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Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2023

PortuguêsSintaxe
Código
qq890452
Banca
FUNDATEC
Órgão
CAU-RS
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Microinformática

FIPA Brasil-Portugal: Desafios e conquistas na preservação do patrimônio histórico são debatidos em São Luís (MA)


  1. Começou. De hoje até sexta-feira (14 a 16/06/2023), o Centro Histórico de São Luís
  2. (Maranhão) se torna o _____ das discussões sobre conservação e reuso do Patrimônio
  3. Arquitetônico no Brasil e em Portugal. Com o tema “Diversidade em diálogos permanentes”, o
  4. 9º Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico (FIPA) reúne os mais importantes
  5. pesquisadores da área de patrimônio dos dois países, em uma troca de conhecimentos e
  6. experiências vibrante e intensa   O objetivo é trazer à tona as técnicas e soluções mais recentes,
  7. unindo inovação e tradição.
  8. O FIPA foi idealizado pelas arquitetas Maria Rita Amoroso, brasileira, e Alice Tavares,
  9. portuguesa, com o objetivo de fortalecer a relação entre Portugal e Brasil no campo do
  10. patrimônio, discutindo técnicas construtivas e promovendo a valorização, conservação e
  11. salvaguarda de bens materiais e imateriais nos dois países. “O FIPA certifica a força da união
  12. Brasil-Portugal. Trabalha a diversidade das culturas que nos faz progredir juntos. Diálogos
  13. conscientes, resilientes, históricos e artísticos”, disse Maria Rita na solenidade de abertura.
  14. O presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), José Luis Cortés, parabenizou os
  15. organizadores do FIPA pelos resultados alcançados ao longo dos anos. “Como vocês sabem,
  16. proteger o Patrimônio Histórico foi a missão que norteou a criação da UIA em 1948. A Europa
  17. estava destruída pela Guerra. Unimos 120 países nessa missão e desde então temos trabalhado
  18. com esse tema em todo o mundo”, disse. Ele também destacou a importância dos centros
  19. históricos para o debate sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
  20. “Este evento integra três vértices da minha vida: patrimônio, pesquisa científica e militância
  21. profissional”, disse a presidente do CAU Brasil, Nadia Somekh. “Não podemos esquecer que a
  22. questão do patrimônio é uma questão urbana. O Brasil precisa de Arquitetura e Urbanismo. Não
  23. falta trabalho para os arquitetos realizarem. Precisamos sensibilizar a população sobre a
  24. Arquitetura, sobre o Patrimônio e sobre a Amazônia”.
  25. Coordenador do FIPA Portugal e professor da Universidade de Aveiro, Aníbal Costa enfatizou
  26. a dificuldade de colocar o conhecimento acadêmico em prática, em aproximar a teoria da
  27. realidade. “É difícil colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia. Essa é uma dificuldade
  28. que existe em Portugal e no Brasil”, afirmou, reforçando a necessidade de unir esforços em
  29. eventos como o FIPA, para conservar e salvaguardar o patrimônio histórico.
  30. Por conseguinte, Leandro Grass, presidente do Iphan, destacou que o Patrimônio deve
  31. ser discutido com vistas à promoção da cidadania. “Que as tecnologias e conhecimentos aqui
  32. debatidos possam servir à cidadania, com foco no ser humano. O Patrimônio é a história das
  33. pessoas, suas esperanças e seus sentimentos”, disse.


(Disponível em: https://caubr.gov.br/fipa-brasil-portugal-desafios-e-conquistas-na-preservacao-do-patrimonio-historico-sao-debatidos-em-sao-luis-ma/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na oração “Unimos 120 países nessa missão e desde então temos trabalhado com esse tema em todo o mundo”, os sujeitos dos verbos destacados possuem a mesma classificação. Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta para ambos os sujeitos.

  1. AIndeterminado.
  2. BSimples.
  3. COculto.
  4. DInexistente.
  5. EComposto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Oculto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sujeito oculto: classificação dos sujeitos de “Unimos” e “temos trabalhado” — Gabarito: letra C.

