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Questão de Medicina — Oncologia — Avança SP 2023

MedicinaOncologia
Código
qq838228
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Ubatuba - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico Urologista
Aos pacientes com carcinoma urotelial metastásico candidatos ao tratamento com cisplatina, está disponível o regime CG, que consiste em:
  1. AGencitabina (nos dias 1, 8, 15) e cisplatina (no dia 2), repetido a cada 28 dias por no máximo 6 ciclos.
  2. BMetotrexato (nos dias 1, 15 e 22), vimblastina (3 mg/m2 nos dias 2, 15 e 22) e cisplatina (no dia 1), repetido a cada 28 dias por 6 ciclos
  3. CPaclitaxel (nos dias 1 e 8), gencitabina (nos dias 1 e 8) e cisplatina (no dia 1), repetido a cada 21 dias por no máximo 6 ciclos.
  4. DBevacizumabe (nos dias 1,15 e 22), vimblastina (3 mg/m2 nos dias 2, 15 e 22) e cisplatina (no dia 2), repetido a cada 21 dias por 6 ciclos.
  5. ESunitinibe (nos dias 1, 8, 15) e cisplatina (no dia 2), repetido a cada 28 dias por no máximo 6 ciclos.
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GabaritoA — Gencitabina (nos dias 1, 8, 15) e cisplatina (no dia 2), repetido a cada 28 dias por no máximo 6 ciclos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Carcinoma urotelial metastático: regime GC (gemetabina + cisplatina)

Gabarito: letra A. O regime GC (gemetabina e cisplatina) é um dos esquemas de quimioterapia de primeira linha para pacientes com carcinoma urotelial metastático elegíveis para cisplatina, e a alternativa A descreve corretamente a administração: gemcitabina nos dias 1, 8 e 15, cisplatina no dia 2, em ciclos de 28 dias, por até 6 ciclos. As demais alternativas misturam esquemas (M-VAC, combinações com paclitaxel, bevacizumabe ou sunitinibe) ou alteram dias e doses, configurando distratores.

O carcinoma urotelial (mais comum na bexiga) é um tumor quimiossensível, e a quimioterapia à base de cisplatina é o padrão de primeira linha na doença metastática. Historicamente, o esquema M-VAC (metotrexato, vimblastina, doxorrubicina e cisplatina) foi o primeiro a demonstrar benefício de sobrevida. Posteriormente, o regime GC (gemetabina e cisplatina) foi desenvolvido com o objetivo de manter a eficácia e reduzir a toxicidade, especialmente a mucosite e a mielossupressão associadas ao M-VAC. Estudos de fase III demonstraram que o GC é tão eficaz quanto o M-VAC, com perfil de toxicidade mais favorável, tornando-o uma opção amplamente utilizada.

A elegibilidade para cisplatina é um ponto crítico na decisão terapêutica. Entre 30% e 50% dos pacientes com doença avançada não são elegíveis para cisplatina, geralmente por insuficiência renal (depuração de creatinina reduzida), performance status comprometido ou comorbidades. Para esses pacientes, alternativas como carboplatina ou imunoterapia (inibidores de checkpoint, como pembrolizumabe e atezolizumabe) são consideradas. A distinção entre os esquemas é essencial para a prática oncológica e frequentemente cobrada em provas de residência e concursos.

Na prática, o regime GC é administrado em ciclos de 28 dias: gemcitabina (1000 mg/m²) nos dias 1, 8 e 15, e cisplatina (70 mg/m²) no dia 2 (ou, em alguns protocolos, no dia 1). O tratamento é geralmente limitado a 6 ciclos, pois a toxicidade cumulativa (nefrotoxicidade, neurotoxicidade, ototoxicidade) limita a exposição prolongada à cisplatina. A resposta ao tratamento é avaliada periodicamente com exames de imagem, e a quimioterapia é mantida até progressão, toxicidade inaceitável ou conclusão do número planejado de ciclos.

A pegadinha central desta questão é a confusão entre os esquemas de quimioterapia disponíveis para o carcinoma urotelial. O candidato que decora apenas o nome "GC" pode não lembrar dos dias exatos de administração, e a banca explora isso oferecendo alternativas com combinações de outros fármacos (M-VAC, paclitaxel, bevacizumabe, sunitinibe) ou com dias e ciclos alterados. A chave é reconhecer que o GC é composto exclusivamente por gemcitabina e cisplatina, e que o esquema padrão é o descrito na alternativa A.

  1. 1Dia 1: gemcitabina
  2. 2Dia 2: cisplatina
  3. 3Dias 8 e 15: gemcitabina
  4. 4Ciclo de 28 dias
  5. 5Até 6 ciclos
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve exatamente o regime GC: gemcitabina nos dias 1, 8 e 15, cisplatina no dia 2, em ciclos de 28 dias, por no máximo 6 ciclos. Essa é a administração padrão do esquema, conforme validado em ensaios clínicos de fase III que compararam GC ao M-VAC. A combinação de gemcitabina (análogo de nucleosídeo) com cisplatina (agente alquilante) é sinérgica e constitui a base do tratamento de primeira linha para pacientes elegíveis.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa descreve o esquema M-VAC (metotrexato, vimblastina, doxorrubicina e cisplatina), que é um regime diferente do GC. O M-VAC é um esquema mais antigo, com administração em dias específicos (metotrexato nos dias 1, 15 e 22; vimblastina nos dias 2, 15 e 22; doxorrubicina e cisplatina no dia 1 ou 2), e foi amplamente substituído pelo GC devido à menor toxicidade e eficácia equivalente. A alternativa erra ao apresentar o M-VAC como se fosse o regime CG.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa inclui paclitaxel, que não faz parte do regime GC. O GC é composto apenas por gemcitabina e cisplatina. A adição de paclitaxel (esquema PCG) é uma combinação estudada, mas não é o regime padrão de primeira linha descrito como "CG". Além disso, o ciclo de 21 dias não corresponde ao esquema GC clássico, que é de 28 dias.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa inclui bevacizumabe, um anticorpo monoclonal anti-VEGF, que não faz parte do regime GC. O bevacizumabe foi estudado em combinação com quimioterapia no carcinoma urotelial, mas não é o padrão de primeira linha e não integra o esquema CG. A presença de vimblastina e o ciclo de 21 dias também não correspondem ao GC.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa inclui sunitinibe, um inibidor de tirosina quinase (TKI) usado em tumores renais e em alguns outros contextos, mas não no carcinoma urotelial metastático de primeira linha. O sunitinibe não faz parte do regime GC, que é composto apenas por gemcitabina e cisplatina. A alternativa mistura um TKI com cisplatina, o que não corresponde a nenhum esquema padrão para essa doença.

Gabarito: letra A

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