Com relação aos fatores de risco para lesão por pressão (úlcera por pressão), analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:I - Mais de 45 anos de idade. II - Diminuição da mobilidade. III – Exposição a irritantes cutâneos. IV – Perda de sensibilidade.
AApenas os itens I, III e IV são verdadeiros.
BApenas os itens II e III são verdadeiros.
CApenas os itens I, II e III são verdadeiros.
DApenas os itens II, III e IV são verdadeiros.
EApenas os itens I, II e IV são verdadeiros.
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GabaritoD — Apenas os itens II, III e IV são verdadeiros.
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Fatores de risco para lesão por pressão
Gabarito: letra D. São fatores de risco para lesão por pressão a diminuição da mobilidade (II), a exposição a irritantes cutâneos (III) e a perda de sensibilidade (IV). O item I está incorreto porque a idade de risco é acima de 65 anos, não 45. A alternativa correta é a letra D, que reúne os itens II, III e IV.
A lesão por pressão (anteriormente chamada de úlcera por pressão ou escara) é uma lesão localizada na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão intensa e/ou prolongada, ou de pressão combinada com cisalhamento. O termo "escaras" é considerado inadequado, pois escara refere-se a uma placa de necrose, não à ferida em si. A fisiopatologia envolve a compressão dos capilares, levando à isquemia tecidual, que, se não aliviada, progride para necrose e ulceração.
Os fatores de risco para o desenvolvimento de lesão por pressão são divididos em duas grandes categorias: fatores intrínsecos (relacionados ao paciente) e fatores extrínsecos (relacionados ao ambiente e aos cuidados). Entre os fatores intrínsecos, destacam-se a imobilidade, a perda de sensibilidade, a idade avançada (acima de 65 anos), a desnutrição, a desidratação, a anemia, as doenças crônicas (como diabetes e doença vascular) e o estado de consciência rebaixado. Entre os fatores extrínsecos, destacam-se a pressão prolongada, o cisalhamento, o atrito e a umidade (exposição a irritantes cutâneos, como urina e fezes).
A imobilidade é o fator de risco mais importante, pois impede o alívio espontâneo da pressão sobre as proeminências ósseas. A perda de sensibilidade, comum em pacientes com lesão medular ou neuropatia diabética, faz com que o paciente não perceba o desconforto da pressão prolongada, não mudando de posição. A exposição a irritantes cutâneos, como umidade, urina e fezes, macera a pele, tornando-a mais vulnerável à lesão. A idade avançada é um fator de risco porque a pele do idoso é mais fina, menos elástica e com menor capacidade de reparação.
A banca explora a confusão entre a idade de risco real (acima de 65 anos) e um valor menor (45 anos), que não é considerado fator de risco isolado. O candidato que memoriza "idade avançada" como fator de risco pode aceitar o item I sem verificar o valor numérico. A pegadinha está exatamente nesse número: 45 anos não é o corte utilizado na prática clínica.
Guarde o critério: para identificar os fatores de risco, pense nos mecanismos que levam à isquemia tecidual — pressão, cisalhamento, atrito e umidade — e nas condições do paciente que impedem a proteção da pele, como imobilidade, perda de sensibilidade e idade avançada. É esse raciocínio que separa os itens corretos dos incorretos.
Fatores de risco para lesão por pressão
1Intrínsecos (do paciente)
Imobilidade
Perda de sensibilidade
Idade avançada (acima de 65 anos)
Desnutrição
Doenças crônicas
2Extrínsecos (do ambiente)
Pressão prolongada
Cisalhamento
Atrito
Umidade (irritantes cutâneos)
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Item I — ❌ Incorreto
O item afirma que "mais de 45 anos de idade" é um fator de risco. A idade avançada é um fator de risco, mas o corte utilizado na prática clínica é acima de 65 anos, não 45. O valor de 45 anos é um distrator: não corresponde a nenhum limiar reconhecido para risco de lesão por pressão. A banca trocou o número para confundir o candidato que sabe que idade é um fator, mas não sabe o valor exato.
Item II — ✅ Correto
A diminuição da mobilidade é um dos principais fatores de risco para lesão por pressão. A imobilidade impede o alívio da pressão sobre as proeminências ósseas, levando à isquemia tecidual. Pacientes acamados, paraplégicos ou tetraplégicos são particularmente vulneráveis. Este item está correto.
Item III — ✅ Correto
A exposição a irritantes cutâneos, como umidade, urina e fezes, é um fator de risco extrínseco. A umidade macera a pele, reduzindo sua resistência e aumentando a vulnerabilidade à lesão. Este item está correto.
Item IV — ✅ Correto
A perda de sensibilidade é um fator de risco intrínseco. Sem a percepção da dor ou do desconforto causado pela pressão, o paciente não muda de posição, prolongando a compressão tecidual. Este item está correto.
Conclusão: Corretos: II, III e IV → portanto a alternativa é a letra D.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o limiar de idade: o fator de risco real é "idade avançada" (acima de 65 anos), mas o item I apresenta "mais de 45 anos". O candidato que sabe que idade é um fator de risco pode aceitar o item sem verificar o número. Fique atento a valores numéricos em itens sobre fatores de risco — eles costumam ser o ponto de erro.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar os fatores de risco, agrupe-os em intrínsecos (do paciente) e extrínsecos (do ambiente). Os intrínsecos incluem imobilidade, perda de sensibilidade, idade avançada, desnutrição e doenças crônicas. Os extrínsecos incluem pressão, cisalhamento, atrito e umidade. Na prova, desconfie de valores numéricos que parecem plausíveis, mas não correspondem aos limiares clínicos.