Questão de Áudio e Vídeo — Linguagem e Tecnologia — UFPE 2022
Áudio e VídeoLinguagem e Tecnologia
- Código
- qq807292
- Banca
- UFPE
- Órgão
- UFPE
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnólogo - Produção Audiovisual
Para a teoria do documentário, é correto afirmar que
- Ao documentário de modo poético sacrifica as convenções da montagem em continuidade, e a ideia de localização muito específica no tempo e no espaço derivada dela, para explorar associações e padrões que envolvem ritmos temporais e justaposições espaciais. Os atores sociais assumem a forma vigorosa dos personagens com complexidade psicológica e como uma visão definida de mundo.
- Bo documentário de modo expositivo privilegia uma lógica informativa transmitida verbalmente, seja por legendas ou pela chamada “voz de Deus”, além de enfatizar a impressão de objetividade. Para tanto, faz uso de uma montagem de evidência, que busca manter a continuidade do argumento. As imagens desempenham papel fundamental e, justo por isso, o argumento retórico subordina-se à estrutura estética.
- Co documentário de modo observativo está interessado na observação espontânea da experiência vivida. Nesse sentido, durante as filmagens, o cineasta investe numa postura não participante e, paralelamente, busca naturalizar a presença da câmera. Como padrão, não há reconstituições históricas, entrevistas, situações repetidas para a câmera, comentários em voz over, legendas, música ou efeitos sonoros complementares.
- Do documentário de modo participativo enfatiza o encontro entre o cineasta e os participantes do filme. Se há uma verdade a ser conhecida, trata-se da verdade que não existiria se não fosse pela câmera e pela interação dos participantes com o diretor. Portanto, a presença física do diretor na cena e na tela sempre se impõe, ele nunca deixa de ser visível ao espectador.
- Eo documentário de modo performático, por seu tom fortemente subjetivo, autobiográfico, e por investir nas características subjetivas da experiência e da memória, impossibilita tanto a construção de um espaço comum entre cineasta e espectador, como a mobilização de questões sociais e políticas.