Questão de Português — Interpretação de Textos — RBO 2022
Português›Interpretação de Textos
Código
qq801055
Banca
RBO
Órgão
Prefeitura de Belo Horizonte - MG
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal de Tributos Municipais
“(...) Porém, a impressão que se colhe de sua leitura é a de que o livro se dirige a nós, aqui e agora, e de que existe no seu significado alguma coisa que sobrevive e extravasa as circunstâncias em que, sucessiva e diferentemente, foi sendo lido.”A expressão “sobrevive e extravasa as circunstâncias”, do ponto de vista conteudístico, só não se afina com
A“caráter de permanente novidade”.
B“indeterminação que envolve o seu significado”.
C“é impossível ficar-lhe indiferente”.
D“um esconjuro da imoralidade em política”.
E“uma fortuna reiteradamente verde”.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — “um esconjuro da imoralidade em política”.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sobre o sentido de "sobrevive e extravasa as circunstâncias"
Gabarito: letra D. A expressão "sobrevive e extravasa as circunstâncias" refere-se à qualidade do livro O Príncipe de permanecer atual e transcender o tempo em que foi escrito. A alternativa D ("um esconjuro da imoralidade em política") fala de uma condenação superficial e moralista do livro, que é uma reação alheia à sua perene atualidade. É, portanto, a única que não se alinha com a ideia de transcendência duradoura.
Alternativa A — ❌ Incorreta (alinhada)
A expressão "caráter de permanente novidade" é uma paráfrase direta da ideia de algo que sobrevive e extravasa o tempo. O texto afirma:
"Esse caráter de permanente novidade do texto..."
Isso reforça a noção de atualidade constante, logo está alinhado.
Alternativa B — ❌ Incorreta (alinhada)
Embora "indeterminação que envolve o seu significado" possa parecer contrária à ideia de algo que sobrevive, o texto mostra que o livro nos interpela apesar dessa indeterminação:
"apesar da indeterminação que envolve o seu significado, este livro inclassificável... interpela-nos"
A indeterminação é parte do enigma que persiste, contribuindo para a permanência do livro, e não se opõe à transcendência.
Alternativa C — ❌ Incorreta (alinhada)
A ideia de que "é impossível ficar-lhe indiferente" expressa exatamente o impacto duradouro do livro. O texto diz:
"é impossível ficar-lhe indiferente ou arrumá-lo definitivamente numa época"
Isso está em perfeita consonância com "sobrevive e extravasa".
Alternativa D — ✅ Correta (não alinhada) ⟵ GABARITO
A expressão "um esconjuro da imoralidade em política" refere-se à condenação moralista do livro, e não a uma qualidade interna que o faz transcender. O texto afirma:
"A insistente condenação do livro... é mais um estado de alma, um esconjuro da imoralidade em política – o maquiavelismo – do que propriamente uma rejeição de possíveis teses"
Trata-se de uma reação externa e superficial, não de algo que sobrevive e extravasa as circunstâncias. Portanto, é a única alternativa que não se alinha.
Alternativa E — ❌ Incorreta (alinhada)
A metáfora "fortuna reiteradamente verde" aparece no início do texto como símbolo de vitalidade permanente:
"Dir-se-ia que a fortuna d’O PRÍNCIPE é uma “fortuna verde”... uma fortuna reiteradamente verde, cuja verdura desafia o passar dos tempos"
Isso ilustra perfeitamente a ideia de algo que sobrevive e extravasa as circunstâncias.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o conceito de "qualidade intrínseca que perdura" (sobrevive e extravasa) por uma "reação externa" (esconjuro). O candidato pode confundir a condenação moral com a persistência do texto, mas o texto deixa claro que o esconjuro é uma atitude alheia à obra.