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Questão de Português — Conjunções: Relação de causa e consequência — Avança SP 2023

PortuguêsConjunções: Relação de causa e consequência
Código
qq839481
Banca
Avança SP
Órgão
SANEBAVI-SP
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Almoxarife
População brasileira é a 5™ mais feliz do mundo, diz pesquisa (15 março 2023)

Os brasileiros nunca foram tão felizes, mas apenas quatro em cada dez estão satisfeitos com a economia, segundo uma pesquisa do instituto Ipsos que avaliou a felicidade da população em 32 países. No Brasil, 83% dos entrevistados consideram-se muito felizes ou felizes 4 uma alta de 20 pontos percentuais em relação ao último levantamento, feito em dezembro de 2021, quando o índice foi de 63%. No mundo, a percepção de felicidade também subiu, de 67% para 73%. No caso brasileiro, foi o melhor resultado desde que a pesquisa começou a ser feita, em dezembro de 2011 4 até então, o pico de felicidade ocorrera em maio de 2013, quando 81% dos entrevistados se consideravam muito felizes ou felizes. O Brasil foi o quinto colocado do ranking global de felicidade, atrás apenas da China (91%), Arábia Saudita (86%), Holanda (85%) e Índia (84%). Em compensação, os cidadãos menos felizes são os húngaros (50%), sul-coreanos (57%) e poloneses (58%). "As pessoas estão vendo este ano como o encerramento de um capítulo extremamente desafiador em nossa história: a covid-19, ainda que a pandemia não tenha sido totalmente erradicada, seu impacto È infinitamente menor do que nos últimos anos. Esse sentimento reforça a percepção de felicidade", diz Marcos Calliari, CEO da Ipsos no Brasil. A pesquisa, intitulada Global Happiness Study ou Estudo Global da Felicidade, foi feita online com 22.508 mil entrevistados com idades entre 16 e 74 anos em 32 países, entre 22 de dezembro de 2022 e 6 de janeiro de 2023. Foram 1.000 entrevistados no Brasil e a margem de erro È de 3,5 pontos para mais ou para menos.

Mais felizes
O Brasil também foi o quarto país com o maior crescimento na percepção de felicidade (20 pontos percentuais), atrás apenas de Colúmbia, Chile e Argentina, que apresentaram crescimento de 26 pontos percentuais no mesmo período. E a América Latina, a região onde a percepção de felicidade mais subiu em todo o mundo. Já os britânicos, franceses e poloneses foram os que ficaram menos felizes nessa mesma base de comparação. A queda foi de 13 pontos percentuais para o Reino Unido e sete pontos percentuais para França e Polônia ante dezembro de 2021. Contudo, em relação aos últimos dez anos (maio de 2013), o índice de felicidade dos brasileiros cresceu apenas dois pontos percentuais. O ponto mais baixo da série foi em 2017, quando apenas 56% dos entrevistados afirmaram estar felizes ou muito felizes. J· entre os anos de 2019 e 2021, o índice ficou na casa dos 60%. 

Dinheiro x felicidade
Segundo a pesquisa, países de renda média, como o Brasil, apresentaram um aumento na percepção da felicidade em comparação aos de renda alta, como França ou Reino Unido. Casados, com mais dinheiro e com maior nível educacional são, em média, mais felizes. Não houve diferença significativa na percepção de felicidade entre homens e mulheres. Mas a sondagem também mostrou que a satisfação com aspectos da vida varia conforme o desenvolvimento econômico de um país. Segundo o levantamento, cidadãos de países de renda mais alta tendem a ser mais satisfeitos com segurança, posses materiais, qualidade de vida e emprego. Por outro lado, aqueles que vivem em nações de renda média demonstram maior satisfação com fé/vida espiritual, bem-estar físico, aparência, senso de controle e propósito, e sentir-se valorizado. No mundo, os níveis de satisfação são mais altos com relacionamentos, filhos, cônjuge, parentes, amigos, colegas de trabalho e natureza e com educação e informação. E mais baixos com a situação do país, finanças pessoais, vida romântica/sexual e atividade física. No caso do Brasil, especificamente, de todos os aspectos analisados para medir o grau de satisfação com a vida, o maior índice foi registrado na relação com o cônjuge 4 78% dos brasileiros disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos. Já o pior foi com a situação econômica do país 4 apenas 37% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos. Um índice semelhante 4 43% 4 foi registrado diante da situação social e política do Brasil. Além disso, somente 58% dos brasileiros afirmaram que possuem amigos próximos ou parentes com quem poderiam contar em caso de necessidade. O país È o penúltimo colocado do ranking neste quesito, ficando atrás apenas do Japão (54%). Holanda (82%), Indonésia e Portugal (ambos com 79%) estão no topo da lista. A média global È de 72%.

