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Questão de Português — Sintaxe — Avança SP 2023

PortuguêsSintaxe
Código
qq834094
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Conchas - SP
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Vigia
Os sinais que indicam que seu cachorro pode sofrer de ansiedade

Animais não humanos possuem a capacidade de ter sentimentos e, portanto, podem manifestar comportamento intencional. Temos a tendência de imaginar que a alegria, o medo e a tristeza são emoções exclusivas dos seres humanos. Mas a ciência está descobrindo, pouco a pouco, que esta afirmação é totalmente incorreta. No dia 7 de julho de 2012, um grupo internacional de neurocientistas se reuniu na cidade de Cambridge, no Reino Unido, e elaborou a conhecida Declaração de Cambridge sobre a Consciência. Resumidamente, os especialistas determinaram que a nossa espécie não é a única a possuir as bases neurológicas que geram a consciência. Em outras palavras, os animais não humanos possuem a capacidade de ter sentimentos e, portanto, podem manifestar comportamento intencional. Isso também se aplica à capacidade de vivenciar o sentimento, que é o tema deste artigo: a ansiedade. Tanto em cães quanto nas pessoas, a ansiedade é simplesmente uma forma de reação a certas situações problemáticas. Mas, quando ela supera certa intensidade ou ultrapassa a capacidade de adaptação, a ansiedade passa a ser patológica.

Sinais de alerta

Como podemos identificar se o nosso cachorro se encontra neste estado? Diferentes formas de comportamento indicam sua vontade de fugir da sensação de inquietação, nervosismo, insegurança e mal-estar. A ansiedade surge quando o cão tem a expectativa de que algo de ruim está para acontecer. Esta expectativa aciona o sistema nervoso simpático, responsável pelas reações do organismo diante de situações perigosas ou estressantes, fazendo com que o animal manifeste uma conduta intensa. Quando a ansiedade é patológica, os sintomas que podemos encontrar são: contínuo estado de alerta, hiperatividade, lambedura excessiva, queda de pelo, problemas digestivos, uivos, tremores, gemidos, latidos em excesso, medo exagerado, agressividade e comportamentos destrutivos, que podem aumentar quando os cães ficam sozinhos. As situações capazes de provocar essa ansiedade patológica também são diversas: medo de ficar sozinho, de barulhos como fogos de artifício, de tempestades ou trânsito... qualquer incidente que supere sua capacidade de adaptação ou que seja frequentemente repetido pode desencadear ansiedade. Muitas vezes, estes são problemas gerados pela incompreensão humana das suas necessidades, como espécie e como indivíduo.

Diagnóstico e tratamento

Se prolongada, a ansiedade patológica pode causar doenças ao longo do tempo, como transtornos do sistema gastrointestinal, aumento da incidência de tumores ou alterações do sistema imunológico, sem falar do prejuízo à convivência entre as espécies. Soma-se a isso a nossa tristeza e frustração ao ver um animal de estimação sofrendo, sem saber como ajudá-lo. O primeiro passo para o tratamento da ansiedade, depois de diagnosticada pelo veterinário, é a terapia comportamental, conduzida por um etólogo, ou especialista em comportamento animal. Pode-se recorrer à administração de medicamentos se o caso específico exigir, também sob o controle do veterinário. Esta intervenção pode ser comparada à do psicólogo e do psiquiatra em seres humanos. O psicólogo é especialista em compreender o comportamento, enquanto o psiquiatra se dedica aos transtornos mentais e seu tratamento farmacológico. Embora cada caso tenha suas próprias particularidades, a terapia comportamental deve incluir os seguintes objetivos:

Reduzir os níveis de estresse do cachorro;

Ensiná-lo a administrar situações problemáticas;

Oferecer recursos para que ele se acalme;

Reduzir sua sensibilidade aos sinais precursores da ansiedade. O animal pode interpretar nossas ações de pegar as chaves, vestir o casaco ou calçar os sapatos, por exemplo, como o passo anterior a ficar sozinho. Devemos esclarecer a ele que isso não significa, necessariamente, que vamos partir;

Atribuir ao cão uma função clara dentro da família. Precisamos fazer atividades com ele para que se sinta integrado, como brincar ou sair para passear, de modo que o cachorro e o dono se divirtam;

Fazer com que o cão tenha independência social. Ou seja, não podemos estar o tempo todo com ele, nem resolver todos os seus problemas.

