Sobre a sexualidade da pessoa idosa, não é correto afirmar que:
AA sexualidade da pessoa idosa também deve integrar a avaliação da mesma. Estudos mostram que 74% dos homens e 56% das mulheres casadas mantêm vida sexual ativa após os 60 anos.
BA identificação de disfunção nessa área pode ser indicativa de problemas psicológicos, fisiológicos ou ambos.
CNão é necessário fazer parte da avaliação sistemática das pessoas idosas sexualmente ativas a investigação de infecções sexualmente transmissíveis.
DAs mulheres após a menopausa, principalmente, após os 60 anos, normalmente apresentam algum desconforto nas relações sexuais com penetração vaginal, devido às condições de hipoestrogenismo e, consequentemente, hipotrofia dos tecidos genitais.
EA utilização de um creme vaginal à base de estriol, 2ml, uma a duas vezes por semana, permite uma manutenção do trofismo do epitélio (mucosa), favorecendo uma melhoria nas condições genitais para o exercício pleno da sexualidade. Para o início de sua utilização, é necessário a realização dos exames preventivos para o câncer ginecológico e mamário, conforme protocolos vigentes, recomendados nessa faixa etária
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GabaritoC — Não é necessário fazer parte da avaliação sistemática das pessoas idosas sexualmente ativas a investigação de infecções sexualmente transmissíveis.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sexualidade na pessoa idosa: avaliação e manejo
Gabarito: letra C. A afirmativa incorreta é a que diz que não é necessário investigar infecções sexualmente transmissíveis (IST) na avaliação sistemática de pessoas idosas sexualmente ativas — exatamente o oposto do que preconiza a boa prática geriátrica: a investigação de IST faz parte da avaliação da saúde sexual do idoso, assim como em qualquer faixa etária. As demais alternativas (A, B, D e E) estão corretas e refletem o manejo adequado da sexualidade na velhice.
A sexualidade é um componente fundamental da saúde e do bem-estar em todas as idades, incluindo a velhice. O envelhecimento traz mudanças fisiológicas que afetam a função sexual, mas não elimina o desejo ou a capacidade de ter uma vida sexual ativa e satisfatória. Estudos epidemiológicos citados na literatura geriátrica mostram que 74% dos homens casados e 56% das mulheres casadas mantêm vida sexual ativa após os 60 anos — dado que reforça a importância de o médico abordar o tema na consulta, sem preconceitos ou suposições de que "idoso não tem sexo".
A avaliação da saúde sexual do idoso deve ser sistemática e incluir: (1) a investigação de disfunções sexuais (desejo, excitação, ejaculação, dispareunia), que podem ter origem psicológica, fisiológica ou mista; (2) a revisão de medicamentos em uso, pois muitos fármacos (antidepressivos, anti-hipertensivos) causam disfunção sexual; (3) a investigação de IST, já que idosos sexualmente ativos estão expostos aos mesmos riscos que os jovens — e o diagnóstico precoce de IST é essencial para o tratamento e prevenção de complicações; e (4) a abordagem das queixas específicas, como o desconforto vaginal na pós-menopausa.
Na mulher pós-menopausa, o hipoestrogenismo leva à hipotrofia dos tecidos genitais, causando ressecamento vaginal e dispareunia (dor na relação sexual). O tratamento de primeira linha para a atrofia genital é a estrogenoterapia tópica, como o creme vaginal de estriol (2 ml, uma a duas vezes por semana), que restaura o trofismo da mucosa e melhora a qualidade de vida sexual. Antes de iniciar a estrogenoterapia, é prudente realizar os exames preventivos de câncer ginecológico e mamário conforme os protocolos vigentes, para afastar contraindicações — como a alternativa E corretamente descreve.
A pegadinha central desta questão é a inversão de uma recomendação de saúde pública: a banca apresenta como "não necessário" exatamente o que é obrigatório na prática clínica — a investigação de IST. O candidato que sabe que a prevenção e o rastreio de IST são universais (independentemente da idade) identifica o erro na alternativa C. As demais alternativas são verdadeiras e descrevem corretamente a abordagem da sexualidade no idoso, incluindo dados epidemiológicos, etiologia das disfunções, fisiopatologia da atrofia genital e o tratamento com estriol tópico.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte uma recomendação de saúde pública: afirma que "não é necessário" investigar IST em idosos sexualmente ativos, quando na verdade a investigação é obrigatória e faz parte da avaliação sistemática. O candidato que associa IST apenas a jovens cai na armadilha — mas a exposição ao risco não desaparece com a idade.
Sexualidade na pessoa idosa
1Avaliação sistemática
Disfunções sexuais (psicológica/fisiológica)
Revisão de medicamentos
Investigação de IST (obrigatória)
Queixas específicas (dispareunia)
2Pós-menopausa
Hipoestrogenismo → hipotrofia genital
Dispareunia (desconforto)
Estriol tópico (2ml, 1-2x/semana)
Exames preventivos antes
3Dados epidemiológicos
74% homens casados ativos
56% mulheres casadas ativas
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Alternativa A — ✅ Correta
A sexualidade deve integrar a avaliação da pessoa idosa, e os dados epidemiológicos citados (74% dos homens e 56% das mulheres casadas com vida sexual ativa após os 60 anos) são consistentes com a literatura geriátrica. A afirmativa está correta ao reconhecer que a vida sexual persiste na velhice e que o médico deve abordá-la.
Alternativa B — ✅ Correta
A disfunção sexual pode ter origem psicológica, fisiológica ou ambas — a afirmativa está correta. A avaliação deve distinguir entre transtornos do desejo, disfunção erétil, dispareunia, entre outros, e considerar causas orgânicas (doenças, medicamentos) e psicogênicas.
Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A afirmativa está errada ao dizer que "não é necessário" investigar IST na avaliação sistemática de idosos sexualmente ativos. A investigação de IST é parte obrigatória da avaliação da saúde sexual em qualquer idade, incluindo a velhice — idosos sexualmente ativos estão expostos aos mesmos riscos de transmissão que os jovens. A banca inverte a recomendação correta, transformando uma conduta obrigatória em "desnecessária".
Alternativa D — ✅ Correta
A afirmativa descreve corretamente a fisiopatologia da atrofia genital na pós-menopausa: o hipoestrogenismo leva à hipotrofia dos tecidos genitais, causando desconforto nas relações sexuais com penetração vaginal (dispareunia). É uma descrição precisa das alterações genitais decorrentes da menopausa.
Alternativa E — ✅ Correta
A afirmativa descreve corretamente o tratamento da atrofia genital com estriol tópico: creme vaginal de estriol, 2 ml, uma a duas vezes por semana, que mantém o trofismo da mucosa e melhora as condições para a atividade sexual. Também está correto que, antes de iniciar a estrogenoterapia, devem ser realizados os exames preventivos de câncer ginecológico e mamário, conforme os protocolos vigentes.
Gabarito: letra C — a única afirmativa incorreta, pois a investigação de IST é parte essencial da avaliação da saúde sexual do idoso.