Questão de Medicina — Epidemiologia — Avança SP 2023
Medicina›Epidemiologia
Código
qq836644
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de São Miguel Arcanjo - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico Pediatra
Não é raro muitos pais deixarem de levar seus filhos para vacinar por motivos irrelevantes. Porém, existem situações em que a vacinação deve ser adiada temporariamente. Marque a alternativa correta:
Aepisódios agudos de doenças com febre (principalmente para evitar confusão entre os eventos adversos de algumas vacinas e a evolução clínica da doença).
Baté 10 dias após o término de corticoterapia em dose imunossupressora.
Capós 120 dias após o uso de outros medicamentos ou tratamentos que provoquem imunossupressão.
Daté no máximo 4 meses (variação de acordo com a vacina de 4 a 12 meses) após transplante de células-tronco hematopoiéticas (medula óssea) para vacinas com microrganismos não vivos e 2 anos para vacinas com microrganismos vivos.
Ede 3 a 5 anos após transfusão de plasma fresco ou imunoglobulinas, para vacinas com vírus vivos, em razão da possibilidade de neutralização do antígeno vacinal por anticorpos presentes nesses produtos.
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GabaritoA — episódios agudos de doenças com febre (principalmente para evitar confusão entre os eventos adversos de algumas vacinas e a evolução clínica da doença).
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Vacinação: contraindicações e precauções
Gabarito: letra A. A vacinação deve ser adiada temporariamente em episódios agudos de doenças com febre, principalmente para evitar confusão entre eventos adversos pós-vacinais e a evolução clínica da doença de base — essa é a precaução clássica descrita nos manuais de imunização. As demais alternativas trazem prazos e condições que não correspondem às recomendações oficiais de adiamento da vacinação.
A vacinação é uma das medidas mais eficazes em saúde pública, mas exige critério na sua indicação. Existem situações em que a vacina é contraindicada (não deve ser aplicada de forma alguma) e outras em que ela deve ser apenas adiada temporariamente — as chamadas precauções. A diferença é fundamental: na contraindicação absoluta, o risco da vacina supera o benefício; na precaução, a vacina pode ser aplicada assim que a condição se resolver, pois o adiamento é apenas uma medida de segurança.
A febre é o exemplo clássico de precaução. Quando uma pessoa está com doença aguda febril, a vacinação é adiada porque, se houver um evento adverso pós-vacinal (como febre ou mal-estar), fica difícil distinguir se ele é decorrente da vacina ou da própria doença. Além disso, a resposta imunológica pode não ser adequada durante um processo infeccioso agudo. Por isso, a recomendação é aguardar a resolução do quadro febril para então vacinar.
Outras situações que exigem adiamento incluem o uso recente de imunossupressores, corticoides em doses elevadas, quimioterapia, radioterapia e transplante de células-tronco hematopoiéticas. Nesses casos, o sistema imunológico está comprometido e a vacina pode não gerar resposta adequada — ou, no caso de vacinas com microrganismos vivos, pode até causar doença. Os prazos de adiamento variam conforme o tipo de vacina e o grau de imunossupressão, mas seguem critérios específicos definidos pelos órgãos de saúde.
A pegadinha desta questão está justamente nos prazos e condições apresentados nas alternativas B, C, D e E. A banca mistura recomendações reais com valores incorretos, testando se o candidato conhece os critérios exatos de adiamento. A alternativa A, por sua vez, descreve corretamente a precaução mais comum e intuitiva: adiar a vacinação em caso de doença aguda febril.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre contraindicação e precaução (adiamento temporário). As alternativas B, C, D e E trazem prazos que parecem plausíveis, mas não correspondem às recomendações oficiais. O candidato que decora números sem entender o conceito acaba marcando uma alternativa errada. A chave é lembrar que a febre é a precaução mais clássica e que os prazos para imunossupressão são diferentes dos apresentados.
Situação
Conduta correta
Prazo/condição real
Alternativa da questão
Doença aguda febril
Adiar temporariamente
Aguardar resolução do quadro febril
A (correta)
Corticoterapia imunossupressora
Adiar temporariamente
Até 3 meses após o término
B (incorreta — 10 dias)
Outros imunossupressores/tratamentos
Adiar temporariamente
Até 3 meses (≈90 dias) após o uso
C (incorreta — 120 dias)
Transplante de células-tronco hematopoiéticas
Adiar temporariamente
Vacinas inativadas: 6–12 meses; vacinas vivas: 24 meses
D (incorreta — prazos imprecisos)
Transfusão de plasma fresco/imunoglobulinas
Adiar temporariamente (vacinas vivas)
3 a 11 meses (conforme dose/tipo)
E (incorreta — 3 a 5 anos)
Adiamento temporário da vacinação: Doença aguda febril (Evita confusão com evento adverso, Aguarda resolução do quadro); Imunossupressão (Corticoides em dose alta, Quimioterapia/radioterapia, Transplante de células-tronco); Imunoglobulinas/plasma (Neutralização do antígeno, Vacinas com vírus vivos)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve corretamente uma precaução para vacinação: episódios agudos de doenças com febre. O adiamento é recomendado principalmente para evitar confusão entre eventos adversos pós-vacinais e a evolução clínica da doença de base. Essa é uma recomendação padronizada nos manuais de imunização — a febre é uma contraindicação temporária (precaução), não absoluta. Assim que o quadro febril se resolve, a vacinação pode ser realizada normalmente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a vacinação deve ser adiada até 10 dias após o término de corticoterapia em dose imunossupressora. O prazo correto é maior: a recomendação é aguardar até 3 meses após o uso de imunossupressores ou corticoides em doses elevadas, conforme os manuais de imunização. O valor de 10 dias não corresponde a nenhuma recomendação oficial — é um distrator numérico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a vacinação deve ser adiada após 120 dias do uso de outros medicamentos ou tratamentos que provoquem imunossupressão. O prazo correto é de até 3 meses (aproximadamente 90 dias) após o uso de imunossupressores ou corticoides em doses elevadas. O valor de 120 dias não corresponde à recomendação oficial — é outro distrator numérico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a vacinação deve ser adiada por até 4 meses (variação de 4 a 12 meses) após transplante de células-tronco hematopoiéticas para vacinas com microrganismos não vivos e 2 anos para vacinas com microrganismos vivos. Embora exista recomendação de adiamento após transplante de medula óssea, os prazos apresentados não correspondem exatamente aos critérios oficiais. A alternativa mistura valores que não refletem a recomendação padronizada — o prazo para vacinas inativadas é geralmente de 6 a 12 meses, e para vacinas vivas, de 24 meses, mas a forma como a alternativa apresenta a variação é imprecisa e não corresponde à recomendação oficial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a vacinação deve ser adiada de 3 a 5 anos após transfusão de plasma fresco ou imunoglobulinas, para vacinas com vírus vivos, em razão da possibilidade de neutralização do antígeno vacinal por anticorpos presentes nesses produtos. Embora a lógica da neutralização por anticorpos passivos seja correta, o prazo de 3 a 5 anos está exagerado. A recomendação real é de adiamento por 3 a 11 meses (dependendo da dose e do tipo de imunoglobulina), não anos. O prazo de 3 a 5 anos não corresponde a nenhuma recomendação oficial — é um distrator numérico.
Gabarito: letra A — a única alternativa que descreve corretamente uma situação de adiamento temporário da vacinação.