Questão de Filosofia — Filosofia da Cultura — Instituto Consulplan 2022
FilosofiaFilosofia da Cultura
- Código
- qq774140
- Banca
- Instituto Consulplan
- Órgão
- SEED-PR
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Área de Conhecimento: Filosofia
A política do “pão e circo” (que no capitalismo apresenta de forma nítida sua extemporalidade), as execuções escabrosas de condenados e outros atentados contra a dignidade humana constituem um elemento indissociável do desenvolvimento civilizatório. Todos esses fenômenos sociais apresentam o ponto comum de associarem intrinsecamente a exaltação da visibilidade, da crueldade e do entretenimento público como mecanismos de poder sobre a subjetividade popular. O espetáculo apropriado pelo poder estabelecido muitas vezes apresenta uma capacidade de submissão das massas mais intensa que uma violência legítima do Estado.(Bittencourt, 1996. In: Revista Filosofia, Ciência & Vida. Nº 8-Editora Escala Educacional, p. 56.)Dentre os grandes debates da contemporaneidade, a questão do desenvolvimento midiático e as suas influências no cotidiano são sempre pauta importante. Jean Baudrillard dedica seus estudos, dentre outros assuntos, à compreensão da sociedade de massa e à massificação da sociedade. Aponta para o que ele qualificou de hiper-realidade, que condiz com a ideia:
- ADe que, apesar do apelo comercial e financista a que se relaciona à veiculação das informações, existe claramente a segmentação entre o que é falácia e o que realmente se identifica com a verdade.
- BDa ontologia da era do espetáculo que, legitimada moralmente pelas instituições sociais dominantes (Igreja, Escola e Estado), vem estabelecendo, mesmo que com dificuldades, os limites das mídias sociais.
- CDe que a cultura, hoje ao alcance de qualquer indivíduo, torna-se a revelação social e antropológica, produzindo uma liberdade até então nunca experimentada por uma massa tão abrangente de pessoas.
- DDe uma cultura produzida por meio da mídia, em uma reprodução em nossos dias através das redes sociais, no seu sentido antropológico, de uma cultura virtualizada, adoecendo a memória coletiva cognitiva.