Questão de Educação Artística — Linguagens Artísticas — CONSULPAM 2023
- Código
- qq848360
- Banca
- CONSULPAM
- Órgão
- Prefeitura de Araraquara - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor II - Artes Visuais e Plásticas
- APara melhor compreender a ideia de escultura ou expressão tridimensional, é necessário, antes de tudo, compreender a história da Arte de forma minuciosa. Devemos lembrar que o trabalho inicial envolve uma etapa de pesquisa com materiais e meios expressivos como ferro, pedra, madeira e o projeto de execução, independente de se tratar de peça figurativa ou abstrata.
- BA escultura, enquanto forma de comunicação e expressão, é passível de leitura objetiva e subjetiva e pode ser apresentada, didaticamente, como uma estrutura complexa – composição plástica tridimensional – com conteúdo e forma definidos a partir de elementos formais e estruturais mais simples, os quais compõem uma espécie de vocabulário plástico tridimensional. Esses elementos são, na realidade, categorias de análise formal e construtiva que possibilitam, aos artistas e estudiosos da arte, a elaboração de parâmetros racionais para o ensino da composição tridimensional e a elaboração do discurso sobre a produção escultórica. Para a compreensão da gramática tridimensional, elegemos os seguintes elementos formais, que também podem ser considerados categorias de análise: massa, plano, linha, superfície ou textura, movimento, cor, escala e espaço.
- CUm aspecto importante a ser levado em conta por quem pretende penetrar no universo da escultura é compreender que as composições tridimensionais não possuem nuances. Portanto, é preciso entender como se relacionam os elementos que definem sua aparência formal externa e a relação dessa forma com o espaço e o tempo. Por conseguinte, para ser apreciada (fruída) em sua totalidade, a composição tridimensional não exige que o espectador se desloque em torno dela, mesmo quando se trata de uma peça de pequenas dimensões.
- DNuma experiência significativa, envolvendo produção e fruição no campo da escultura, não podemos estar imersos na realidade tridimensional. Esse dado parece curioso quando admitimos estar sempre em contato com formas e volumes no nosso cotidiano, isto é, imersos continuamente numa realidade espacial tridimensional. Mas, ainda assim, temos dificuldade de perceber esteticamente as relações entre volumes e entre cheios e vazios, que são noções indispensáveis tanto na produção como na apreciação da escultura.