabarito: letra B.

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