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Questão de Português — Ortografia — Avança SP 2023

PortuguêsOrtografia
Código
qq840068
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Itapecerica da Serra - SP
Ano
2023
Nível
Médio
'Vacina do crack': o que é novidade promissora que pode ajudar dependentes

Uma vacina em desenvolvimento pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) promete tratar a dependência da cocaína e do crack. O medicamento, chamado de Calixcoca, está em estudos desde 2015 e já passou por testes préclínicos com ratos, nos quais foi observada a produção de anticorpos anticocaína no organismo dos animais. Agora, os pesquisadores buscam recursos para iniciar estudos em humanos. Nos experimentos com ratos, os anticorpos produzidos pela Calixcoca impediram a cocaína de ultrapassar a barreira hematoencefálica, que é a proteção do sistema nervoso central. Isso significa que a droga não chegou ao cérebro dos animais. [...] "Acreditamos que, como nos modelos animais, em humanos esse efeito impeça a percepção dos efeitos da droga e, com isso, o paciente não reative o circuito cerebral que leva à compulsão pela droga", explica Frederico Garcia, pesquisador responsável pelo desenvolvimento da vacina e professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG. De acordo com Garcia, há pelo menos mais duas outras instituições desenvolvendo vacinas similares para o tratamento da dependência química — a John Cristal e a Georg Koob, ambas nos Estados Unidos. Os imunizantes não tiveram a mesma eficácia nas pesquisas com humanos, que se mostraram eficazes apenas para 25% dos pacientes, e atualmente, os pesquisadores norteamericanos estão fazendo estudos com outra molécula.

Proteção de grávidas

O imunizante também mostrou eficácia na proteção de grávidas, reduzindo abortos espontâneos e protegendo os fetos da dependência adquirida pela mãe. [...] A ideia para o desenvolvimento da vacina em si veio do sofrimento de mulheres grávidas dependentes de crack que chegavam ao ambulatório da universidade. "Elas sofrem muito com o conflito de tentar proteger seus bebês e a compulsão pela droga. À época, conversei com o professor Angelo de Fátima, [...] que conseguiu construir essa nova molécula que estamos desenvolvendo", complementa. [...] "A nossa molécula inova por ser uma plataforma não proteica, ou seja, uma molécula sintética. Isso, além de facilitar e baratear a produção, permite que a cadeia logística seja mais simples por não demandar cadeia fria", afirma Garcia.

Desafio da saúde pública

Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unod) indicam que, atualmente, dos cerca de 275 milhões de usuários de crack e cocaína em todo o mundo, 36 milhões sofrem de transtornos associados ao uso das substâncias. Ainda segundo o órgão, as quantidades de cocaína ofertadas em todo o planeta atingiram níveis recordes em 2020, com a produção de cerca de 2 mil toneladas. No Brasil, ainda segundo a ONU, a cocaína e o crack respondem por 11% de todos ostratamentos de dependência, a maior parcela entre as drogas ilegais. [...] Para Garcia, da UFMG, um dos principais problemas no tratamento do vício da cocaína e de seus derivados é que não há nenhum medicamento específico para o problema. Na maior parte dos casos, são medicamentos utilizados para outras doenças, como antidepressivos, que tentam melhorar os sintomas de abstinência e a compulsão. "O que mais prejudica o tratamento é a primeira recaída após um tratamento de abstinência, que parece ativar o circuito de recompensas e fazer com que o paciente volte a ter compulsões pela droga", diz o pesquisador, que afirma que a Calixcoca evita a primeira ativação, dando um tempo maior aos dependentes para a reabilitação. [...]

Exclusão social

De acordo com o psiquiatra Dartiu Silveira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) [...] outros fatores, como depressão, impulsividade e exclusão social, também compõem os quadros de vício na substância. "Cada indivíduo possui uma história por trás do uso da droga. É crucial identificar esses fatores, incluindo os tipos de indivíduos e as razões que levaram ao uso e à dependência", enfatiza, acrescentando que as vacinas também podem ter eficácia na prevenção de overdoses. O psiquiatra lembra que a reintegração de dependentes e moradores de "cracolândias" à sociedade é um componente vital na reabilitação [...]. Para Garcia, a vacina Calixcoca poderia ser um grande avanço. "Facilitaria muito o tratamento dos dependentes e ofereceria uma perspectiva de recuperação não apenas para eles, mas também para as famílias".

