Questão de Medicina — Geriatria — Avança SP 2023
- Código
- qq834993
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Louveira - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Clínico e Geriatra
- ADois.
- BTrês.
- CQuatro.
- DCinco.
- EUm.
GabaritoD — Cinco.
Gabarito: letra D. A vacina dupla adulto (dT) deve ser administrada a cada dez anos, mas, em caso de ferimentos considerados "sujos", o toxoide tetânico pode ser aplicado novamente em cinco anos após a última dose, conforme a recomendação do Ministério da Saúde. A questão cobra exatamente esse intervalo de reforço em situações de alto risco para tétano.
A vacina dT (dupla bacteriana do tipo adulto) protege contra difteria e tétano, sendo composta por toxoides diftérico e tetânico. No adulto e no idoso, o esquema básico completo consiste em três doses da vacina contendo o componente tetânico, com reforços a cada dez anos. Essa periodicidade decenal garante a manutenção da imunidade contra o tétano, uma doença grave causada pela toxina do Clostridium tetani, que pode ser fatal.
A profilaxia do tétano, no entanto, não é uniforme: ela depende do tipo de ferimento e da situação vacinal do paciente. Ferimentos considerados de alto risco (ou "sujos") incluem aqueles profundos ou superficiais sujos, com corpos estranhos ou tecidos desvitalizados, queimaduras, feridas puntiformes, mordeduras, politraumatismos e fraturas expostas. Nesses casos, o intervalo para o reforço da vacina é reduzido de dez para cinco anos, pois o risco de contaminação pela bactéria é maior e a resposta imune precisa ser reforçada mais rapidamente.
Essa lógica se aplica também ao idoso, que pode ter resposta imune menos robusta. O enunciado da questão, ao perguntar sobre o reforço da dT em ferimentos "sujos", cobra justamente essa exceção ao intervalo padrão de dez anos. É importante distinguir: o reforço de rotina é decenal; o reforço em ferimento de alto risco é quinquenal. Essa diferença é um ponto clássico de cobrança em provas de geriatria e clínica médica.
A pegadinha da questão está em confundir o intervalo de rotina (10 anos) com o intervalo reduzido para ferimentos de risco (5 anos). O candidato que memoriza apenas o esquema padrão pode marcar a alternativa que indica dez anos, mas a pergunta é específica sobre a situação de ferimento "sujo", que exige o reforço em cinco anos. Guarde essa distinção: é exatamente nela que a alternativa correta se apoia.
O intervalo de dois anos não corresponde a nenhuma recomendação para reforço da vacina dT, seja em situação de rotina ou de ferimento de alto risco. Esse número pode confundir o candidato que associa prazos curtos a situações de emergência, mas não há previsão de reforço da dT em dois anos para profilaxia do tétano.
O intervalo de três anos também não é o recomendado para o reforço da dT em ferimentos "sujos". O esquema de profilaxia do tétano não prevê reforço com esse intervalo para a vacina dT. Esse distrator pode ser escolhido por quem confunde o intervalo de doses da vacina contra hepatite B (que é de 0, 1 e 6 meses) ou outros esquemas vacinais, mas não se aplica à dT.
O intervalo de quatro anos não é o prazo correto para o reforço da dT em ferimentos de alto risco. A recomendação do Ministério da Saúde é de reforço em cinco anos nessa situação. Esse número pode ser um distrator para quem não memoriza o intervalo exato, mas não corresponde a nenhuma orientação oficial para a profilaxia do tétano.
A alternativa correta é cinco anos. Conforme a recomendação do Ministério da Saúde, a vacina dT deve ser administrada a cada dez anos, mas, em caso de ferimentos considerados "sujos" (de alto risco para tétano), o toxoide tetânico pode ser aplicado novamente em cinco anos após a última dose. Esse intervalo reduzido visa reforçar a imunidade rapidamente diante do maior risco de contaminação pelo Clostridium tetani.
O intervalo de um ano não é o recomendado para o reforço da dT em ferimentos "sujos". Esse prazo é muito curto e não corresponde a nenhuma orientação para a profilaxia do tétano. Pode ser um distrator para quem pensa em reforços anuais, como o da vacina contra influenza, mas não se aplica à vacina dT.
Gabarito: letra D — o reforço da vacina dT em ferimentos "sujos" deve ser feito em cinco anos.
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