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Questão de Medicina — Endocrinologia — FUNDATEC 2023

MedicinaEndocrinologia
Código
qq891994
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico (Endocrinologia e Metabologia Pediátrica)
Quanto à reposição de esteroide sexual em crianças/adolescentes com hipogonadismo, assinale a alternativa INCORRETA.
  1. AA indução da puberdade em meninas hipogonádicas é feita com etinilestradiol V.O., inicialmente 2 µg/dia.
  2. BDurante a menacma, sem desejo de gravidez, podem ser usados os anticoncepcionais orais compostos de estradiol associado a progestogênio.
  3. CEm meninos hipogonádicos na idade puberal, a dose de testosterona deve ter aumento escalonado a cada 6 meses, até atingir a dose do adulto.
  4. DEtinilestradiol por via oral está associado à hepatotoxicidade, hipertensão e trombose.
  5. EQuando o diagnóstico é confirmado no menino ao nascimento, na presença de micropênis, utiliza-se testosterona, 25 a 50 mg IM/mês até o início da puberdade.
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GabaritoE — Quando o diagnóstico é confirmado no menino ao nascimento, na presença de micropênis, utiliza-se testosterona, 25 a 50 mg IM/mês até o início da puberdade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reposição de esteroides sexuais no hipogonadismo de crianças e adolescentes

Gabarito: letra E — a alternativa incorreta é a que afirma que, no menino com micropênis ao nascimento, se utiliza testosterona 25 a 50 mg IM/mês até o início da puberdade. Na verdade, a dose preconizada para essa situação é de 25 a 50 mg IM a cada 2 a 4 semanas (ou mensalmente, conforme algumas referências), e não "até o início da puberdade" como critério de duração — o tratamento é feito em ciclos curtos, geralmente 3 meses, e não continuamente até a puberdade. As demais alternativas estão corretas quanto às condutas na indução puberal.

O hipogonadismo na infância e adolescência exige reposição hormonal que mimetize a puberdade fisiológica, com doses iniciais baixas e aumento progressivo. Em meninas, a indução é feita com estrogênios em doses baixas, como etinilestradiol 2 µg/dia ou estradiol 0,5 mg/dia, com aumento gradual a cada 6–12 meses até a dose de manutenção. Em meninos, a testosterona é iniciada com 50 mg IM/mês, com aumento de cerca de 50% a cada 6 meses até a dose adulta (200 mg a cada 2–4 semanas). A via oral de etinilestradiol tem riscos conhecidos de hepatotoxicidade, hipertensão e trombose, por isso a preferência por vias não orais quando possível. Na menacma, sem desejo de gravidez, os anticoncepcionais orais combinados com estradiol e progestogênio são opção válida para manutenção.

A pegadinha da questão está na alternativa E: ela mistura a dose correta (25–50 mg) com uma frequência e duração incorretas. O tratamento do micropênis neonatal com testosterona é feito em ciclos curtos (ex.: 25 mg IM a cada 2–4 semanas por 3 meses), e não "até o início da puberdade". Essa distinção é crucial para não errar em prova.

Guarde o esquema de doses e frequências: meninas (estrogênio em dose baixa, aumento gradual) e meninos (testosterona IM, aumento escalonado a cada 6 meses). É exatamente nesses detalhes que as alternativas se dividem.

Alternativa

Afirmação sobre a conduta

Dose/Frequência

Duração/Indicação

Veredito

A

Indução da puberdade em meninas

Etinilestradiol V.O. 2 µg/dia (dose inicial)

Aumento gradual conforme resposta e idade óssea

✅ Correta

B

Menacma, sem desejo de gravidez

ACO combinado (estradiol + progestogênio)

Manutenção da reposição + contracepção

✅ Correta

C

Meninos hipogonádicos na idade puberal

Testosterona IM, aumento escalonado a cada 6 meses

Até atingir dose do adulto (ex.: 200 mg/2–4 sem)

✅ Correta

D

Etinilestradiol por via oral

—

Riscos: hepatotoxicidade, hipertensão, trombose

✅ Correta

E

Menino com micropênis ao nascimento

Testosterona 25–50 mg IM

Erro: frequência/dose correta, mas duração "até início da puberdade" (deveria ser ciclo curto, ~3 meses)

❌ Incorreta (gabarito)

1Meninas (indução puberal)
Etinilestradiol 2 µg/dia V.O.
Aumento gradual 6–12 meses
Menacma: ACO combinado
2Meninos (indução puberal)
Testosterona 50 mg IM/mês
Aumento 50% a cada 6 meses
Dose adulta: 200 mg 2–4 semanas
3Micropênis neonatal
Testosterona 25–50 mg IM
Ciclo curto (3 meses)
Não até a puberdade
4Riscos do etinilestradiol oral
Hepatotoxicidade
Hipertensão
Trombose
Reposição de esteroides sexuais
LEVELsoulevel.com.br
Reposição de esteroides sexuais: Meninas (indução puberal) (Etinilestradiol 2 µg/dia V.O., Aumento gradual 6–12 meses, Menacma: ACO combinado); Meninos (indução puberal) (Testosterona 50 mg IM/mês, Aumento 50% a cada 6 meses, Dose adulta: 200 mg 2–4 semanas); Micropênis neonatal (Testosterona 25–50 mg IM, Ciclo curto (3 meses), Não até a puberdade); Riscos do etinilestradiol oral (Hepatotoxicidade, Hipertensão, Trombose)

Alternativa A — ✅ Correta

A indução da puberdade em meninas hipogonádicas é feita com etinilestradiol oral, iniciando com 2 µg/dia. Essa é a dose inicial preconizada em diretrizes de endocrinologia pediátrica, com aumento gradual conforme a resposta clínica e a idade óssea. O etinilestradiol é um estrogênio sintético potente, usado em doses baixas para mimetizar o início da puberdade.

Alternativa B — ✅ Correta

Durante a menacma (período reprodutivo), sem desejo de gravidez, os anticoncepcionais orais combinados contendo estradiol e progestogênio são uma opção válida para manutenção da reposição hormonal, além de fornecerem contracepção. Essa conduta é aceita na prática clínica, desde que não haja contraindicações.

Alternativa C — ✅ Correta

Em meninos hipogonádicos na idade puberal, a dose de testosterona deve ser aumentada de forma escalonada a cada 6 meses, até atingir a dose do adulto. O esquema típico começa com 50 mg IM/mês e aumenta cerca de 50% a cada 6 meses, até a dose de manutenção de 200 mg a cada 2–4 semanas. Essa progressão lenta visa evitar efeitos adversos e permitir crescimento adequado.

Alternativa D — ✅ Correta

O etinilestradiol por via oral está associado a hepatotoxicidade, hipertensão e trombose. Esses são efeitos adversos conhecidos dos estrogênios orais, especialmente em doses mais altas. Por isso, prefere-se a via transdérmica quando possível, por apresentar menor risco.

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que, no menino com micropênis ao nascimento, se utiliza testosterona 25 a 50 mg IM/mês até o início da puberdade. O erro está na duração: o tratamento é feito em ciclos curtos (geralmente 3 meses), e não continuamente até a puberdade. A dose de 25–50 mg IM é correta, mas a frequência e o tempo de uso estão errados. O objetivo é estimular o crescimento peniano, e não manter reposição contínua.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a duração do tratamento: em vez de "ciclo curto de 3 meses", afirma "até o início da puberdade". O candidato que sabe a dose (25–50 mg) pode marcar como correta sem perceber o erro na duração. Fique atento a esses detalhes de tempo e frequência.

Gabarito: letra E

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