Portal de notícias VivaBem Uol
Assinale a alternativa que apresenta a palavra correta em relação ao emprego do hífen.
  1. Aaero-dinâmico.
  2. Bluso-brasileiro.
  3. Cextra-oficial.
  4. Dendo-venoso.
  5. Egastro-câmara.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — luso-brasileiro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emprego do Hífen com Prefixos

Gabarito: letra B. A única palavra grafada corretamente é luso-brasileiro, pois a regra do hífen com prefixos determina que, quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com vogal diferente, não se usa hífen — o que elimina as demais alternativas, que apresentam hífen indevido. A forma correta de cada uma seria: aerodinâmico, extraoficial, endovenoso e gastrocâmera.

A questão cobra ortografia, especificamente o emprego do hífen em palavras formadas por prefixação. O comando é direto: "assinale a alternativa que apresenta a palavra correta em relação ao emprego do hífen". Não há texto-base para interpretar; trata-se de aplicação de regra gramatical — e a regra que decide é a do prefixo terminado em vogal.

A regra central: quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com vogal diferente, não se usa hífen. Exemplos clássicos: autoescola, autoanálise, extraoficial, semiaberto. Quando o segundo elemento começa com a mesma vogal, usa-se hífen: anti-inflamatório, micro-ondas, contra-ataque. Quando começa com R ou S, dobra-se a consoante e não se usa hífen: antirrábico, ultrassom.

Agora, vejamos cada alternativa:

Hífen com prefixos
  • 1Prefixo termina em vogal
    • 2º elemento: mesma vogal
      • Usa hífen (anti-inflamatório)
    • 2º elemento: R ou S
      • Dobra a consoante, sem hífen (antirrábico)
    • 2º elemento: outra vogal/consoante
      • Sem hífen (autoescola)
  • 2Exceção consagrada
    • luso-brasileiro (composto erudito)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

aero-dinâmico está errada. O prefixo aero- termina em vogal o e o segundo elemento começa com consoante d (diferente de R/S). Pela regra, não se usa hífen: o correto é aerodinâmico. A banca tentou confundir com o caso de prefixo terminado em vogal + segundo elemento iniciado por R ou S, que também não leva hífen, mas com dobra da consoante.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

luso-brasileiro está correta. O prefixo luso- termina em vogal o e o segundo elemento começa com consoante b (diferente de R/S). Pela regra, não se usaria hífen — mas luso-brasileiro é uma exceção consagrada: trata-se de um composto erudito (referente a Portugal e Brasil) que, por tradição, mantém o hífen. É um caso de palavra composta por justaposição com valor de adjetivo pátrio composto, e a norma ortográfica preserva o hífen em tais formações.

Alternativa C — ❌ Incorreta

extra-oficial está errada. O prefixo extra- termina em vogal a e o segundo elemento começa com vogal o (diferente). Pela regra, não se usa hífen: o correto é extraoficial. A banca explora exatamente o caso de vogais diferentes, que é o mais cobrado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

endo-venoso está errada. O prefixo endo- termina em vogal o e o segundo elemento começa com consoante v (diferente de R/S). Pela regra, não se usa hífen: o correto é endovenoso.

Alternativa E — ❌ Incorreta

gastro-câmara está errada. O prefixo gastro- termina em vogal o e o segundo elemento começa com consoante c (diferente de R/S). Pela regra, não se usa hífen: o correto é gastrocâmera.

NÃO CAIA NESSA!

A banca coloca hífen em todas as alternativas, mas a regra manda não usar hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com vogal ou consoante diferente de R/S. A única exceção é luso-brasileiro, que é um composto erudito consagrado.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver prefixo terminado em vogal, pergunte: o segundo elemento começa com a mesma vogal? Se sim, hífen. Começa com R ou S? Se sim, dobra a consoante, sem hífen. Começa com outra vogal ou consoante? Sem hífen. Memorize os exemplos: anti-inflamatório, antirrábico, autoescola.

Gabarito: letra B.

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