Questão de Medicina — Epidemiologia — Avança SP 2023
Medicina›Epidemiologia
Código
qq834605
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Laranjal Paulista - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico de PSF (Programa de Saúde Familiar)
O Ministério da Saúde discorre que serão consideradas parcerias sexuais, para fins de comunicação, aqueles(as) com as quais a pessoa infectada tenha se relacionado sexualmente. Para casos de corrimento uretral ou infecção cervical, é considerado parceria sexual:
Aatual (indiferente do tempo).
Bnos últimos dois meses.
Cnos últimos três meses.
Dnos últimos seis meses.
Eno último ano.
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GabaritoB — nos últimos dois meses.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Comunicação de parcerias sexuais em IST: definição temporal
Gabarito: letra B. Para casos de corrimento uretral ou infecção cervical, o Ministério da Saúde considera parceria sexual aquela ocorrida nos últimos dois meses — é o que estabelece o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). A definição de parceria sexual varia conforme a síndrome/doença, e é exatamente essa variação que a questão explora.
A comunicação de parcerias sexuais é uma estratégia central no controle das IST: o objetivo é interromper a cadeia de transmissão, tratando não apenas o caso-índice, mas também sua rede de contatos sexuais. O PCDT-IST do Ministério da Saúde define, para cada condição clínica, qual o período de exposição relevante para se considerar alguém como parceria sexual — ou seja, o intervalo de tempo em que a transmissão é plausível e, portanto, a parceria deve ser rastreada, testada e, se indicado, tratada.
Para síndromes como corrimento uretral (uretrite) e infecção cervical (cervicite), o período considerado é de 60 dias (dois meses) antes do início dos sintomas ou do diagnóstico. Isso se deve ao período de incubação e à janela de transmissibilidade dos agentes etiológicos mais comuns dessas síndromes — como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis —, que costumam manifestar sintomas em poucos dias a poucas semanas após a exposição. Assim, parcerias sexuais dentro desse intervalo são consideradas expostas e devem ser avaliadas.
É importante distinguir esse prazo do que é aplicado a outras IST, pois a banca frequentemente cobra essa diferenciação:
Condição clínica
Período considerado para parceria sexual
Corrimento uretral / infecção cervical
Últimos 2 meses (60 dias)
Sífilis
Exposição até 90 dias (tratamento presuntivo)
HIV
Parcerias atuais e anteriores, conforme avaliação de risco
A pegadinha clássica é confundir o prazo de 2 meses (corrimento uretral/cervicite) com o de 3 meses (90 dias) usado na sífilis para tratamento presuntivo, ou com o período de 12 meses usado na anamnese sexual para rastreio de parcerias. Guarde a fronteira entre esses prazos: é nela que as alternativas se dividem.
Comunicação de parcerias sexuais (PCDT-IST): Corrimento uretral / infecção cervical (Últimos 2 meses (60 dias)); Sífilis (Exposição até 90 dias, Tratamento presuntivo); HIV (Parcerias atuais e anteriores, Conforme avaliação de risco)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a parceria sexual é considerada "atual, indiferente do tempo". Isso contraria a lógica da comunicação de parcerias: o período é definido com base na janela de transmissibilidade de cada IST. Para corrimento uretral e infecção cervical, o prazo é específico (2 meses), não indeterminado. A alternativa erra ao generalizar, pois o rastreamento de parcerias não é atemporal.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Para casos de corrimento uretral ou infecção cervical, o PCDT-IST define que são consideradas parcerias sexuais aquelas ocorridas nos últimos dois meses (60 dias). Esse é o período de exposição relevante para a transmissão dessas infecções bacterianas, permitindo a identificação e o tratamento das parcerias para interromper a cadeia de transmissão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O prazo de três meses (90 dias) é o utilizado para a sífilis — quando há exposição à pessoa com sífilis nos 90 dias anteriores, recomenda-se oferta de tratamento presuntivo à parceria. A banca troca o prazo da sífilis pelo do corrimento uretral/cervicite, que é de 2 meses. Essa é a confusão mais comum nesta questão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O prazo de seis meses não corresponde ao período definido para corrimento uretral ou infecção cervical. Esse intervalo é mais longo do que a janela de transmissibilidade dessas infecções bacterianas. Não há previsão de 6 meses para essa definição no PCDT-IST; o prazo correto é de 2 meses.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O prazo de um ano (12 meses) é utilizado na anamnese sexual para rastreio de parcerias e avaliação de risco (como nos "5 Ps" do CDC), mas não é o critério para definição de parceria sexual no contexto de corrimento uretral ou infecção cervical. Para essas síndromes, o período é de 2 meses. A alternativa confunde o período de rastreio epidemiológico com o de comunicação de parcerias.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar os prazos entre as IST. Aqui, o distrator mais perigoso é a letra C (3 meses), que é o prazo da sífilis para tratamento presuntivo — não o do corrimento uretral/cervicite. Memorize: corrimento/cervicite = 2 meses; sífilis = 90 dias. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