Questão de Medicina Legal — Odontologia Legal — IDECAN 2022
Medicina Legal›Odontologia Legal
Código
qq755280
Banca
IDECAN
Órgão
PC-BA
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Odonto-Legal de Polícia Civil
“Banhistas encontram esqueleto humano em praia do Rio Negro, no AM.www.g1.globo.com”.Notícias como estas estão cada vez mais frequentes no nosso noticiário e identificar um esqueleto é tarefa muitas vezes complexa. No âmbito pericial, a análise de ossadas humanas com o objetivo de se reconstruir um perfil biológico do indivíduo é realizada, em especial, na interface das áreas de antropologia forense e odontologia legal e, neste processo, os dentes podem fornecer informações que contribuem para a estimativa de idade. Em ossadas adultas, há a possibilidade de se aplicar técnicas invasivas e destrutivas, ao contrário do que se preconiza no vivo. No contexto da estimativa da idade pelos dentes, assinale a alternativa que aponta e descreve corretamente um exemplo de técnica destrutiva para a estimativa de idade do adulto:
AKvaal et al. (1995) preconizaram a análise de deposição de dentina secundária a partir de dentes unirradiculares.
BDalitz (1962) preconizou a análise da atrição, periodontose, deposição de dentina secundária e translucidez radicular.
CCameriere et al. (2007) preconizaram a análise de caninos e a relação entre a área do dente e área do espaço pulpar.
DLamendin et al. (1992) preconizaram a análise da translucidez radicular e da aposição de cemento para a estimativa de idade.
EOlze et al. (2012) preconizaram a análise de parâmetros originalmente propostos por Gustafson, tais como a atrição e a reabsorção radicular.
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GabaritoB — Dalitz (1962) preconizou a análise da atrição, periodontose, deposição de dentina secundária e translucidez radicular.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Estimativa de idade por dentes – Técnicas destrutivas em adultos
Gabarito: letra B. A alternativa descreve corretamente o método de Dalitz (1962), que utiliza parâmetros como atrição, periodontose, deposição de dentina secundária e translucidez radicular. Para a avaliação da deposição de dentina secundária e da translucidez radicular, é necessária a secção longitudinal do dente, configurando técnica invasiva e destrutiva, adequada para ossadas adultas conforme o enunciado.
A questão cobra o conhecimento sobre quais métodos de estimativa de idade em adultos são destrutivos (exigem corte ou desgaste do dente) em contraposição aos não-destrutivos (baseados em radiografias ou medidas externas). Na prática pericial, ossadas permitem o uso de técnicas destrutivas, ao contrário dos vivos.
Método
Ano
Parâmetros Avaliados
Técnica
Caráter (Destrutivo/Não destrutivo)
Correta?
Kvaal et al.
1995
Deposição de dentina secundária (dentes unirradiculares)
Radiográfica
Não destrutiva
❌
Dalitz
1962
Atrição, periodontose, deposição de dentina secundária, translucidez radicular
Secção longitudinal do dente
Destrutiva
✅
Cameriere et al.
2007
Relação área do dente / área do espaço pulpar (caninos)
Radiográfica
Não destrutiva
❌
Lamendin et al.
1992
Translucidez radicular e periodontose (retração gengival)
Medição na raiz exposta (pós-extração)
Não destrutiva
❌
Olze et al.
2012
Atrição e reabsorção radicular (parâmetros de Gustafson)
Não especificado no enunciado como destrutivo
Não se aplica (incorreta)
❌
Alternativa A — ❌ Incorreta
O método de Kvaal et al. (1995) utiliza radiografias para medir a deposição de dentina secundária a partir do tamanho da polpa em dentes unirradiculares. É uma técnica não-destrutiva (radiográfica). Portanto, não se enquadra como destrutiva.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Dalitz (1962) propôs a análise combinada de atrição, periodontose, deposição de dentina secundária e translucidez radicular. A mensuração precisa da dentina secundária e da translucidez exige o seccionamento do dente para observação microscópica, tornando o método destrutivo. A descrição está completa e correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Cameriere et al. (2007) desenvolveram um método baseado na relação entre a área do dente e a área do espaço pulpar em caninos, avaliada por radiografias. É técnica não-destrutiva, pois não há invasão do dente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Lamendin et al. (1992) realmente estudaram a translucidez radicular, mas associaram-na à periodontose (retração gengival), e não à aposição de cemento. A aposição de cemento é um parâmetro do método de Gustafson (1947), não de Lamendin. Além disso, a técnica de Lamendin é considerada não-destrutiva, pois a translucidez pode ser medida na raiz exposta após a extração, sem necessidade de secção.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Olze et al. (2012) utilizaram parâmetros modificados de Gustafson, mas a descrição está incompleta: o método original de Gustafson inclui seis parâmetros (atrição, periodontose, dentina secundária, cemento, reabsorção radicular e translucidez), e não apenas atrição e reabsorção radicular. Ademais, embora a técnica de Gustafson seja destrutiva, a alternativa não menciona o caráter destrutivo e omite parâmetros essenciais, gerando imprecisão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca atribuições entre os métodos e mistura técnicas destrutivas e não-destrutivas. Decore os principais métodos: não-destrutivos (Kvaal, Cameriere, Lamendin) e destrutivos (Dalitz, Gustafson, Olze). A alternativa D é a mais traiçoeira porque associa Lamendin a um parâmetro que não lhe pertence.
Conclusão: A única alternativa que descreve corretamente uma técnica destrutiva é a B.