Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Avança SP 2023
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qq839613
Banca
Avança SP
Órgão
SANEBAVI-SP
Ano
2023
Nível
Fundamental
Cargo
Motorista
Leia o texto a seguir para responder à questãos.
Ansiosos evitam relaxar para sentirem menos ansiedade, conclui pesquisa.
Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas
ansiosas tendem a evitar exercícios de relaxamento por um motivo controverso: essas atividades causam
mais ansiedade a elas.
A conclusão faz parte de um estudo que envolveu 96 estudantes universitários e foi publicado no
Journal of Affective Disorders. Na análise, os especialistas notaram que os ansiosos propositalmente
evitam relaxar em exercícios de descontração. Segundo o estudo, isso acontece numa tentativa de
impedir mudanças repentinas. É como se pensassem: "melhor continuar me preocupando
constantemente do que relaxar e, de repente, voltar a me preocupar".
Os pesquisadores também perceberam que os voluntários mais sensíveis a mudanças negativas —
passando rapidamente de um estado relaxado para um de medo, por exemplo — eram mais propensos
a se sentir ansiosos durante exercícios de relaxamento. Esses momentos de descontração, então, se
tornam mais estressantes do que satisfatórios.
Uma das autoras do estudo, Michelle Newman, investiga o assunto há anos e explica que, embora a
ansiedade induzida pelo relaxamento seja conhecida desde os anos 1980, sua causa específica ainda era
desconhecida. Em 2011, a professora percebeu que, talvez, isso acontecesse porque as pessoas tentavam
evitar o contraste de sentimentos — o que foi demonstrado na nova pesquisa.
"A teoria gira em torno da ideia de que as pessoas ficam ansiosas intencionalmente como uma maneira
de evitar a decepção que poderiam ter se algo ruim acontecesse", explicou Newman, em declaração à
imprensa. "Isso não é realmente útil e apenas deixa você mais infeliz. Mas, como a maioria das coisas
com as quais nos preocupamos acaba não acontecendo, o que é reforçado no cérebro é: 'Preocupeime e isso não aconteceu, por isso devo continuar me preocupando'.”
Hanjoo Kim, coautora do artigo, acredita que a pesquisa pode ajudar na preparação de tratamentos mais
eficazes para pessoas ansiosas. "Espera-se que nossas descobertas sirvam de base para proporcionar
melhores cuidados a essas populações", disse, em comunicado.
Apesar dos achados, Newman defende que os exercícios de relaxamento são positivos e acredita que
incluí-los na rotina pode ser a solução para os medos dos pacientes. "O treinamento de mindfulness e
outras intervenções podem ajudar as pessoas a descontraírem e viverem o momento", diz.
De acordo com as informações presentes no texto, "o treinamento de mindfulness e outras intervenções podem ajudar as pessoas a descontraírem e viverem o momento" é dita por:
AEntrevistador.
BMichelle Newman, autora do artigo.
CHanjoo Kim, coautora do artigo.
DVoluntário da pesquisa.
EJournal of Affective Disorders
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GabaritoB — Michelle Newman, autora do artigo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Autoria da Fala sobre Mindfulness
Gabarito: letra B. A frase "o treinamento de mindfulness e outras intervenções podem ajudar as pessoas a descontraírem e viverem o momento" é dita por Michelle Newman, autora do artigo. O texto atribui essa fala a ela no último parágrafo, ao afirmar que "Newman defende que os exercícios de relaxamento são positivos e acredita que incluí-los na rotina pode ser a solução para os medos dos pacientes", seguido da citação direta: "O treinamento de mindfulness e outras intervenções podem ajudar as pessoas a descontraírem e viverem o momento", diz.
A questão é de compreensão literal — o comando "De acordo com as informações presentes no texto" pede que você localize uma informação explícita, não que faça inferências. A resposta está na superfície do texto, no último parágrafo, onde o autor do texto (o jornalista) apresenta a fala de Newman. A banca testa se você consegue rastrear a autoria de uma citação direta, distinguindo quem disse o quê entre as vozes citadas no texto.
O texto apresenta várias vozes: a pesquisadora Michelle Newman, a coautora Hanjoo Kim, e o próprio jornalista que narra. A armadilha central é a troca de autoria: a banca oferece alternativas com outros personagens do texto (Hanjoo Kim, voluntários, o periódico) para ver se você confunde quem falou o quê. A técnica é simples: ao encontrar uma citação direta entre aspas, volte ao parágrafo e identifique o sujeito do verbo de elocução ("disse", "explicou", "diz"). No caso, o verbo "diz" está logo após a citação, e o sujeito é "Newman".
"O treinamento de mindfulness e outras intervenções podem ajudar as pessoas a descontraírem e viverem o momento", diz.
O pronome "diz" retoma Newman, que é o sujeito da oração anterior: "Newman defende que os exercícios de relaxamento são positivos e acredita que incluí-los na rotina pode ser a solução para os medos dos pacientes". Portanto, a fala é dela.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto não menciona nenhum entrevistador. A reportagem é uma notícia que cita os pesquisadores, mas não há diálogo com um entrevistador. A alternativa extrapola ao inventar um personagem que não existe no texto.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como provado, a fala é de Michelle Newman. O texto diz: "Newman defende que os exercícios de relaxamento são positivos e acredita que incluí-los na rotina pode ser a solução para os medos dos pacientes", e em seguida a citação direta com o verbo "diz" retomando Newman. É a única alternativa sustentada pelo texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Hanjoo Kim é citada como coautora do artigo e fala sobre a pesquisa ajudar em tratamentos: "Espera-se que nossas descobertas sirvam de base para proporcionar melhores cuidados a essas populações". Mas a frase sobre mindfulness é de Newman, não de Kim. A alternativa troca a autoria — confunde as duas pesquisadoras.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Os voluntários da pesquisa são os 96 estudantes que participaram do estudo, mas não há nenhuma fala deles no texto. A alternativa extrapola ao atribuir a eles uma declaração que não aparece.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Journal of Affective Disorders é o periódico onde o estudo foi publicado, mas não é uma pessoa que fala. A alternativa tangencia o tema ao citar um elemento do texto que não tem relação com a autoria da fala.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a autoria da citação, oferecendo outros nomes que aparecem no texto (Hanjoo Kim, voluntários, periódico) para testar se você lê com atenção quem disse o quê.
PEGA ESSA DICA!
Ao encontrar uma citação direta, sublinhe o verbo de elocução (disse, explicou, afirmou) e identifique o sujeito. A resposta está sempre no entorno imediato da fala.
Gabarito: letra B — Michelle Newman, autora do artigo.