Questão de Medicina — Intoxicações Exógenas — Avança SP 2023
Medicina›Intoxicações Exógenas
Código
qq835418
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Rio Claro - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico do Trabalho
Animais peçonhentos são reconhecidos como aqueles que produzem ou modificam algum veneno e possuem algum aparato para injetá-lo na sua presa ou predador. Entre as alternativas abaixo, podemos considerar animais peçonhentos, EXCETO:
ASerpentes venenosas.
BEscorpiões.
CAbelhas e vespas.
DAranhas.
ECachorro.
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GabaritoE — Cachorro.
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Animais peçonhentos e venenosos: distinção essencial
Gabarito: letra E. O cachorro não é considerado animal peçonhento, pois não possui aparato inoculador de veneno — condição essencial para essa classificação. Serpentes, escorpiões, abelhas, vespas e aranhas se enquadram como peçonhentos por produzirem peçonha e possuírem estrutura especializada para injetá-la, conforme a definição do Ministério da Saúde.
A questão cobra a distinção entre animais peçonhentos e animais venenosos, conceitos frequentemente confundidos. Animais peçonhentos são aqueles que produzem veneno e possuem um aparato para inoculá-lo ativamente — como dentes modificados, quelíceras, ferrão ou aguilhão. Já os animais venenosos produzem toxinas, mas não têm mecanismo de injeção; o envenenamento ocorre de forma passiva, por contato, compressão ou ingestão. O cachorro, embora possa morder e causar ferimentos, não produz veneno nem possui qualquer estrutura inoculadora — por isso está fora do conceito.
O Ministério da Saúde, em seus manuais de acidentes por animais peçonhentos, destaca como exemplos clássicos as serpentes (gêneros Bothrops, Crotalus, Lachesis e Micrurus), aranhas (Loxosceles, Phoneutria, Latrodectus), escorpiões (Tityus), abelhas e vespas (ferrão), além de arraias e lagartas (cerdas urticantes). Esses animais são responsáveis por acidentes de notificação compulsória no Brasil, sendo a segunda causa de envenenamento humano no país, atrás apenas dos medicamentos.
A pegadinha da banca está em testar se o candidato domina a diferença entre os dois grupos. Muitos alunos marcam abelhas e vespas como "não peçonhentas" por serem insetos comuns, mas elas possuem ferrão — aparato inoculador — e produzem veneno, enquadrando-se perfeitamente na definição. O cachorro, por outro lado, é o único que não se encaixa em nenhum critério: não produz toxina e não tem estrutura especializada para injeção.
Guarde o critério decisivo: produzir veneno + possuir aparato inoculador. É exatamente essa combinação que separa as alternativas — as quatro primeiras cumprem ambos os requisitos; o cachorro não cumpre nenhum.
Alternativa A — ✅ Correta
Serpentes venenosas são o exemplo clássico de animais peçonhentos. Possuem dentes modificados (presas) conectados a glândulas de veneno, capazes de inocular a peçonha ativamente durante a mordida. No Brasil, os gêneros de importância médica são Bothrops (jararaca), Crotalus (cascavel), Lachesis (surucucu) e Micrurus (coral).
Alternativa B — ✅ Correta
Escorpiões possuem um aguilhão na extremidade da cauda (télson), conectado a glândulas produtoras de veneno. O gênero Tityus é o principal causador de acidentes no Brasil, com potencial para quadros graves, especialmente em crianças. O aparato inoculador é o próprio ferrão, que injeta a peçonha durante a ferroada.
Alternativa C — ✅ Correta
Abelhas e vespas são animais peçonhentos: produzem veneno e possuem ferrão (aguilhão) como aparato inoculador. No caso das abelhas, o ferrão é serrilhado e fica preso na pele após a picada, continuando a bombear veneno — por isso a recomendação de remoção imediata. Acidentes com múltiplas picadas podem causar envenenamento sistêmico grave.
Alternativa D — ✅ Correta
Aranhas possuem quelíceras (estruturas bucais modificadas) conectadas a glândulas de veneno, capazes de inocular a peçonha. No Brasil, os gêneros de importância médica são Loxosceles (aranha-marrom), Phoneutria (armadeira) e Latrodectus (viúva-negra). O aparato inoculador é a quelícera, que perfura a pele e injeta o veneno.
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
O cachorro não é animal peçonhento. Embora possa morder e causar ferimentos, não produz veneno e não possui qualquer estrutura especializada para inoculá-lo. A mordida de cachorro pode causar infecções e transmitir raiva, mas isso não o enquadra como peçonhento — o envenenamento ativo por injeção de toxina é o critério que falta. Como a banca pediu a alternativa que não se enquadra, esta é a resposta correta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "peçonhento" e "venenoso". O candidato pode achar que abelhas e vespas não são peçonhentas por serem insetos comuns, mas elas têm ferrão — aparato inoculador. O cachorro é o único que não produz veneno nem possui estrutura de injeção. Lembre-se: peçonhento = veneno + aparato inoculador; venenoso = só produz veneno, sem inocular.
Gabarito: letra E — o cachorro é o único que não se enquadra como animal peçonhento.