Pessimismo com o futuro
A pesquisa indicou ainda que, globalmente, as pessoas estão mais pessimistas quanto ao futuro dos relacionamentos. Aumentou em duas vezes o número de entrevistados que considera que, nos próximos dez anos, vai ficar mais difícil para solteiros encontrar um par romântico, para casais manter um relacionamento feliz e para as pessoas ter amizades com quem possam contar. O Brasil, no entanto, È um ponto fora da curva. Em todos esses três aspectos, os brasileiros demonstraram maior otimismo quanto ao futuro dos relacionamentos. Segundo a sondagem, o pessimismo È maior entre as gerações dos "baby
boomers" (nascidos após a 2™ Guerra Mundial até a metade dos anos 60) e X (nascidos entre 1965 e 1980), os de menor nível educacional e mais ricos, e aqueles que não são casados. E mais pronunciado em países de renda mais alta.

BBC News Brasil

Considere o excerto "Os brasileiros nunca foram tão felizes, mas apenas quatro em cada dez estão satisfeitos com a economia [...]". Em relação à classe gramatical, as palavras "nunca", "mas" e "economia" são, respectivamente:
  1. Aadvérbio, conjunção, adjetivo.
  2. Bsubstantivo, preposição, substantivo.
  3. Cadvérbio, preposição, adjetivo.
  4. Dadvérbio, conjunção, substantivo.
  5. Epreposição, conjunção, substantivo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — advérbio, conjunção, substantivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classes de Palavras: Advérbio, Conjunção e Substantivo

Gabarito: letra D. No excerto, "nunca" é advérbio (modifica o verbo "foram", indicando tempo), "mas" é conjunção (liga orações, estabelecendo oposição) e "economia" é substantivo (nomeia uma realidade). A alternativa D é a única que classifica corretamente as três palavras.

O comando pede a classe gramatical de cada palavra destacada no contexto da frase. Isso é uma questão de morfologia: identificar se a palavra é advérbio, conjunção, substantivo, adjetivo etc. Para resolver, é preciso analisar a função que cada palavra exerce na oração, não apenas seu significado isolado.

No trecho "Os brasileiros nunca foram tão felizes, mas apenas quatro em cada dez estão satisfeitos com a economia", temos:

  • "nunca": modifica o verbo "foram", indicando tempo (negação temporal). É um advérbio de tempo.

  • "mas": liga duas orações coordenadas, estabelecendo oposição entre a ideia de felicidade e a insatisfação econômica. É uma conjunção coordenativa adversativa.

  • "economia": nomeia um conceito (a situação econômica do país). É um substantivo.

A técnica para acertar é testar cada palavra: pergunte "o que ela faz na frase?". Se modifica verbo/adjetivo/advérbio → advérbio; se liga orações → conjunção; se nomeia seres/coisas → substantivo. A banca adora confundir "economia" com adjetivo, mas aqui ela é claramente um substantivo, pois vem precedida de artigo "a" e funciona como núcleo do objeto indireto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece "adjetivo" para "economia" (alternativas A e C), tentando fazer você pensar que "economia" qualifica algo. Mas no texto, "economia" é um substantivo: "satisfeitos com a economia" — "economia" é o termo que recebe a ação de estar satisfeito, não uma qualidade.

1Advérbio
Modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio
"nunca" → tempo
2Conjunção
Liga orações
"mas" → adversativa
3Substantivo
Nomeia seres, coisas, conceitos
"economia" → núcleo do complemento
Classes de palavras
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Classes de palavras: Advérbio (Modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, "nunca" → tempo); Conjunção (Liga orações, "mas" → adversativa); Substantivo (Nomeia seres, coisas, conceitos, "economia" → núcleo do complemento)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "economia" como adjetivo. No texto, "economia" é substantivo: "satisfeitos com a economia" — "economia" é o núcleo do complemento, não uma qualidade. Erro: troca de classe (substantivo → adjetivo).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "nunca" como substantivo e "mas" como preposição. "Nunca" é advérbio (modifica o verbo) e "mas" é conjunção (liga orações). Erro: troca de classes (advérbio → substantivo; conjunção → preposição).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "mas" como preposição e "economia" como adjetivo. "Mas" é conjunção adversativa; "economia" é substantivo. Erro: troca de classes (conjunção → preposição; substantivo → adjetivo).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Classifica corretamente: "nunca" = advérbio, "mas" = conjunção, "economia" = substantivo. É a única que acerta as três.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erra ao classificar "nunca" como preposição. "Nunca" é advérbio de tempo, não preposição. Erro: troca de classe (advérbio → preposição).

Conclusão: Para questões de classe gramatical, analise a função da palavra na frase. "Nunca" modifica o verbo (advérbio), "mas" liga orações (conjunção), "economia" nomeia (substantivo). A alternativa D é a única que acerta as três classificações.

Gabarito: letra D

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