Com relação a Neuralgia do Trigêmeo, é correto afirmar:
AÉ uma condição inflamatória autoimune que afeta principalmente o sistema nervoso central.
BÉ causada por uma infecção viral que afeta diretamente os pares de nervos cranianos.
CÉ uma condição caracterizada por episódios recorrentes e intensos de dor facial súbita, desencadeados por estímulos leves como mastigar ou falar.
DNão apresenta evidência científica clara, mas é observado prioritariamente na população jovem.
EPor ser uma condição benigna, não requer tratamento clínico.
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GabaritoC — É uma condição caracterizada por episódios recorrentes e intensos de dor facial súbita, desencadeados por estímulos leves como mastigar ou falar.
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Neuralgia do Trigêmeo
Gabarito: letra C. A neuralgia do trigêmeo é uma condição caracterizada por episódios recorrentes e intensos de dor facial súbita, desencadeados por estímulos leves como mastigar ou falar — exatamente o que descreve a alternativa correta. As demais alternativas erram ao atribuir etiologia inflamatória autoimune, infecção viral, predomínio em jovens ou benignidade sem necessidade de tratamento.
A neuralgia do trigêmeo é uma dor neuropática que acomete o nervo craniano V (trigêmeo), responsável pela sensibilidade da face. A dor é tipicamente lancinante, espasmódica e unilateral, com duração de poucos segundos, mas pode se repetir muitas vezes ao dia por semanas. O gatilho clássico é o toque leve em áreas específicas da face (zonas-gatilho), como lábios ou gengivas, e atividades como mastigar, falar ou escovar os dentes. A condição é mais frequente em idosos, e acredita-se que a causa mais comum seja a compressão da raiz do nervo trigêmeo na ponte por uma alça arterial aberrante. Uma minoria dos casos é secundária a esclerose múltipla, tumores do ângulo pontocerebelar, aneurismas ou malformações arteriovenosas — nesses casos, há sinais objetivos de déficit neurológico e a dor costuma ser atípica.
O diagnóstico é essencialmente clínico, mas a ressonância magnética é indicada em pacientes com perda sensitiva, idade inferior a 40 anos, sintomas bilaterais ou atípicos, para afastar causas secundárias. O tratamento clínico de primeira linha envolve anticonvulsivantes como carbamazepina, gabapentina, pregabalina e, às vezes, baclofeno; antidepressivos como amitriptilina e duloxetina também podem ser úteis. Quando o tratamento clínico falha, opções cirúrgicas incluem descompressão microvascular ou lesão por radiofrequência da parte sensitiva do nervo.
A banca explora a confusão entre a neuralgia do trigêmeo e outras condições neurológicas: ela não é uma doença inflamatória autoimune do sistema nervoso central (como a esclerose múltipla), nem uma infecção viral direta dos nervos cranianos (como a neuralgia pós-herpética, que é uma complicação do herpes-zóster). Também não é uma condição benigna que dispensa tratamento — a dor pode ser incapacitante e, em casos extremos, interferir na alimentação, tornando-se potencialmente fatal.
Guarde a tríade que define a neuralgia do trigêmeo: dor paroxística unilateral, gatilhos táteis leves e resposta a anticonvulsivantes. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais.
Neuralgia do trigêmeo: Dor neuropática (nervo V) (Paroxística, lancinante, unilateral, Gatilhos táteis leves (mastigar, falar), Mais comum em idosos); Causa mais comum (Compressão vascular na ponte); Causas secundárias (Esclerose múltipla, Tumores do ângulo pontocerebelar, Aneurismas / malformações); Diagnóstico (Clínico, RM se sinais atípicos); Tratamento (Anticonvulsivantes (1ª linha), Cirúrgico se refratário)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A neuralgia do trigêmeo não é uma condição inflamatória autoimune que afeta o sistema nervoso central. A causa mais aceita é a compressão vascular da raiz do nervo trigêmeo na ponte, e não um processo autoimune. A esclerose múltipla, que é uma doença autoimune desmielinizante do SNC, pode causar neuralgia secundária, mas não é a etiologia primária da condição.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A neuralgia do trigêmeo não é causada por infecção viral direta dos nervos cranianos. A infecção viral que pode levar a dor facial é o herpes-zóster, que causa a neuralgia pós-herpética — uma condição distinta, com dor persistente em queimação, diferente dos paroxismos breves da neuralgia do trigêmeo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve com precisão a neuralgia do trigêmeo: episódios recorrentes e intensos de dor facial súbita, desencadeados por estímulos leves como mastigar ou falar. A dor é paroxística, lancinante e unilateral, e os gatilhos táteis são característicos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A neuralgia do trigêmeo é mais frequente em idosos, não na população jovem. A alternativa inverte a faixa etária típica. Além disso, há evidência científica clara sobre a condição, incluindo sua fisiopatologia e tratamento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A neuralgia do trigêmeo não é benigna e requer tratamento clínico. A dor é intensa e pode ser incapacitante, interferindo na alimentação e na qualidade de vida. O tratamento com anticonvulsivantes é a primeira linha, e opções cirúrgicas são consideradas quando o tratamento clínico falha.