Questão de Biologia — Sistema Excretor Humano — Quadrix 2022
- Código
- qq796037
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- SEDF
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica - Biologia - Edital nº 31
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. A afirmativa está incorreta porque inverte o mecanismo: a produção de urina hipo-osmótica (mais diluída que o plasma) não depende de transporte ativo de solutos contra o gradiente — pelo contrário, ocorre quando há pouca reabsorção de água nos túbulos e ductos coletores, sob ação do hormônio antidiurético (ADH). O transporte ativo de solutos contra o gradiente está associado à produção de urina hiper-osmótica (concentrada), como ocorre na alça de Henle e no ducto coletor sob influência do ADH.
A fisiologia renal explica essa diferença. O néfron, unidade funcional do rim, é responsável por filtrar o sangue e ajustar a composição da urina conforme as necessidades do organismo. A urina hipo-osmótica é produzida quando o organismo precisa eliminar excesso de água — situação em que o ADH está em baixa concentração, os ductos coletores são pouco permeáveis à água e, portanto, pouca água é reabsorvida. Já a urina hiper-osmótica é produzida quando há necessidade de economizar água — com ADH elevado, os ductos coletores tornam-se permeáveis à água, que é reabsorvida em grande quantidade, concentrando a urina.
O transporte ativo de solutos (como sódio) contra o gradiente de concentração é fundamental para estabelecer o gradiente de osmolaridade no interstício medular renal — mecanismo que permite a reabsorção de água e a concentração da urina. Portanto, o gasto energético com transporte ativo está ligado à produção de urina concentrada, não à urina diluída.
A afirmativa está errada ao associar a produção de urina hipo-osmótica ao transporte ativo de solutos contra gradientes. Na verdade, a urina hipo-osmótica resulta da baixa reabsorção de água nos túbulos e ductos coletores, quando o ADH está reduzido. O transporte ativo de solutos contra o gradiente é o mecanismo que possibilita a concentração da urina (hiper-osmótica), ao criar o gradiente osmótico medular que puxa água para o interstício.
A afirmativa está correta ao afirmar que a produção de urina hipo-osmótica não depende do transporte ativo de solutos contra gradientes. O erro está justamente em afirmar que essa produção é possível mediante esse gasto energético. A urina diluída é formada quando há pouca reabsorção de água, independentemente do transporte ativo de solutos — que, na verdade, está associado à urina concentrada.
A banca inverte o mecanismo: associa o transporte ativo de solutos à urina diluída, quando ele está ligado à urina concentrada. O candidato que confunde os dois processos cai na armadilha. Lembre-se: transporte ativo de solutos → gradiente medular → reabsorção de água → urina concentrada; ausência de ADH → pouca reabsorção de água → urina diluída.
Para acertar questões sobre osmolaridade da urina, foque no papel do ADH: ele controla a permeabilidade dos ductos coletores à água. ADH alto → urina concentrada; ADH baixo → urina diluída. O transporte ativo de solutos é o que cria o gradiente que permite a reabsorção de água, mas não é o que define diretamente a diluição ou concentração final da urina.
Gabarito: letra E — a afirmativa está errada, pois a urina hipo-osmótica não depende do transporte ativo de solutos contra gradientes.
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