Questão de Medicina — Urologia — Avança SP 2023
- Código
- qq838243
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Ubatuba - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Urologista
- AF – F – V.
- BF – V – F.
- CV – V – F
- DV – F – V.
- EF – V – V.
GabaritoC — V – V – F
Gabarito: letra C (V – V – F). A primeira afirmação é verdadeira: a sobrevida mediana dos pacientes com doença metastática é de cerca de 15 meses com regimes contendo cisplatina. A segunda também é verdadeira: o carcinoma de células transicionais (urotelial) é o tipo histológico mais comum, representando cerca de 90% dos casos. A terceira é falsa: a ocorrência é maior no sexo masculino, com relação de 3:1, portanto a afirmação de que homens têm mais ocorrência que mulheres é verdadeira, não falsa — mas a banca considerou a sequência V-V-F, o que indica que a terceira afirmação foi julgada como falsa. Vamos analisar cada item com cuidado.
O câncer de bexiga é uma neoplasia urotelial que representa cerca de 4% de todas as malignidades e é responsável por aproximadamente 3% das mortes por câncer nos EUA. É mais comum em países desenvolvidos, sendo o quarto câncer mais frequente entre homens e o nono entre mulheres nos países ocidentais. O tabagismo é o principal fator de risco estabelecido, com incidência quatro vezes maior em tabagistas, e exposições ocupacionais a aminas aromáticas respondem por até 20% dos casos. A suscetibilidade genética também é reconhecida, com risco duplicado em parentes de primeiro grau.
O subtipo histológico predominante é o carcinoma urotelial (células transicionais), responsável por cerca de 90% de todos os cânceres de bexiga nos EUA e na Europa. Os 10% restantes incluem adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas e carcinomas de pequenas células. A apresentação clínica mais comum é hematúria indolor, e cerca de 75% dos casos recém-diagnosticados não invadem o músculo.
A sobrevida mediana na doença metastática com quimioterapia à base de cisplatina é um dado prognóstico importante. Embora o texto de apoio não traga esse número específico, é um conhecimento consolidado na literatura oncológica que a sobrevida mediana dos pacientes com doença metastática tratados com regimes contendo cisplatina (como MVAC ou GC) é de aproximadamente 15 meses. Esse é um dado clássico de estudos de fase III que estabeleceram esses regimes como padrão.
A relação entre os sexos é de 3:1, ou seja, o câncer de bexiga é três vezes mais comum em homens do que em mulheres. Isso torna a terceira afirmação verdadeira, não falsa. No entanto, o gabarito oficial considera a sequência V-V-F, o que sugere que a banca pode ter considerado a afirmação como falsa por algum motivo específico, talvez por uma interpretação diferente ou por um erro na elaboração da questão. Vamos analisar cada alternativa para entender a lógica da banca.
A sobrevida mediana dos pacientes com doença metastática encontra-se em torno dos 15 meses com o uso de regimes contendo cisplatina. Este é um dado prognóstico clássico: estudos que estabeleceram a combinação de cisplatina com gemcitabina (GC) ou o esquema MVAC (metotrexato, vimblastina, doxorrubicina e cisplatina) demonstraram sobrevida mediana de aproximadamente 14-15 meses em pacientes com doença metastática. O texto de apoio não traz esse número, mas é um conhecimento consolidado na literatura oncológica. A afirmação está correta.
O carcinoma de células transicionais (urotelial) representa o tipo histológico mais comum. O texto de apoio confirma: "O carcinoma urotelial é o subtipo histológico predominante nos EUA e na Europa, onde é responsável por 90% de todos os cânceres de bexiga." Portanto, a afirmação está correta.
Pessoas do sexo masculino tem mais ocorrência que pessoas do sexo feminino. O texto de apoio afirma: "O carcinoma urotelial de bexiga é mais comum em homens (3:1)". Isso indica que a afirmação é verdadeira, não falsa. No entanto, o gabarito oficial considera a sequência V-V-F, o que sugere que a banca pode ter considerado a afirmação como falsa por algum motivo. Uma possível interpretação é que a banca considerou que a relação 3:1 não é suficiente para afirmar que "tem mais ocorrência", mas isso seria uma interpretação muito rigorosa. Outra possibilidade é que a banca tenha cometido um erro na elaboração da questão. Como o gabarito oficial é C (V-V-F), devemos respeitá-lo, mas é importante sinalizar essa inconsistência.
A sequência F – F – V está incorreta porque as duas primeiras afirmações são verdadeiras, não falsas. A primeira (sobrevida de 15 meses) é verdadeira, e a segunda (carcinoma de células transicionais como tipo mais comum) também é verdadeira.
A sequência F – V – F está incorreta porque a primeira afirmação é verdadeira, não falsa. A sobrevida mediana de 15 meses com regimes contendo cisplatina é um dado correto.
A sequência V – V – F é o gabarito oficial. As duas primeiras afirmações são verdadeiras, e a terceira foi considerada falsa pela banca. Embora a terceira afirmação seja tecnicamente verdadeira (relação 3:1), o gabarito oficial a considera falsa. Respeitamos o gabarito, mas sinalizamos a inconsistência.
A sequência V – F – V está incorreta porque a segunda afirmação é verdadeira, não falsa. O carcinoma de células transicionais é o tipo histológico mais comum, representando 90% dos casos.
A sequência F – V – V está incorreta porque a primeira afirmação é verdadeira, não falsa. A sobrevida mediana de 15 meses com regimes contendo cisplatina é um dado correto.
A banca pode ter considerado a terceira afirmação como falsa por uma interpretação rigorosa da relação 3:1, ou por um erro de elaboração. Na prova, o candidato deve marcar a sequência que a banca considera correta, mesmo que haja inconsistência técnica. Fique atento: em questões de epidemiologia, a relação entre sexos é um dado clássico (3:1 para homens), mas a banca pode inverter a lógica.
Para questões de epidemiologia do câncer de bexiga, memorize os dados-chave: sobrevida mediana metastática (~15 meses com cisplatina), tipo histológico mais comum (carcinoma urotelial, 90%), relação homem:mulher (3:1), fator de risco principal (tabagismo, 4x maior), e apresentação clínica mais comum (hematúria indolor). Esses são os dados mais cobrados em provas.
Gabarito: letra C
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