Questão de Filosofia — Filosofia e a Grécia Antiga — Instituto Consulplan 2022
FilosofiaFilosofia e a Grécia Antiga
- Código
- qq774162
- Banca
- Instituto Consulplan
- Órgão
- SEED-PR
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Área de Conhecimento: Filosofia
“Em perpétuo movimento” é uma expressão que equivale bem a “peripatético”, que deriva, em última análise, do grego, perípatos, um pátio onde se pode passear e mais diretamente de peripatetikós, “aquele que gosta de passear”. Esse adjetivo pesado e meio pretensioso jamais teria chegado ao nosso conhecimento se não fosse um famoso filósofo peripatético: Aristóteles. Dizem que Aristóteles gostava de andar compassadamente em volta dos perípatos de seu Liceu, hábito que deixou para os futuros e profundos pensadores. Essa prática inspirou o nome pelo qual veio a ser conhecido o seu sistema de pensamento e, assim, nasceu a Escola Peripatética de Filosofia.(MACRONE, Michael. Isso é grego para mim! São Paulo: Rotterdan. 1994. P. 114. In: Dez Lições de Filosofia para um Brasil cidadão, Gilberto Dimenstein, Alvaro Cesar Giansanti, Heidi Strecker. Editora FTD.)Aristóteles é, sem dúvida, um ícone da filosofia de todos os tempos. Ele foi o criador da lógica como instrumento do conhecimento em qualquer campo do saber. Dentre os seus estudos e teorias, podemos apontar como correta a seguinte premissa:
- AQue preconiza a lógica como o principal respaldo às práticas produtivas ou as técnicas, isto é, as ações humanas, cuja finalidade está para além da própria ação, pois a finalidade é a produção da própria lógica.
- BDe que o procedimento filosófico-científico, como um método demonstrativo que se realizasse por meio de juízos ou proposições, jamais permitiria obter uma conclusão verdadeira ou, pelo menos, próxima da verdade.
- CDe que a lógica é uma ciência indubitavelmente completa e, por isso, na classificação das ciências feita pelo filósofo, a lógica aparece como a primeira, pois é indispensável para a filosofia e para as demais ciências.
- DQue defende que havia uma mediania entre dois extremos morais, considerados viciosos, um por excesso de algo e outro por falta de algo. A justa medida seria a moderação da ação entre os dois vícios, o que resultaria na virtude.