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Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — FUNDATEC 2023

MedicinaAnatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
qq891973
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico (Clínica Médica)
Mulher, 30 anos, Índice de Massa Corporal (IMC) de 18,2 kg/m², sedentária, com queixa de fadiga e falta de energia. Qual indicador é a avaliação nutricional mais adequada para essa paciente?
  1. ACircunferência da cintura.
  2. BDensitometria óssea.
  3. CÍndice de Massa Corporal (IMC).
  4. DDosagem sérica de albumina.
  5. EDosagem sérica de vitamina D.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Índice de Massa Corporal (IMC).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Avaliação nutricional: o papel do IMC na triagem de baixo peso

Gabarito: letra C. Para uma paciente adulta com IMC de 18,2 kg/m² — valor abaixo do ponto de corte de 18,5 que define baixo peso — o indicador mais adequado para a avaliação nutricional inicial é o próprio Índice de Massa Corporal (IMC), pois ele é o instrumento de triagem recomendado pela OMS para classificar o estado nutricional de adultos e já identifica a condição de desnutrição/baixo peso. As demais alternativas avaliam aspectos específicos (distribuição de gordura, massa óssea, proteínas viscerais ou micronutrientes) que não respondem diretamente à queixa de fadiga associada ao baixo peso.

O IMC é um indicador antropométrico que relaciona a massa corporal (em kg) com a estatura ao quadrado (em metros), expresso pela fórmula IMC = peso/altura². Ele é o método de triagem mais utilizado na prática clínica e em estudos epidemiológicos para classificar o estado nutricional de adultos, sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990. A classificação para adultos segue os seguintes pontos de corte: abaixo do peso (< 18,5 kg/m²), eutrófico (18,5–24,9 kg/m²), sobrepeso (25,0–29,9 kg/m²) e obesidade em três graus (≥ 30 kg/m²). No caso da paciente, o IMC de 18,2 kg/m² a classifica como abaixo do peso, o que já direciona a investigação para causas de baixo peso e fadiga.

É importante compreender que o IMC, embora seja o indicador de triagem mais adequado, apresenta limitações: ele não mede diretamente a gordura corporal, não informa sobre sua distribuição, não distingue massa muscular de gordura e pode ser menos acurado em grupos específicos (idosos, etnias asiáticas, atletas). Por isso, quando o IMC identifica uma alteração (como baixo peso), a avaliação nutricional deve ser aprofundada com outros métodos — como história alimentar, exame físico, medidas de composição corporal e exames laboratoriais — para investigar a causa e orientar a conduta. No entanto, para a pergunta "qual indicador é a avaliação nutricional mais adequada", o IMC é a resposta, pois é o primeiro e principal instrumento de triagem.

A queixa de fadiga e falta de energia em uma paciente com IMC abaixo do peso pode estar relacionada à depleção de massa magra e reservas energéticas insuficientes. A avaliação nutricional abrangente integra história clínica, perda de peso, ingestão alimentar, exame físico e exames laboratoriais — mas o ponto de partida, e o indicador que já classifica o estado nutricional, é o IMC. As demais alternativas avaliam aspectos específicos que não são o indicador de triagem inicial: a circunferência da cintura avalia distribuição de gordura abdominal e risco cardiometabólico; a densitometria óssea avalia massa óssea; a albumina sérica reflete proteínas viscerais (útil em desnutrição grave, mas não é triagem); e a vitamina D avalia um micronutriente específico.

A pegadinha desta questão está em confundir o papel de cada indicador: a banca oferece exames complementares (densitometria, albumina, vitamina D) e medidas antropométricas específicas (circunferência da cintura) como se fossem a avaliação nutricional mais adequada para o caso. O candidato pode ser tentado a escolher a albumina ou a vitamina D por associá-las à fadiga, mas o IMC é o indicador de triagem que já classifica a paciente como abaixo do peso — e é exatamente isso que a questão pede. Guarde a hierarquia: para avaliar o estado nutricional de um adulto, o primeiro passo é o IMC; os demais métodos entram como aprofundamento quando há alteração identificada.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A circunferência da cintura avalia a distribuição da gordura intra-abdominal (gordura visceral) e é um marcador de risco cardiometabólico. Não é o indicador mais adequado para avaliar o estado nutricional de uma paciente com baixo peso — ela é útil para estratificar risco cardiovascular em pacientes com sobrepeso/obesidade, não para diagnosticar desnutrição. Além disso, as diretrizes atuais não recomendam a avaliação da circunferência da cintura em indivíduos eutróficos, e a paciente está abaixo do peso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A densitometria óssea avalia a densidade mineral óssea e é utilizada para diagnóstico de osteoporose e osteopenia. Não é um indicador de avaliação nutricional geral — ela avalia especificamente a saúde óssea, não o estado nutricional como um todo. Para a queixa de fadiga associada ao baixo peso, a densitometria não é o exame de primeira linha.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O IMC é o indicador de triagem recomendado pela OMS para classificar o estado nutricional de adultos. Com IMC de 18,2 kg/m², a paciente é classificada como abaixo do peso (< 18,5 kg/m²), o que já identifica a condição de baixo peso e direciona a investigação da fadiga. É o indicador mais adequado para a avaliação nutricional inicial desta paciente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A dosagem sérica de albumina é um marcador de proteínas viscerais e pode ser utilizada na avaliação de desnutrição, especialmente em contextos de doença aguda ou crônica. No entanto, não é o indicador de triagem mais adequado para esta paciente — a albumina é influenciada por vários fatores (inflamação, hidratação, função hepática e renal) e não é o primeiro exame a ser solicitado para avaliar o estado nutricional de um adulto com baixo peso. O IMC é o ponto de partida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A dosagem sérica de vitamina D avalia um micronutriente específico e pode ser relevante em casos de deficiência, mas não é o indicador de avaliação nutricional mais adequado para esta paciente. A vitamina D está relacionada à saúde óssea e imunidade, mas a queixa de fadiga associada ao baixo peso deve ser inicialmente avaliada com o IMC, que classifica o estado nutricional global. A dosagem de vitamina D seria um exame complementar, não o indicador de triagem.

Gabarito: letra C — o IMC é o indicador de avaliação nutricional mais adequado para a paciente, pois já a classifica como abaixo do peso e direciona a investigação da fadiga.

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