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Questão de Medicina — Angiologia — Avança SP 2023

MedicinaAngiologia
Código
qq831640
Banca
Avança SP
Órgão
Fundação de Saúde de Rio Claro - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista Angiologista
Utilizando-se a manobra de ______ pode-se caracterizar a incompetência da junção safeno femoral da veia safena magna e de veias perfurantes da coxa e da perna. Solicita-se que o paciente assuma o decúbito dorsal e, depois de esvaziar o sistema venoso superficial com a elevação do membro a ser avaliado, coloca-se um garrote na raiz da coxa e outro junto aos maléolos (dispensável se a prova for realizada rapidamente). A seguir o paciente assume a posição supina e, mantendo-se os garrotes, se for observado o enchimento das varizes, este sugere insuficiência de veia perfurante.Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto:
  1. ABracing.
  2. BBarlow.
  3. CDurkan.
  4. DValsalva.
  5. ETrendelenburg.
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GabaritoE — Trendelenburg.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Manobra de Trendelenburg na avaliação da insuficiência venosa superficial

Gabarito: letra E. A manobra descrita no enunciado — decúbito dorsal, esvaziamento do sistema venoso superficial com elevação do membro, garrote na raiz da coxa e outro junto aos maléolos, e observação do enchimento das varizes na posição supina — é a manobra de Trendelenburg, utilizada para caracterizar a incompetência da junção safenofemoral da veia safena magna e de veias perfurantes da coxa e da perna. As demais alternativas (Bracing, Barlow, Durkan e Valsalva) são manobras semiológicas de outras áreas ou com finalidades distintas.

A manobra de Trendelenburg é um teste clínico clássico na propedêutica da doença venosa crônica. Seu objetivo é identificar o ponto de refluxo venoso superficial, distinguindo entre insuficiência ostial (na junção safenofemoral) e insuficiência de veias perfurantes. O raciocínio por trás da manobra é simples: ao esvaziar as varizes com o membro elevado e aplicar garrotes, cria-se uma "barreira" que impede o refluxo proximal. Ao colocar o paciente em posição supina (ou de pé, conforme a variação), observa-se de onde vem o enchimento venoso:

  • Se as varizes enchem com os garrotes mantidos, o refluxo vem de veias perfurantes (que drenam do sistema profundo para o superficial abaixo do garrote).

  • Se as varizes enchem após a retirada do garrote da coxa, o refluxo vem da junção safenofemoral (insuficiência ostial da safena magna).

  • Se o enchimento ocorre de proximal para distal após a retirada do garrote, sugere insuficiência ostial pura da safena magna.

Na prática, o examinador realiza a manobra da seguinte forma: o paciente deita em decúbito dorsal, eleva o membro a ser avaliado para esvaziar as veias superficiais, aplica um garrote na raiz da coxa (para ocluir a safena magna) e outro junto aos maléolos (para ocluir veias perfurantes distais — dispensável se a prova for rápida). Em seguida, o paciente assume a posição supina (ou fica de pé, dependendo da variação da técnica) e o examinador observa o comportamento das varizes. O enchimento rápido e retrógrado indica incompetência valvular.

É importante distinguir a manobra de Trendelenburg de outras manobras semiológicas que aparecem nas alternativas:

Manobra

Finalidade

Área

Trendelenburg

Avaliar insuficiência venosa superficial (junção safenofemoral e perfurantes)

Angiologia / Cirurgia Vascular

Valsalva

Aumentar a pressão intratorácica; usada para avaliar refluxo venoso (complementar) e em outros contextos (ex.: sopros cardíacos, incontinência urinária)

Diversas

Barlow

Detectar instabilidade do quadril (luxação congênita)

Ortopedia

Durkan

Comprimir o nervo ulnar no canal de Guyon para diagnosticar síndrome do túnel ulnar

Ortopedia / Neurologia

Bracing

Não é uma manobra semiológica clássica; refere-se a suporte/órtese

—

A pegadinha da banca está em oferecer a manobra de Valsalva como distrator. A manobra de Valsalva (expiração forçada com glote fechada) também pode ser usada na avaliação de refluxo venoso, mas não é a manobra descrita no enunciado, que envolve garrote e esvaziamento prévio. O candidato que confunde as duas pode marcar a letra D. Além disso, as manobras de Barlow e Durkan são de ortopedia, e "Bracing" não é uma manobra semiológica reconhecida nesse contexto.

