Questão de Contabilidade de Custos — Principios Contabeis aplicados a Custos — Instituto Consulplan 2022
Contabilidade de Custos›Principios Contabeis aplicados a Custos
Código
qq772195
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
PGE-SC
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Administrador - Edital nº 2
Sobre análise custo-benefício e análise custo-efetividade, assinale a afirmativa INCORRETA.
AAvaliações de custo-benefício requerem a transformação dos benefícios e impactos positivos de uma determinada política em valores monetários.
BAvaliações de custo-efetividade comparamos custos em termos monetários com os impactos positivos e benefícios gerados de um determinado programa.
CTanto a avaliação custo-efetividade quanto a avaliação custo- -benefício permitem ao gestor público entender, de forma mais concreta, como os benefícios da política se comparam com seus custos.
DA avaliação custo-efetividade, assim como a avaliação custo- -benefício, busca comparar os resultados de uma determinada política ou programa com o gasto monetário que esteve envolvido na sua realização.
ECom a adoção da avaliação custo-efetividade, o processo de transformação dos impactos de uma política em valores monetários torna-se trivial, haja vista ser inteligível dimensionar o impacto para o beneficiário ou para a sociedade como um todo.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Com a adoção da avaliação custo-efetividade, o processo de transformação dos impactos de uma política em valores monetários torna-se trivial, haja vista ser inteligível dimensionar o impacto para o beneficiário ou para a sociedade como um todo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise custo-benefício × custo-efetividade
Gabarito: letra E — é a afirmativa INCORRETA. A análise custo-efetividade (ACE) não exige a monetização dos benefícios; os impactos são medidos em unidades naturais (ex.: anos de vida salvos, casos evitados). Já a análise custo-benefício (ACB) requer a transformação de todos os benefícios em valores monetários. A alternativa E inverte essa lógica ao afirmar que a ACE torna trivial a monetização, quando o oposto é verdadeiro: ela dispensa essa conversão.
A banca cobra a distinção conceitual entre os dois métodos de avaliação de políticas públicas. Vejamos cada alternativa:
Método de Avaliação
Monetização dos Benefícios?
Unidade de Medida dos Resultados
Exemplo de Indicador
Custo-Benefício (ACB)
Sim, obrigatória
Valores monetários
VPL, relação benefício-custo
Custo-Efetividade (ACE)
Não, dispensada
Unidades naturais (ex.: anos de vida salvos, casos evitados)
Custo por unidade de efeito (ex.: R$/vida salva)
Alternativa A — ✅ Correta
Afirma que avaliações de custo-benefício requerem a transformação dos benefícios e impactos positivos em valores monetários. Isso está correto: a ACB monetiza tanto custos quanto benefícios para calcular indicadores como VPL (Valor Presente Líquido) ou relação benefício-custo.
Alternativa B — ✅ Correta
Diz que avaliações de custo-efetividade comparam custos em termos monetários com os impactos positivos e benefícios gerados. A expressão "comparamos os custos em termos monetários com os impactos" pode gerar dúvida, mas é verdadeira: na ACE os custos são medidos em moeda e os resultados em unidades físicas, permitindo comparar o custo por unidade de efeito (ex.: custo por vida salva).
Alternativa C — ✅ Correta
Afirma que tanto a ACE quanto a ACB permitem ao gestor público entender, de forma mais concreta, como os benefícios se comparam com seus custos. É correto: ambas as análises visam subsidiar a tomada de decisão, relacionando gastos e resultados.
Alternativa D — ✅ Correta
Diz que a ACE, assim como a ACB, busca comparar os resultados de uma política com o gasto monetário envolvido. Correto: ambas são ferramentas de avaliação econômica que comparam inputs (custos) com outputs (resultados).
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
Afirma que "com a adoção da avaliação custo-efetividade, o processo de transformação dos impactos de uma política em valores monetários torna-se trivial, haja vista ser inteligível dimensionar o impacto para o beneficiário ou para a sociedade como um todo." Erro grave: a ACE não monetiza os benefícios; ela mede os impactos em unidades naturais (ex.: número de casos prevenidos, anos de vida ajustados por qualidade – QALYs). Portanto, não há "transformação em valores monetários" — essa é uma característica exclusiva da ACB. A afirmação é duplamente incorreta: (1) a ACE não monetiza; (2) monetizar impactos não é trivial, envolve subjetividade (disposição a pagar, valor da vida estatística etc.).
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o papel da monetização: na ACB ela é obrigatória; na ACE ela é inexistente (os benefícios ficam em unidades não monetárias). O candidato desatento pode achar que "efetividade" também pede dinheiro, mas não.
Conclusão: A única afirmativa incorreta é a letra E. Portanto, gabarito: E.