Gabarito: letra C. Na oração “Unimos 120 países nessa missão e desde então temos trabalhado com esse tema em todo o mundo”, os verbos “Unimos” e “temos trabalhado” apresentam sujeito oculto (também chamado de desinencial ou elíptico), pois a desinência verbal de 1ª pessoa do plural (-mos) permite identificar o sujeito “nós”, que não está expresso na oração. A classificação é a mesma para ambos, como afirma o enunciado.

Como identificar o sujeito oculto

O sujeito é o termo sobre o qual se declara algo. Ele pode ser:

  • Simples: um só núcleo, explícito (ex.: O arquiteto projetou).

  • Composto: dois ou mais núcleos, explícitos (ex.: Arquitetos e engenheiros debateram).

  • Oculto (desinencial/elíptico): não está escrito, mas é identificável pela desinência verbal ou pelo contexto (ex.: Fizemos a prova → sujeito oculto “nós”).

  • Indeterminado: não se quer ou não se pode identificar o agente; ocorre com verbo na 3ª pessoa do plural sem referente ou com “se” índice de indeterminação do sujeito (ex.: Falaram mal de você; Precisa-se de auxiliares).

  • Inexistente (oração sem sujeito): verbos impessoais (fenômenos da natureza, “haver” no sentido de existir, “fazer” indicando tempo) (ex.: Choveu muito; Há vagas).

No trecho, a desinência -mos de “Unimos” e de “temos” (do locução “temos trabalhado”) aponta diretamente para o sujeito nós, que não está escrito, mas é perfeitamente recuperável pela forma verbal. Por isso, o sujeito é oculto — e não indeterminado, pois o agente é identificável.

1Simples
Um núcleo explícito
2Composto
Dois ou mais núcleos explícitos
3Oculto (desinencial/elíptico)
Não escrito
Identificável pela desinência verbal
4Indeterminado
Agente não identificável
3ª pessoa do plural sem referente
"Se" índice de indeterminação
5Inexistente (oração sem sujeito)
Verbos impessoais
Sujeito
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Sujeito: Simples (Um núcleo explícito); Composto (Dois ou mais núcleos explícitos); Oculto (desinencial/elíptico) (Não escrito, Identificável pela desinência verbal); Indeterminado (Agente não identificável, 3ª pessoa do plural sem referente, "Se" índice de indeterminação); Inexistente (oração sem sujeito) (Verbos impessoais)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Sujeito indeterminado ocorre quando não se quer ou não se pode identificar o agente, como em “Falaram mal de você” (3ª pessoa do plural sem referente) ou “Precisa-se de auxiliares” (com “se” índice de indeterminação). No trecho, a desinência -mos revela claramente o sujeito nós; não há indeterminação. A alternativa extrapola o conceito, confundindo “não expresso” com “indeterminado”.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sujeito simples é aquele que possui um único núcleo explícito na oração, como em “O arquiteto projetou”. No trecho, não há termo explícito funcionando como núcleo do sujeito; o sujeito está oculto, apenas recuperável pela desinência. A alternativa restringe indevidamente o conceito, ignorando a possibilidade de sujeito elíptico.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como visto, os verbos “Unimos” e “temos trabalhado” estão na 1ª pessoa do plural, cuja desinência -mos identifica o sujeito nós, que não está expresso. Trata-se de sujeito oculto (desinencial/elíptico), classificação válida para ambos os verbos. A alternativa está correta e é a única que se sustenta no texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sujeito inexistente (oração sem sujeito) ocorre com verbos impessoais, como “Choveu”, “Há vagas”, “Faz dois anos”. No trecho, os verbos “Unimos” e “temos trabalhado” são pessoais e possuem agente identificável (nós); portanto, há sujeito, ainda que oculto. A alternativa contradiz a estrutura da oração.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sujeito composto é aquele com dois ou mais núcleos explícitos, como em “Arquitetos e engenheiros debateram”. No trecho, não há dois núcleos; o sujeito é um único nós implícito. A alternativa extrapola ao inventar uma pluralidade de núcleos que não existe.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre “sujeito não expresso” e “sujeito indeterminado”. O sujeito oculto é identificável pela desinência; o indeterminado, não. Aqui, a desinência -mos resolve tudo.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar o sujeito, pergunte: “quem pratica a ação?”. Se a resposta estiver na desinência verbal (e não em um termo escrito), é oculto. Se não houver como saber, é indeterminado.

Gabarito: letra C.

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