Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Ortografia — Avança SP 2023

PortuguêsOrtografia
Código
qq840343
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Louveira - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Menino de Lapedo: o esqueleto que reforça teoria de que neandertais e humanos cruzaram

No Lagar Velho, no vale do Lapedo, a cerca de 150 km de Lisboa, foi descoberto em 1998 o esqueleto conhecido como menino de Lapedo. Com cerca de 4 anos, foi enterrado nesse local em Portugal há cerca de 29 mil anos. Algo diferente em seu corpo chamou a atenção dos arqueólogos que começaram a escavar o local. “Havia algo estranho na anatomia da criança. Quando encontramos a mandíbula, sabíamos que seria um humano moderno, mas quando expusemos o esqueleto completo (...) vimos que tinha as proporções corporais de um Neandertal”, explicou à BBC João Zilhão, arqueólogo e líder da equipe que trabalhou na descoberta. “A única coisa que poderia explicar essa combinação de características é que a criança era, de fato, evidência de que os neandertais e os humanos modernos se cruzaram.”

Esqueleto quase intacto

A comunidade à qual o menino pertencia era de caçadores-coletores e de natureza nômade. Conforme explicou à BBC Reel a arqueóloga Ana Cristina Araújo, quando o menino morreu, o grupo cavou um buraco no chão, queimou um galho de pinheiro e depositou seu corpo envolto em uma mortalha tingida de ocre sobre as cinzas. “Não sabemos (com certeza) se era menino ou menina, mas há indícios de que era menino.” Sobre a causa da morte, a arqueóloga diz que não há pistas que apontem para uma doença ou queda. Portanto, é possível imaginar uma diversidade de cenários. “O menino pode ter comido um cogumelo venenoso ou pode ter se afogado.” Seu corpo permaneceu enterrado por milênios até que, em 1998, foi descoberto por acaso e estava com o esqueleto quase intacto quando os donos do terreno começaram a escavar para construir uma série de estruturas em terraços. Depois de transferido para o Museu Nacional de Lisboa, começaram a estudá-lo detalhadamente. “Os ossos das pernas eram mais curtos do que o normal para uma criança da idade dele. Como as pernas poderiam parecer de um neandertal? Alguns dentes também pareciam de um neandertal, enquanto outros pareciam de um humano moderno. Como explicar isso?”, questionou Zilhão. Os pesquisadores lidaram com duas hipóteses. Uma delas era que a criança era o resultado de um cruzamento entre um neandertal e um humano moderno. Zilhão, porém, não se convenceu disso. Se esse foi um evento único, raro e esporádico, a possibilidade de encontrá-lo 30 mil anos depois era quase impossível. A segunda hipótese sugeria que os neandertais e os sapiens mantinham relações sexuais regulares entre si. “Sabíamos que na Península Ibérica o momento do contato (entre os dois) foi (...) há cerca de 37 mil anos. Se o esqueleto pertencesse a essa época, a primeira teoria poderia funcionar. Mas se o menino era de um período muito mais tardio, as implicações tinham que ser que estávamos olhando para um processo em nível populacional, não um encontro casual entre dois indivíduos”, diz Zilhão. A datação por radiocarbono resolveu a questão: a criança de Lapedo tinha 29 mil anos. “Se tantos milênios após o tempo de contato, as pessoas que vivem nesta parte do mundo ainda apresentam evidências anatômicas dessa população ancestral de neandertais, deve ser porque o cruzamento não aconteceu apenas uma vez, foi a norma”, apontou o arqueólogo. A força das evidências encontradas pela equipe em Portugal fez com que outros especialistas tivessem que considerar seriamente essa hipótese. Graças a essa descoberta, houve uma mudança em nossa compreensão dos neandertais como espécie. A pesquisa dá a entender que os neandertais não são uma espécie diferente. “Nós superinterpretamos pequenas diferenças no esqueleto facial ou na robustez do esqueleto”, diz Zilhão. Outras descobertas de fósseis feitas posteriormente com características semelhantes às do menino de Lapedo deram mais peso à teoria do cruzamento, que mais tarde foi reforçada quando os pesquisadores sequenciaram todo o genoma neandertal. É assim que sabemos que é possível que europeus e asiáticos tenham até 4% de DNA neandertal. “Isso não quer dizer que em cada um de nós 2% ou 4% seja (neandertal). Na verdade, se você juntar todas as partes do genoma neandertal que ainda persistem, isso é quase 50% ou 70% do que era especificamente neandertal. Portanto, o genoma neandertal persistiu quase em  sua totalidade”, explica o pesquisador. Esse conhecimento “enriquece a nossa compreensão da evolução humana”, diz Zilhão, em vez de “pensar que apenas descendemos de uma população muito pequena que viveu em algum lugar da África há 250 mil anos e que todo o resto das pessoas que viveram nessa época simplesmente desapareceram.” 


