Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
Gabarito: letra E. A única alternativa correta é a que afirma que reavaliação de ativos e avaliação ao valor justo provocam alterações patrimoniais e normalmente requerem registro dos efeitos tributários – isso é verdadeiro no contexto contábil geral e, por consequência, impacta a DVA. As demais alternativas apresentam incorreções sobre a obrigatoriedade, fundamentação, segmentação e tratamento bancário.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A DVA não é compulsória para todas as entidades que divulgam demonstrações contábeis. A NBC TG 51, item 10, estabelece que a DVA é exigida “se exigido legalmente ou por algum órgão regulador”. Companhias abertas são obrigadas, mas não todas as entidades.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A DVA está fundamentada em conceitos macroeconômicos (valor adicionado e sua relação com o PIB), não microeconômicos. O termo “microeconômicos” torna a afirmação falsa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A DVA por segmento não é legalmente exigível; sua divulgação é voluntária até que haja norma específica. A assertiva de que é “de observância necessária e legalmente exigível” é equivocada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Na atividade bancária, as despesas com intermediação financeira (juros pagos a depositantes) são tratadas como dedução na formação do valor adicionado, e não como parte da distribuição. O lucro da intermediação (spread) é que compõe a riqueza gerada; as despesas são custos de captação.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A reavaliação de ativos (prevista em normas como CPC 27) e a avaliação a valor justo (CPC 46) alteram o patrimônio líquido e geram efeitos tributários diferidos, que devem ser registrados contabilmente. Esses ajustes refletem-se na DVA, pois afetam a riqueza gerada (ganhos/perdas) e sua distribuição (impostos).
Gabarito: letra E.