Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Avança SP 2023
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
qq832882
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Americana - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico Cardiologista
Leia:“Técnica mais moderna de tratamento para as arritmias cardíacas, especialmente as taquiarritmias/ taquicardias (coração acelerado) acompanhadas de sintomas como palpitações, desmaios ou tonteiras, que nem sempre podem ser tratadas com remédios, ou para paciente que não quer tomar drogas antiarrítmicas por um longo período.”O trecho acima discorre sobre:
AEstudo eletrofisiotécnico.
BEletrofisiologia invasiva.
CEcocardiograma.
DEletrocardiograma de esforço.
EEletrocardiograma de camadas.
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GabaritoB — Eletrofisiologia invasiva.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Eletrofisiologia invasiva no tratamento de arritmias
Gabarito: letra B. O trecho descreve a eletrofisiologia invasiva (estudo eletrofisiológico), técnica moderna de diagnóstico e tratamento de taquiarritmias que envolve a introdução de cateteres no coração para mapear a atividade elétrica e, quando possível, realizar a ablação por radiofrequência — indicada quando os sintomas (palpitações, desmaios, tonteiras) não são controlados por medicamentos ou quando o paciente não deseja uso prolongado de antiarrítmicos. A alternativa correta é a que nomeia exatamente esse procedimento.
A eletrofisiologia invasiva é um ramo da cardiologia que estuda os mecanismos das arritmias cardíacas por meio de cateteres posicionados dentro das câmaras cardíacas. O procedimento, chamado de estudo eletrofisiológico (EEF), permite registrar a atividade elétrica do coração em pontos específicos, identificar o circuito da arritmia e, em muitos casos, tratá-la imediatamente com a ablação por cateter (geralmente por radiofrequência ou crioablação). Essa técnica é considerada "mais moderna" porque oferece uma alternativa curativa às drogas antiarrítmicas, que muitas vezes apenas controlam os sintomas e exigem uso prolongado, com riscos de efeitos adversos.
A indicação clássica do EEF ocorre em pacientes com taquicardias sintomáticas (palpitações, síncope, tonteiras) que não respondem bem à terapia medicamentosa, que não toleram os efeitos colaterais dos antiarrítmicos, ou que preferem evitar o uso crônico dessas medicações. O procedimento é invasivo porque requer punção venosa (geralmente femoral) e avanço dos cateteres até o coração, sob fluoroscopia. Durante o estudo, o eletrofisiologista pode induzir a arritmia de forma controlada, mapear sua origem e, se viável, destruir o foco ou o circuito responsável — o que pode curar definitivamente a arritmia.
É importante distinguir a eletrofisiologia invasiva dos exames não invasivos que também avaliam o ritmo cardíaco. O eletrocardiograma (ECG) é o registro da atividade elétrica do coração na superfície do corpo, feito com eletrodos externos. O eletrocardiograma de esforço (ergometria) registra o ECG durante exercício físico, avaliando isquemia e arritmias induzidas pelo esforço. O ecocardiograma é um exame de ultrassom que avalia a estrutura e a função cardíaca, não a atividade elétrica. Nenhum desses é invasivo nem tem finalidade terapêutica direta. A eletrofisiologia, por outro lado, é um procedimento invasivo que combina diagnóstico e tratamento.
A pegadinha desta questão está na alternativa A, que troca o termo "eletrofisiológico" por "eletrofisiotécnico" — um termo que não existe na prática médica. A banca explora a semelhança fonética para confundir o candidato que não domina a nomenclatura. As demais alternativas (C, D e E) são exames diagnósticos não invasivos, que não se encaixam na descrição de "técnica de tratamento" para arritmias refratárias a medicamentos.
Guarde a fronteira entre os exames: a eletrofisiologia invasiva é o único que é invasivo e tem finalidade terapêutica (ablação). É exatamente nesse critério que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O termo "estudo eletrofisiotécnico" não existe na cardiologia. A banca criou um distrator foneticamente semelhante a "eletrofisiológico" para testar o conhecimento da nomenclatura correta. O estudo correto é o eletrofisiológico (EEF), que é exatamente o procedimento descrito no enunciado.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A eletrofisiologia invasiva é a técnica moderna de tratamento de taquiarritmias que envolve o estudo eletrofisiológico com cateteres intracardíacos e, quando indicado, a ablação por radiofrequência. O enunciado descreve precisamente essa técnica: "técnica mais moderna de tratamento para as arritmias cardíacas, especialmente as taquiarritmias/taquicardias acompanhadas de sintomas como palpitações, desmaios ou tonteiras, que nem sempre podem ser tratadas com remédios, ou para paciente que não quer tomar drogas antiarrítmicas por um longo período". A palavra-chave é "tratamento" — a eletrofisiologia invasiva não apenas diagnostica, mas também trata a arritmia por meio da ablação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O ecocardiograma é um exame de imagem por ultrassom que avalia a estrutura e a função cardíaca (câmaras, valvas, fração de ejeção). Não é uma técnica de tratamento de arritmias, não é invasivo e não envolve cateteres. O enunciado fala claramente em tratamento de taquiarritmias, o que não se aplica ao ecocardiograma.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O eletrocardiograma de esforço (ergometria) é um exame não invasivo que registra o ECG durante exercício físico, utilizado principalmente para diagnóstico de doença arterial coronariana e avaliação de arritmias induzidas por esforço. Não é uma técnica de tratamento e não se aplica à descrição do enunciado, que menciona tratamento de arritmias refratárias a medicamentos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O "eletrocardiograma de camadas" é um termo inexistente na prática médica. Não há exame com essa denominação. A banca criou outro distrator para testar o conhecimento da nomenclatura correta. O exame que registra a atividade elétrica do coração é o eletrocardiograma convencional, que não é invasivo nem terapêutico.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a semelhança fonética entre "eletrofisiotécnico" (alternativa A) e "eletrofisiológico" (alternativa B). O candidato que não domina a nomenclatura pode ser induzido a marcar a alternativa A, que parece correta mas não existe. Além disso, as alternativas C, D e E são exames diagnósticos não invasivos, que não se encaixam na descrição de "técnica de tratamento" — o que reforça a necessidade de identificar a palavra-chave "tratamento" no enunciado.
PEGA ESSA DICA!
Para questões que pedem identificação de procedimentos, sublinhe as palavras-chave do enunciado. Aqui, "técnica de tratamento" e "arritmias" apontam diretamente para a eletrofisiologia invasiva. Memorize a diferença: exames não invasivos (ECG, ecocardiograma, ergometria) são diagnósticos; a eletrofisiologia é invasiva e terapêutica (ablação).