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Questão de Medicina — Oncologia — FUNDATEC 2023

MedicinaOncologia
Código
qq892932
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Radiologia (Medicina Radioterapia)
Os efeitos tardios da radioterapia em tecidos normais são:I. Inflamação e fibrose.II. Dano celular e degeneração tecidual.III. Alterações celulares e mutações genéticas.IV. Alterações na microvasculatura e necrose tecidual.Quais estão corretas?
  1. AApenas I e II.
  2. BApenas II e III.
  3. CApenas III e IV.
  4. DApenas I, II e IV.
  5. EI, II, III e IV.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — I, II, III e IV.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Efeitos tardios da radioterapia em tecidos normais

Gabarito: letra E. Todos os quatro itens (I, II, III e IV) descrevem corretamente efeitos tardios da radioterapia em tecidos normais: inflamação e fibrose, dano celular e degeneração tecidual, alterações celulares e mutações genéticas, e alterações na microvasculatura e necrose tecidual. A base para essa resposta está no conceito de que os efeitos tardios da radiação ionizante, que surgem meses a anos após a exposição, englobam um espectro de alterações que vão desde a resposta inflamatória crônica e a fibrose até o dano celular, a degeneração, as mutações genéticas e a necrose, incluindo também danos à microvasculatura.

A radioterapia, ao tratar tumores, inevitavelmente expõe tecidos normais adjacentes à radiação ionizante. Os efeitos biológicos dessa exposição podem ser classificados em agudos e tardios. Os efeitos agudos ocorrem dias a semanas após a irradiação e são observados principalmente em tecidos de rápida proliferação, como a pele e a mucosa gastrointestinal. Já os efeitos tardios, que são o foco da questão, aparecem vários meses ou anos após a irradiação e dependem do tamanho das frações de dose. Esses efeitos tardios são o resultado de um complexo processo que envolve dano celular direto, inflamação crônica, alterações na vascularização e, em última instância, fibrose e necrose.

A inflamação e a fibrose (item I) são respostas teciduais clássicas à radiação. A radiação causa dano celular e liberação de mediadores inflamatórios, levando a um processo inflamatório crônico. Com o tempo, a inflamação crônica estimula a proliferação de fibroblastos e a deposição de colágeno, resultando em fibrose, que é a substituição do tecido normal por tecido conjuntivo denso, comprometendo a função do órgão. O dano celular e a degeneração tecidual (item II) referem-se ao efeito direto da radiação sobre as células, causando lesão no DNA, morte celular e, consequentemente, a degeneração do tecido. As alterações celulares e mutações genéticas (item III) são consequências do dano ao DNA que pode não levar à morte celular imediata, mas sim a mutações que podem persistir e, em alguns casos, levar ao desenvolvimento de neoplasias secundárias. As alterações na microvasculatura e necrose tecidual (item IV) ocorrem porque a radiação danifica os pequenos vasos sanguíneos, levando a isquemia, hipóxia e, eventualmente, necrose do tecido. Todos esses processos estão interligados e representam os mecanismos pelos quais a radioterapia causa dano tardio aos tecidos normais.

A distinção crucial que a banca explora é entre efeitos agudos e tardios. Os efeitos agudos são tipicamente reversíveis e ocorrem em tecidos de rápida proliferação, enquanto os efeitos tardios são frequentemente irreversíveis e progressivos, ocorrendo em tecidos de proliferação lenta ou nula, como o tecido nervoso, muscular e cardíaco. A questão não pede para diferenciar os efeitos, mas sim para reconhecer quais são exemplos de efeitos tardios. Todos os itens listados são, de fato, efeitos tardios bem documentados da radioterapia.

A pegadinha desta questão é que ela pode parecer exigir um conhecimento muito específico, mas na verdade testa a compreensão do conceito geral de efeitos tardios da radiação. O candidato que sabe que os efeitos tardios incluem fibrose, necrose, dano celular e mutações genéticas, e que também afetam a microvasculatura, acerta a questão. A banca não tenta confundir com efeitos agudos, mas sim verificar se o candidato reconhece a amplitude dos efeitos tardios.

Efeitos tardios da radioterapia
  • 1Inflamação e fibrose
  • 2Dano celular e degeneração tecidual
  • 3Alterações celulares e mutações genéticas
  • 4Alterações na microvasculatura e necrose
LEVEL · soulevel.com.br

Item I — ✅ Correto

A inflamação e a fibrose são, de fato, efeitos tardios clássicos da radioterapia. A radiação causa uma resposta inflamatória crônica que, com o tempo, leva à fibrose, que é a deposição excessiva de colágeno e a substituição do tecido funcional por tecido conjuntivo. Isso é bem documentado em diversos tecidos, como pulmão, pele e tecido subcutâneo.

Item II — ✅ Correto

O dano celular e a degeneração tecidual são consequências diretas da radiação ionizante. A radiação causa dano ao DNA e a outras estruturas celulares, levando à morte celular ou à disfunção, e a perda de células funcionais resulta em degeneração do tecido. Este é um mecanismo fundamental dos efeitos tardios.

Item III — ✅ Correto

As alterações celulares e mutações genéticas são efeitos tardios da radiação. A radiação pode causar mutações no DNA das células sobreviventes, que podem levar a alterações celulares e, em alguns casos, ao desenvolvimento de neoplasias malignas secundárias, um efeito tardio bem conhecido da radioterapia.

Item IV — ✅ Correto

As alterações na microvasculatura e a necrose tecidual são efeitos tardios da radiação. A radiação danifica os pequenos vasos sanguíneos, levando a uma redução do fluxo sanguíneo, isquemia e, eventualmente, necrose do tecido. Este é um mecanismo importante de dano tardio em diversos órgãos.

Conclusão: Todos os itens (I, II, III e IV) estão corretos, portanto a alternativa correta é a letra E.

Gabarito: letra E

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