Questão de Não definido — Geral — Instituto Consulplan 2022
Não definidoGeral
- Código
- qq773518
- Banca
- Instituto Consulplan
- Órgão
- Prefeitura de Orlândia - SP
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor Educação Especial
Avaliação para identificação das necessidades educacionais especiaisA formação inicial e a continuada de nossos professores e gestores não os instrumentalizou para a compreensão das informações resultantes da aplicação dos testes psicológicos (não só os de inteligência, mas os de personalidade, dentre outros); o mesmo aplica-se à formação dos psicólogos que, quando não têm o curso de formação de professores, também se sentem constrangidos em fornecer orientações de natureza pedagógica, pois sua formação é, predominantemente, voltada para práticas terapêuticas. De modo geral, na tradição da educação especial, a avaliação diagnóstica, geralmente realizada em equipe multiprofissional, com médico, psicólogo e assistente social, tem servido para a triagem, isto é, para informar se o aluno deverá ser ou não encaminhado para atendimento educacional especializado, em classes e escolas especiais, e mesmo com os avanços quanto à composição das referidas equipes, nela inserindo-se pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos, a problemática permanece. Além da dificuldade de dispor desses profissionais em todas as redes (mesmo nas não-governamentais), as queixas quanto à utilização dos resultados, sem serem para triagem, ainda perduram. Apesar de todos os esforços para modernizar as práticas avaliativas no ensino regular, os professores continuam a organizar listas de alunos que não aprendem, para avaliação diagnóstica, em busca de uma patologia que explique e justifique o fracasso do aluno; essas listas representam um enorme desafio às equipes, elas pois não conseguem avaliar todos os alunos, no tempo desejado pela escola. E, quando os educandos são de outras cidades, onde não há equipes, estas precisam deslocar-se do município onde residem para, em poucos dias, avaliar alunos, que acabamrotulados e inseridos em classificações, no mínimo, perversas. Conscientes das “consequências” de seus “laudos” e inspiradas no ideário da inclusão, muitas equipes de educação especial têm optado por manter os alunos no ensino regular, recomendando que sejam atendidos nas salas de recursos.(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ avaliacao. Adaptado.)A partir das considerações expostas no texto, é possível afirmar que:
- AA permanência da avaliação como diagnóstico clínico pode pressionar a criação de salas-recursos, desviadas de suas finalidades, organizadas como as classes especiais, agora com outro nome.
- BCritica-se a abordagem avaliativa identificadora das necessidades especiais centrada na resposta educativa da escola, sem que isso represente negação da problemática do educando.
- CO enfoque da avaliação como diagnóstico clínico segue o modelo interacionista, pois a equipe clínica é multidisciplinar e independente, agindo dentro de múltiplos padrões de conhecimento.
- DDefende-se o paradigma organicista – centrado na deficiência do sujeito – que exige uma leitura dialética das relações sujeito-mundo, traduzindo exigências experimentadas por qualquer indivíduo.