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Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — FUNDATEC 2023

MedicinaFarmacologia e Anestesiologia
Código
qq893098
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF Farroupilha - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico-Área
Qual das seguintes opções é ucm efeito colateral comum dos medicamentos antiepilépticos (AEs)?
  1. AGanho de peso.
  2. BAumento da pressão arterial.
  3. CRedução da densidade mineral óssea.
  4. DAumento da libido.
  5. EDiminuição da visão periférica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Redução da densidade mineral óssea.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Efeitos colaterais dos antiepilépticos

Gabarito: letra C. A redução da densidade mineral óssea é um efeito colateral comum e bem documentado dos fármacos antiepilépticos (AEs), especialmente daqueles com ação indutora enzimática, como fenitoína, carbamazepina e fenobarbital. O ganho de peso (alternativa A) também é um efeito adverso frequente, mas a questão pede a opção que é um efeito colateral comum, e a redução da densidade óssea é um efeito clássico e específico dessa classe, sendo a resposta mais correta.

Os antiepilépticos são a base do tratamento da epilepsia, atuando na redução da excitabilidade neuronal. No entanto, seu uso crônico está associado a uma série de efeitos adversos que variam conforme o fármaco. Esses efeitos podem ser divididos em duas grandes categorias: os tóxicos, que são dose-dependentes e geralmente reversíveis (como sedação, ataxia e diplopia), e os idiossincrásicos, que não dependem da dose e podem ser graves (como reações cutâneas e hepatotoxicidade).

A redução da densidade mineral óssea é um efeito adverso de longo prazo particularmente relevante. Os AEs indutores enzimáticos (fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, primidona) aceleram o metabolismo da vitamina D, levando à diminuição da absorção de cálcio e, consequentemente, à osteopenia e osteoporose. Esse risco é ainda maior em pacientes na pós-menopausa, como mencionado no material de apoio, que destaca que "artralgias e dores musculares podem indicar osteoporose associada ao uso de fármacos antiepilépticos, especialmente de indutores enzimáticos". Por isso, recomenda-se a dosagem periódica de cálcio e vitamina D, além de monitoramento da densidade óssea, em pacientes em uso crônico desses medicamentos.

O ganho de peso (alternativa A) é um efeito colateral comum, mas está mais associado a fármacos específicos como o ácido valproico e a gabapentina. O material de apoio cita o ganho de peso como efeito adverso do ácido valproico e da carbamazepina. Já a redução da densidade óssea é um efeito mais difundido entre a classe, sendo um risco reconhecido para a maioria dos AEs, especialmente os indutores enzimáticos. A questão pede "um efeito colateral comum", e ambas as opções A e C são comuns, mas a C é a mais específica e amplamente reconhecida como um efeito de classe, sendo a resposta mais adequada.

As demais alternativas não são efeitos colaterais comuns dos AEs. O aumento da pressão arterial (B) não é um efeito típico; alguns AEs podem causar hipotensão, mas não hipertensão. O aumento da libido (D) é raro; o mais comum é a disfunção sexual, incluindo diminuição da libido. A diminuição da visão periférica (E) não é um efeito colateral comum; a diplopia (visão dupla) é um efeito tóxico dose-dependente, mas a perda de campo visual periférico é mais associada à vigabatrina, um fármaco de uso restrito.

A pegadinha desta questão está em considerar o ganho de peso como a única resposta correta, pois é um efeito adverso muito comentado. No entanto, a redução da densidade mineral óssea é um efeito colateral igualmente comum e mais específico da classe, sendo a alternativa mais correta. É importante lembrar que a banca pode cobrar tanto os efeitos mais conhecidos quanto os efeitos de longo prazo, que são igualmente importantes na prática clínica.

1Tóxicos (dose-dependentes)
Sedação
Ataxia
Diplopia
2Idiossincrásicos
Reações cutâneas
Hepatotoxicidade
3De longo prazo
Redução da densidade óssea (indutores enzimáticos)
Ganho de peso (valproato, gabapentina)
Efeitos colaterais dos antiepilépticos
LEVELsoulevel.com.br
Efeitos colaterais dos antiepilépticos: Tóxicos (dose-dependentes) (Sedação, Ataxia, Diplopia); Idiossincrásicos (Reações cutâneas, Hepatotoxicidade); De longo prazo (Redução da densidade óssea (indutores enzimáticos), Ganho de peso (valproato, gabapentina))

Alternativa A — ❌ Incorreta

O ganho de peso é um efeito colateral comum de alguns AEs, como ácido valproico, carbamazepina e gabapentina. No entanto, não é um efeito universal da classe, e a questão pede um efeito colateral comum, sendo a redução da densidade óssea (alternativa C) a resposta mais correta e específica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O aumento da pressão arterial não é um efeito colateral comum dos AEs. Na verdade, alguns fármacos podem causar hipotensão, mas a hipertensão não é um efeito adverso típico dessa classe.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A redução da densidade mineral óssea é um efeito colateral comum e bem documentado dos AEs, especialmente dos indutores enzimáticos como fenitoína, carbamazepina e fenobarbital. Esses fármacos aceleram o metabolismo da vitamina D, reduzindo a absorção de cálcio e levando à osteopenia e osteoporose. O material de apoio destaca que "artralgias e dores musculares podem indicar osteoporose associada ao uso de fármacos antiepilépticos, especialmente de indutores enzimáticos".

Alternativa D — ❌ Incorreta

O aumento da libido não é um efeito colateral comum dos AEs. O mais frequente é a disfunção sexual, que pode incluir diminuição da libido, especialmente em homens, como mencionado no material de apoio: "Nos homens, disfunção sexual e aumento de peso durante tratamento com fármacos antiepilépticos podem ocorrer".

Alternativa E — ❌ Incorreta

A diminuição da visão periférica não é um efeito colateral comum dos AEs. A diplopia (visão dupla) é um efeito tóxico dose-dependente de alguns fármacos, mas a perda de campo visual periférico é mais especificamente associada à vigabatrina, um fármaco de uso restrito devido a esse risco.

Gabarito: letra C

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