BBC News
Assinale a alternativa que apresenta a sentença correta ortograficamente.
  1. AToda a assembléia levantou para receber o convidado.
  2. BOs textos não-científicos serão ignorados.
  3. CO estudo dos pólens está em andamento.
  4. DO ultrassom foi agendado para o fim de abril.
  5. ENão se sabe o porque da discussão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — O ultrassom foi agendado para o fim de abril.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ortografia: Acentuação, Hífen e Uso dos Porquês

Gabarito: letra D. A única sentença ortograficamente correta é "O ultrassom foi agendado para o fim de abril", pois "ultrassom" é escrita com SS (após o prefixo "ultra-", o S do radical é duplicado) e "fim" não leva acento. As demais alternativas contêm erros de acentuação, hifenização ou emprego dos porquês, conforme a ortografia oficial vigente.

O Comando

A questão pede que você identifique a sentença correta ortograficamente. Isso significa que você deve analisar cada alternativa sob as regras de acentuação gráfica, emprego do hífen e uso dos porquês, conforme o Acordo Ortográfico de 1990, em vigor no Brasil desde 2009 (obrigatório desde 2016). Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento de normas ortográficas específicas.

O Texto

O texto-base sobre o menino de Lapedo é irrelevante para esta questão. A banca o utilizou apenas como contexto, mas a pergunta é puramente de ortografia. Portanto, ignore o conteúdo do texto e foque nas regras gramaticais.

A Técnica

Para resolver, é preciso dominar três tópicos ortográficos:

  1. Acentuação gráfica: saber quando usar acento agudo ou circunflexo, e quando não usar.

  2. Emprego do hífen: conhecer as regras do Novo Acordo Ortográfico para palavras compostas e prefixadas.

  3. Uso dos porquês: distinguir "porque" (conjunção), "porquê" (substantivo), "por que" (preposição + pronome) e "por quê" (fim de frase).

A armadilha central é que a banca mistura erros de naturezas diferentes: acentuação, hífen e porquês. Você precisa estar atento a cada um deles separadamente.

1Acentuação
assembleia (sem acento)
pólen (sem acento)
2Hífen
não científicos (sem hífen)
3Porquês
porquê (substantivo, com acento)
4ultrassom (SS após prefixo)
Erros de ortografia
LEVELsoulevel.com.br
Erros de ortografia: Acentuação (assembleia (sem acento), pólen (sem acento)); Hífen (não científicos (sem hífen)); Porquês (porquê (substantivo, com acento)); ultrassom (SS após prefixo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: acentuação gráfica. A palavra "assembleia" perdeu o acento agudo com o Novo Acordo Ortográfico. Antes se escrevia "assembléia" (com acento), mas agora a forma correta é "assembleia", sem acento, pois as paroxítonas com ditongo aberto "ei" não são mais acentuadas. Portanto, a alternativa A está incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: emprego do hífen. A palavra "não-científicos" está incorreta. Com o Novo Acordo Ortográfico, o hífen não é mais utilizado em palavras compostas com o advérbio "não" quando este forma uma unidade com sentido de negação. A forma correta é "não científicos" (sem hífen). Portanto, a alternativa B está incorreta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: acentuação gráfica. A palavra "pólens" está incorreta. O plural de "pólen" é "pólen" (sem acento), pois a palavra é paroxítona terminada em "n" e, no plural, não recebe acento. A forma correta é "pólen" (singular) e "pólen" (plural), sem acento. Portanto, a alternativa C está incorreta.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. A palavra "ultrassom" é escrita com SS, pois o prefixo "ultra-" termina em vogal e o radical "som" começa com S, resultando em "ultrassom" (com SS). Além disso, "fim" não leva acento, pois é uma palavra monossílaba tônica terminada em "m", que não é acentuada. Portanto, a alternativa D está correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: uso dos porquês. A palavra "porque" está incorreta. Na frase "Não se sabe o porque da discussão", o termo "porque" deveria ser "porquê" (substantivo, com acento), pois está precedido do artigo "o" e funciona como substantivo. A forma "porque" (sem acento) é uma conjunção, usada para explicar ou indicar causa. Portanto, a alternativa E está incorreta.

Conclusão

A única alternativa que respeita todas as regras ortográficas é a letra D. As demais apresentam erros de acentuação (A e C), hífen (B) ou uso dos porquês (E).

PEGA ESSA DICA!

Para questões de ortografia, revise as regras de acentuação (especialmente as paroxítonas com ditongos abertos), o emprego do hífen (com prefixos e advérbios) e os quatro porquês. Treine com palavras que caem com frequência, como "assembleia", "pólen", "ultrassom" e "porquê".

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/qq840343