Na fala da Mafalda “que isso é muito feio, que não se faz”, a palavra "que" exerce a função sintática de:
APronome relativo.
BPronome interrogativo.
CConjunção explicativa.
DConjunção subordinativa integrante.
EPronome indefinido.
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GabaritoC — Conjunção explicativa.
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Função Sintática do "QUE" na Fala de Mafalda
Gabarito: letra D. Na fala "que isso é muito feio, que não se faz", o "que" é uma conjunção subordinativa integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva que exerce função de objeto direto do verbo "achar" (implícito). A prova clássica: a oração iniciada por "que" pode ser substituída por "isso" — "acho isso" —, o que caracteriza a conjunção integrante, conforme a regra gramatical.
O Comando da Questão
A questão pede a função sintática da palavra "que". Isso é diferente de pedir a classe gramatical (morfologia). Aqui, a banca quer saber qual papel o "que" desempenha na estrutura da oração: se ele liga orações (conjunção), se retoma um termo (pronome relativo), se interroga (pronome interrogativo), etc. O comando "exerce a função sintática" direciona para a análise da relação que a palavra estabelece entre as partes do período.
O Texto e a Estrutura da Fala
A fala completa da Mafalda, no contexto da tirinha, é algo como: "Acho que isso é muito feio, que não se faz". O verbo "achar" (no sentido de "considerar", "julgar") é transitivo direto e exige um complemento. Esse complemento é justamente a oração "que isso é muito feio, que não se faz".
A oração "que isso é muito feio, que não se faz" é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, pois exerce a função de objeto direto do verbo "achar". A conjunção "que" que a introduz é, portanto, uma conjunção subordinativa integrante.
A Técnica Decisiva: Substituição por "ISSO"
A regra de ouro para identificar a conjunção integrante é substituir a oração iniciada por "que" pela palavra "isso". Se a frase continuar fazendo sentido, temos uma conjunção integrante. Veja:
"Acho que isso é muito feio" → "Acho isso" (faz sentido!)
Essa substituição funciona porque a oração integrante exerce função de substantivo (sujeito, objeto, complemento), e "isso" é um pronome demonstrativo que pode ocupar essa posição. No caso, "isso" é o objeto direto de "achar".
"Que" na fala da Mafalda
1Conjunção subordinativa integrante (gabarito)
Introduz oração subordinada substantiva
Função: objeto direto de "achar"
Prova: substituição por "isso"
2O que NÃO é
Pronome relativo (retoma antecedente)
Pronome interrogativo (pergunta)
Conjunção explicativa (explica motivo)
Pronome indefinido (vagueza)
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Análise das Alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
Pronome relativo. O pronome relativo "que" retoma um termo antecedente e introduz uma oração adjetiva. Exemplo: "O aluno que estuda passa" — aqui, "que" retoma "aluno". Na fala de Mafalda, não há um substantivo antecedente que o "que" retome; ele apenas introduz uma oração que completa o sentido do verbo "achar". Portanto, não é pronome relativo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Pronome interrogativo. O pronome interrogativo "que" é usado em perguntas diretas ou indiretas. Exemplo: "Que você quer?" ou "Não sei que livro escolher". Na fala, não há tom de pergunta; o "que" apenas introduz uma declaração. Logo, não é interrogativo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Conjunção explicativa. A conjunção explicativa "que" (ou "pois", "porque") introduz uma oração que explica o motivo de algo. Exemplo: "Vamos, que está tarde". Na fala, o "que" não explica o porquê de algo; ele introduz o conteúdo do que se acha. A oração "que isso é muito feio" é o objeto direto de "achar", não uma explicação. Portanto, não é explicativa.
Alternativa D — ✅ Correta
Conjunção subordinativa integrante. Como vimos, o "que" introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta, substituível por "isso". Essa é a definição exata de conjunção integrante. A oração "que isso é muito feio" completa o sentido do verbo "achar", funcionando como seu objeto direto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Pronome indefinido. O pronome indefinido "que" (ou "qual", "quais") indica quantidade ou identidade vaga. Exemplo: "Que surpresa!" (equivale a "que coisa"). Na fala, o "que" não tem valor de quantidade ou indefinição; ele é um mero conectivo que introduz uma oração. Portanto, não é pronome indefinido.
Conclusão
A alternativa correta é a letra D, pois o "que" é uma conjunção subordinativa integrante, introduzindo uma oração substantiva objetiva direta. A técnica da substituição por "isso" é infalível para esse tipo de questão. Lembre-se: pronome relativo retoma termo, conjunção integrante introduz oração substantiva, conjunção explicativa explica motivo, pronome interrogativo pergunta, pronome indefinido indica vagueza.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar a função do "que", pergunte: "Posso substituir a oração por 'isso'?" Se sim, é conjunção integrante. Se houver um antecedente claro, é pronome relativo. Essa distinção resolve a maioria das questões de função do "que".