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Questão de Medicina — Endocrinologia — IESES 2022

MedicinaEndocrinologia
Código
qq757958
Banca
IESES
Órgão
Prefeitura de Biguaçu - SC
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista
A classificação do diabetes mellitus (DM) permite o tratamento adequado e a definição de estratégias de rastreamento de comorbidades e complicações crônicas. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda a classificação baseada na etiopatogenia do diabetes, que compreende o diabetes tipo 1 (DM1), o diabetes tipo 2 (DM2), o diabetes gestacional (DMG) e os outros tipos de diabetes. Outras classificações têm sido propostas, incluindo classificação em subtipos de DM levando em conta características clínicas como o momento do início do diabetes, a história familiar, a função residual das células beta, os índices de resistência à insulina, o risco de complicações crônicas, o grau de obesidade, a presença de autoanticorpos e eventuais características sindrômicas. O DM1 é mais comum em crianças e adolescentes. Apresenta deficiência grave de insulina devido a destruição das células ß, associada à autoimunidade. A apresentação clínica é abrupta, com propensão à cetose e cetoacidose, com necessidade de insulinoterapia plena desde o diagnóstico ou após curto período. O DM2 é o tipo mais comum. Está frequentemente associado à obesidade e ao envelhecimento. Tem início insidioso e é caracterizado por resistência à insulina e deficiência parcial de secreção de insulina pelas células ß,pancreáticas, além de alterações na secreção de incretinas. Apresenta frequentemente características clínicas associadas à resistência à insulina, como acantose nigricans e hipertrigliceridemia.Em relação a DM é correto afirmar:
  1. ANa DM1 o tratamento com insulina deve ser iniciado somente após a confirmação laboratorial do diagnóstico.
  2. BInibidores do SGLT2 não estão recomendados como medicação inicial para pessoas com DM2 e insuficiência cardíaca (IC).
  3. CO diabetes mellitus (DM) apresenta risco aumentado para insuficiência cardíaca (IC), juntamente com a hipertensão arterial, a doença arterial coronariana e a doença renal crônica (DRC). Em função destas associações, os registros populacionais apontam para uma taxa de mortalidade, nos indivíduos idosos, em torno de 75% em 5 anos.
  4. DA prevalência da doença celíaca na população sem diabetes é de 2,4% a 16,4%. No entanto, em pessoas com DM1, o percentual é de 0,15% a 2,6%.
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GabaritoC — O diabetes mellitus (DM) apresenta risco aumentado para insuficiência cardíaca (IC), juntamente com a hipertensão arterial, a doença arterial coronariana e a doença renal crônica (DRC). Em função destas associações, os registros populacionais apontam para uma taxa de mortalidade, nos indivíduos idosos, em torno de 75% em 5 anos.

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