Questão de História — História Geral — COSEAC 2023
HistóriaHistória Geral
- Código
- qq854568
- Banca
- COSEAC
- Órgão
- UFF
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Transferência Facultativa - Tópicos de Ensino Superior - Ciências Humanas
“O saber histórico se fundamenta na autópsia (o fato de ver por si mesmo) e se organiza com base nos dados fornecidos por essa; o olhar está no centro da história, e a história se faz no presente. Saber historicamente é ter um conhecimento claro e distinto, é também o saphes skopein, “ver claro”, descobrir em sua clareza” ou, ainda, saphos heurin, “encontrar claramente”, “tornar evidente”. Saber histórico é ver”.HARTOG, François. Evidência da história: o que os historiadores veem. Belo Horizonte: Autêntica, 2011, p. 64.O pequeno texto retirado do livro de François Hartog dá ideia de sua visão sobre o modo de ver do historiador. Para ver claro, segundo Hartog, é preciso examinar os testemunhos que temos diante de nós, sejam eles das testemunhas/ dos historiadores ou só das testemunhas, como no caso daquelas que viveram o Holocausto. Pode-se afirmar, então, que:
- Ao testemunho gerado pela memória, em qualquer circunstância histórica, deve ser tomado pelo historiador como verdade, exatamente porque ele ocupa o mesmo lugar do documento num arquivo.
- Ba memória em determinadas circunstâncias históricas surge como evidência que deve ser trabalhada, entretanto, em outras situações, essas evidências podem dar margem a erros e incongruências.
- Ca perspectiva do historiador deve ser sempre a de uma testemunha do passado no presente, e as evidências produzidas pela memória devem ser descartadas, porque estão orientadas por interesses individuais fora da realidade histórica.
- Da memória é o substrato do tempo e, para ser utilizada como testemunho da verdade histórica, é necessário relacioná-la a uma base documental que identifique as evidências contidas como verdadeiras.