Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — IESES 2022
MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
- Código
- qq757693
- Banca
- IESES
- Órgão
- Prefeitura de Biguaçu - SC
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Especialista I - Cardiologista
A coarctação da aorta geralmente ocorre na aorta torácica proximal quase um pouco além da artéria subclávia esquerda e quase ao longo da abertura do ducto arterioso. Coarctação quase nunca envolve a aorta abdominal. Assim, no útero e antes de a persistência do canal arterial se fechar, a maior parte do débito cardíaco desvia a coarctação via persistência do canal arterial. Pode acontecer isoladamente ou associada a outras anomalias congênitas (p. ex., válvula aórtica bicúspide, defeito do septo ventricular, estenose aórtica, persistência do canal arterial, disfunções da valva mitral, aneurisma intracerebral). Ocorre em cerca de 6-8% dos doentes com cardiopatia congênita, encontrando-se presente em 17% dos recém-nascidos cuja causa de morte seja atribuível a cardiopatia congénita. É mais frequente no sexo masculino (1,7/1) e admite-se etiologia multifatorial com determinantes genéticos, facto que é corroborado pela sua elevada incidência na síndroma de Turner. Têm sido descritos casos com transmissão autossômica dominante. Em relação a coarctação da aorta, é correto afirmar:
- ACrianças independentemente da idade são sempre sintomáticas e a suspeita diagnóstica é feita pela diferença de pulsos entre membros superiores e inferiores, edema de membros inferiores, e ecocardiograma simples e o RX de tórax auxiliam diagnóstico.
- BCrianças maiores podem ser assintomáticas e a suspeita diagnóstica é feita pela diferença de pulsos entre membros superiores e os inferiores, hipertensão arterial e ecocardiograma com Doppler, é um exame importante no auxílio diagnóstico.
- CEm crianças maiores podem ser assintomáticas e a suspeita diagnóstica é feita pela ausculta cardíaca e verificação da diferença da pressão arterial em membros superiores D e E. RX de tórax e ECG e ecocardiograma fecham o diagnóstico.
- DCrianças recém-nascidas podem ser assintomáticas e a suspeita diagnóstica é feita pela diferença de pulsos entre membros superior D e E. Hipertensão arterial não é um achado comum e ecocardiograma com Doppler, é um exame importante no auxílio diagnóstico.