Questão de Atualidades — Economia na Atualidade — Quadrix 2022
- Código
- qq788984
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREMERO
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Controle Interno
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmação de que o período pós-pandemia na China tem atraído mais investidores estrangeiros e que bilhões de dólares têm feito a economia chinesa dar saltos muito significativos de crescimento não corresponde à realidade observada no período. O contexto pós-pandemia foi marcado por uma desaceleração econômica, com fuga de capitais estrangeiros e crescimento abaixo do potencial, contrariando a ideia de "saltos muito significativos".
A China, segunda maior economia mundial, adotou uma política de "COVID zero" que se estendeu até o fim de 2022, com lockdowns severos que impactaram fortemente a produção e o consumo interno. A reabertura em 2023 não resultou em um boom imediato, mas sim em uma recuperação lenta e desigual, com o setor imobiliário em crise, desemprego juvenil elevado e confiança do consumidor e dos investidores abalada. O crescimento do PIB chinês em 2023 foi de cerca de 5,2%, abaixo das metas otimistas e do ritmo de crescimento pré-pandemia, e o investimento estrangeiro direto (IED) apresentou queda, com muitos investidores redirecionando seus recursos para outros mercados asiáticos, como Índia e Vietnã.
A banca explora a ideia de que a China, por ser uma potência econômica, teria se beneficiado rapidamente do fim da pandemia. No entanto, a realidade foi mais complexa: a saída da política de COVID zero gerou ondas de contaminação, interrupções na cadeia produtiva e uma retomada que não correspondeu às expectativas de um "salto" econômico. O cenário foi de desaceleração, com o governo chinês tendo que implementar estímulos para tentar reativar a economia.
A afirmativa está incorreta porque inverte a realidade do período pós-pandemia na China. Em vez de atrair mais investidores estrangeiros e registrar saltos significativos de crescimento, o país enfrentou:
Desaceleração do crescimento: o PIB chinês cresceu abaixo do potencial, com metas de crescimento revisadas para baixo.
Fuga de capitais: houve saída de investidores estrangeiros, preocupados com a desaceleração, as tensões geopolíticas e a intervenção estatal em setores como tecnologia e educação.
Crise no setor imobiliário: a quebra de grandes incorporadoras, como a Evergrande, gerou desconfiança e impactou a economia como um todo.
Desemprego juvenil recorde: a taxa de desemprego entre jovens atingiu níveis históricos, indicando fragilidade do mercado de trabalho.
O contexto apresentado no material de apoio reforça que a China, embora seja a segunda maior economia e maior parceiro comercial do Brasil, não viveu um período de euforia pós-pandemia. Pelo contrário, a pandemia exerceu forte impacto negativo na economia chinesa, e a recuperação foi gradual e cheia de desafios.
A banca tenta fazer o candidato associar a China a um crescimento econômico automático e robusto, usando o senso comum de que o país é uma potência em ascensão. No entanto, o período pós-pandemia foi de desaceleração, com fuga de investidores e crescimento abaixo do esperado. A pegadinha está em trocar a realidade de retomada lenta e cheia de desafios por uma ideia de "saltos significativos" e atração de capitais, que não se confirmou.
Gabarito: ERRADO.
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