Se o processo de aprendizado for difícil porque os níveis de ansiedade são altos demais ou devido a circunstâncias específicas do animal, é preciso complementar o processo com medicamentos. Pode ser conveniente recorrer aos remédios, por exemplo, quando o cachorro sente ansiedade ao ficar sozinho e, como seus responsáveis trabalham, ele precisa ficar pelo menos oito horas sem companhia. O cão não pode ficar em um estado contínuo de angústia. É preciso também entender que, da mesma forma que na nossa espécie, há circunstâncias que geram estresse prolongado — que levam ao "estado de ansiedade" — e perfis que são mais ansiosos por natureza, o chamado "traço de ansiedade". A busca das causas da angústia patológica e seu controle não deve se restringir ao controle das consequências com o uso de medicamentos, mas também melhorar a atenção que oferecemos a eles como seres sensíveis, sociais e que precisam de atividades adequadas para cada indivíduo.
 G1

Considere o excerto "Pode-se recorrer à administração de medicamentos se o caso específico exigir". A palavra "se", no início da oração “se o caso específico exigir”, trata-se de um(a):
  1. Apartícula expletiva.
  2. Bpartícula apassivadora.
  3. Cconjunção integrante.
  4. Dconjunção condicional.
  5. Epronome reflexivo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — conjunção condicional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação do "se" em "se o caso específico exigir"

Gabarito: letra D. O "se" em "se o caso específico exigir" é uma conjunção condicional, pois introduz uma oração que expressa a condição para que a ação de "recorrer à administração de medicamentos" ocorra. A oração "se o caso específico exigir" equivale a "caso o caso específico exija" ou "quando o caso específico exigir", estabelecendo uma relação de condição com a oração principal.

O comando da questão

A questão pede a classificação morfossintática da palavra "se" no contexto específico do excerto. Isso exige analisar a função que o termo exerce na oração, não apenas sua classe gramatical isolada. O "se" pode assumir diferentes papéis — conjunção, pronome, partícula — e a identificação correta depende da relação que ele estabelece entre as orações.

A técnica de resolução

Para classificar o "se", é preciso verificar a relação de sentido que ele estabelece. No excerto, temos duas orações:

"Pode-se recorrer à administração de medicamentos se o caso específico exigir"

A oração "se o caso específico exigir" expressa uma hipótese ou condição para que a ação principal ocorra. Isso é típico da conjunção condicional, que introduz orações subordinadas adverbiais condicionais. A substituição por "caso" ou "desde que" confirma essa classificação: "Pode-se recorrer à administração de medicamentos caso o caso específico exija".

Análise das alternativas

"Se" no excerto
  • 1Conjunção condicional (gabarito)
    • Introduz condição
    • Substituível por "caso"
  • 2Outros usos do "se"
    • Partícula expletiva (realce)
    • Partícula apassivadora (voz passiva)
    • Conjunção integrante (oração substantiva)
    • Pronome reflexivo (objeto)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Partícula expletiva é um termo de realce que pode ser retirado da frase sem alterar o sentido, como em "Vão-se os anéis, ficam-se os dedos". No excerto, o "se" não é dispensável — sua retirada eliminaria a relação de condição e mudaria completamente o sentido da frase. A alternativa confunde o papel de realce com o de conectivo condicional.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A partícula apassivadora transforma o verbo transitivo direto em voz passiva sintética, como em "Abrem-se os túmulos". No excerto, o "se" não está ligado a um verbo transitivo direto que possa ser passivizado — "recorrer" é transitivo indireto (recorre-se a algo). A alternativa confunde a função de passivização com a de conjunção.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A conjunção integrante introduz uma oração subordinada substantiva, que exerce função de sujeito, objeto, complemento, etc. O teste clássico é substituir a oração por "isso": "Pode-se recorrer à administração de medicamentos isso" — a frase fica sem sentido. A oração introduzida pelo "se" não exerce função sintática típica de substantivo, mas sim de adjunto adverbial de condição. A alternativa confunde oração substantiva com oração adverbial.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conjunção condicional introduz uma oração que expressa a condição para que o fato da oração principal ocorra. No excerto, "se o caso específico exigir" é a condição para "recorrer à administração de medicamentos". A substituição por "caso" ou "desde que" confirma: "Pode-se recorrer à administração de medicamentos caso o caso específico exija". A oração é subordinada adverbial condicional.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O pronome reflexivo indica que a ação recai sobre o próprio sujeito, exercendo função de objeto direto ou indireto, como em "O homem não se conhece". No excerto, o "se" não é objeto de nenhum verbo — ele é um conectivo que liga duas orações. A alternativa confunde a função pronominal com a função conjuncional.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece classificações do "se" que são plausíveis em outros contextos (partícula apassivadora, integrante, reflexivo) para testar se o candidato identifica a relação de condição estabelecida no excerto. O teste decisivo é substituir o "se" por "caso" — se a frase mantiver o sentido, é condicional.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar conjunção integrante de condicional, substitua a oração por "isso" (integrante) ou por "caso" (condicional). A que fizer sentido indica a classificação correta.

Gabarito: letra D — o "se" é conjunção condicional, pois introduz a condição para a ação de recorrer a medicamentos.

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