Questão de Direito Penal — Noções Fundamentais — INSTITUTO AOCP 2022
- Código
- qq762584
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- Governo do Distrito Federal
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Policial Penal
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. A conduta do policial penal configura peculato-apropriação, e o STJ pacificou o entendimento de que o princípio da insignificância não se aplica aos crimes contra a administração pública, independentemente do valor do bem.
O crime de peculato (art. 312 do Código Penal) exige que o funcionário público se aproprie de bem móvel de que tem a posse em razão do cargo. No caso, o policial penal – funcionário público – apropriou-se de dois rádios transmissores que estavam sob sua posse em virtude da função, enquadrando-se perfeitamente no tipo penal.
Apesar de o valor total ser de apenas R$ 150,00, o STJ consolidou o entendimento de que o princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública. Isso porque tais crimes protegem bens jurídicos indisponíveis, como a moralidade e a probidade administrativa. Assim, o baixo valor não afasta a tipicidade material.
A banca pode tentar atrair o candidato com a ideia de que o valor ínfimo justificaria a atipicidade por insignificância, mas o STJ é firme: crimes contra a administração pública não admitem essa excludente, mesmo em peculato de pequeno valor.
Memorize que, para o STJ, o princípio da insignificância não incide sobre crimes contra a administração pública (como peculato, corrupção, concussão). Esse entendimento é pacífico e cai com frequência em provas.
Gabarito: Certo
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