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Questão de Português — Interpretação de Textos — RBO 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qq801057
Banca
RBO
Órgão
Prefeitura de Belo Horizonte - MG
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal de Tributos Municipais
Depreende-se do texto que “O Príncipe” é uma obra cujo alcance deve-se
  1. Aa uma teorização unívoca que foi se revestindo de novas leituras e novos significados ao longo dos séculos.
  2. Bà possibilidade de uma dupla leitura, podendo-se separar o significado que suscitou à época da sua primeira edição e o significado que tem para o leitor de hoje.
  3. Ca uma ambiguidade decorrente do seu caráter de obra aberta, que o torna um texto importante para a compreensão da evolução do pensamento político moderno, porém superado por teorizações posteriores.
  4. Dao seu caráter polivalente que despertou e continua a despertar interpretações diferentes e portadoras de sentido nas diferentes épocas em que foi e continua a ser lido.
  5. Eao seu aspecto de obra que se renova permanentemente, afastando-se cada vez mais dos verdadeiros objetivos pretendidos pelo autor, tendo perdido grande parte da força do seu pensamento original.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — ao seu caráter polivalente que despertou e continua a despertar interpretações diferentes e portadoras de sentido nas diferentes épocas em que foi e continua a ser lido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Depreende-se do texto que “O Príncipe” é uma obra cujo alcance deve-se

Gabarito: letra D. O texto sustenta que o fascínio e a perene atualidade d’O Príncipe decorrem de seu caráter polivalente, capaz de gerar interpretações diferentes e significativas em cada época. Essa é a inferência extraída do conjunto do texto, que enfatiza a ambiguidade e a multiplicidade de leituras, sem nunca afirmar que a obra é superada ou unívoca.

💡 Dica: O comando “depreende-se” exige inferência ancorada em pistas do texto. A resposta não está literalmente escrita, mas é a única conclusão que o texto obriga a tirar.

Alternativa A — ❌ Incorreta

“não existe uma teoria claramente identificável, uma doutrina que se compare a tantas outras”

O texto nega que haja uma “teorização unívoca” (sentido único). Fala justamente da ausência de uma teoria clara. Erro: contradiz o texto (afirma o oposto do que está escrito).

Alternativa B — ❌ Incorreta

“leituras tão diferentes como aquelas que dele fizeram Espinosa, Bayle, Fichte (...) – para citar apenas alguns”

O texto não limita a interpretação a uma “dupla leitura” (passado vs. presente); ao contrário, menciona múltiplas leituras e que o livro parece dirigir-se “a nós, aqui e agora”, misturando passado e presente. Erro: restringe indevidamente o alcance das interpretações.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“apesar da indeterminação que envolve o seu significado, este livro (...) interpela-nos de modo tal, esteve e está de tal maneira presente em toda a Modernidade, que é impossível ficar-lhe indiferente ou arrumá-lo definitivamente numa época”

O texto usa “ambiguidade” e “obra inclassificável”, mas jamais diz que a obra está “superada”. Pelo contrário, reafirma sua atualidade e “fortuna verde”. Erro: acrescenta opinião contrária ao texto (extrapolação contraditória).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“tem provocado a sensação de perene atualidade” / “leituras tão diferentes (...) que nos continuam a questionar e a tocar” / “a interminável discussão (...) é bem a imagem dessa ambiguidade”

O caráter “polivalente” (múltiplos sentidos) é o que permite que o livro desperte “interpretações diferentes e portadoras de sentido nas diferentes épocas”. É a única alternativa que sintetiza o raciocínio inferencial do texto: o alcance se deve à capacidade de gerar leituras diversas e atuais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“fortuna reiteradamente verde, cuja verdura desafia o passar dos tempos” / “essa sensação de proximidade, essa ‘fortuna verde’”

O texto afirma que a obra não perdeu força, pelo contrário, mantém-se viva e atual. Dizer que se “afastou dos objetivos do autor” e “perdeu força” é o oposto do que está escrito. Erro: contradiz o texto.

Gabarito: letra D.

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