Guarde a sequência da manobra de Trendelenburg: decúbito dorsal → elevação do membro (esvaziamento) → garrote na coxa e maléolos → posição supina → observação do enchimento. É exatamente essa sequência que o enunciado descreve, e é ela que separa a alternativa correta das demais.

  1. 1Decúbito dorsal
  2. 2Elevação do membro
  3. 3Garrote na coxa
  4. 4Garrote nos maléolos
  5. 5Posição supina
  6. 6Observar enchimento
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Bracing não é uma manobra semiológica. O termo "bracing" refere-se a suporte, contenção ou órtese (por exemplo, em reabilitação ortopédica). Não há descrição de manobra de Bracing na avaliação de insuficiência venosa. A banca incluiu essa alternativa como distrator puramente sonoro/semântico, sem relação com o exame vascular.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A manobra de Barlow é um teste ortopédico utilizado para detectar instabilidade do quadril em recém-nascidos (luxação congênita do quadril). Consiste em aduzir e pressionar o quadril para tentar deslocar a cabeça femoral posteriormente. Não tem qualquer relação com a avaliação do sistema venoso superficial dos membros inferiores.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A manobra de Durkan é um teste clínico para síndrome do túnel ulnar (compressão do nervo ulnar no canal de Guyon). Consiste em comprimir o nervo ulnar no punho para reproduzir sintomas. É uma manobra neurológica/ortopédica, sem relação com a avaliação de varizes ou insuficiência venosa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A manobra de Valsalva consiste em uma expiração forçada com a glote fechada, aumentando a pressão intratorácica e intra-abdominal. Na avaliação venosa, pode ser usada como complemento para evidenciar refluxo (o aumento da pressão abdominal favorece o refluxo venoso), mas não é a manobra descrita no enunciado, que envolve garrote, esvaziamento prévio e observação do enchimento. O candidato que confunde as duas manobras cai na pegadinha. A manobra de Valsalva é mais conhecida em outros contextos (ex.: avaliação de sopros cardíacos, incontinência urinária, otite média).

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A manobra de Trendelenburg é exatamente a descrita no enunciado: decúbito dorsal, esvaziamento do sistema venoso superficial com elevação do membro, garrote na raiz da coxa e outro junto aos maléolos, e observação do enchimento das varizes na posição supina. O enchimento com os garrotes mantidos sugere insuficiência de veias perfurantes; o enchimento após a retirada do garrote da coxa sugere insuficiência ostial da safena magna. É uma manobra clássica da propedêutica vascular, descrita nos livros de angiologia e cirurgia vascular.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece a manobra de Valsalva (letra D) como distrator. O candidato que sabe que a Valsalva também pode ser usada na avaliação de refluxo venoso pode marcá-la, mas o enunciado descreve especificamente a manobra de Trendelenburg, com garrote e esvaziamento prévio. A Valsalva é um complemento, não a manobra descrita. Fique atento à sequência de passos: se o texto menciona garrote e esvaziamento, é Trendelenburg.

NÃO CAIA NESSA!

Para não confundir, associe a manobra de Trendelenburg ao garrote e ao esvaziamento venoso. A manobra de Valsalva não usa garrote. Nas provas de angiologia, a descrição de "garrote na raiz da coxa" é o gatilho para Trendelenburg. Memorize também as outras manobras: Barlow (quadril), Durkan (nervo ulnar) — assim você elimina os distratores de ortopedia rapidamente.

Gabarito: letra E

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