Qual é a principal causa de falência do enxerto em transplante renal?
ARejeição aguda do enxerto.
BNefrotoxicidade dos medicamentos imunossupressores.
CInfecções recorrentes do trato urinário.
DDoenças cardiovasculares pré-existentes no receptor.
EComplicações relacionadas à cirurgia do transplante.
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GabaritoA — Rejeição aguda do enxerto.
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Transplante renal: causas de falência do enxerto
Gabarito: letra A. A principal causa de falência do enxerto em transplante renal é a rejeição aguda, que corresponde à resposta imunológica do receptor contra o órgão transplantado, levando à disfunção e perda do enxerto. Embora a nefrotoxicidade dos imunossupressores, infecções, doenças cardiovasculares e complicações cirúrgicas sejam complicações relevantes, a rejeição aguda é o principal determinante de perda do enxerto, especialmente no primeiro ano pós-transplante.
A rejeição do enxerto é o processo pelo qual o sistema imunológico do receptor reconhece o órgão transplantado como estranho e monta uma resposta para destruí-lo. Esse processo é mediado por linfócitos T e anticorpos, que atacam as células do enxerto, levando à sua disfunção e, eventualmente, à sua perda. A rejeição aguda é a forma mais comum e ocorre tipicamente nos primeiros meses após o transplante, sendo uma das principais causas de falência do enxerto. A rejeição crônica, por sua vez, é uma causa tardia de perda do enxerto, ocorrendo após o primeiro ano.
A imunossupressão é essencial para prevenir a rejeição, mas o equilíbrio entre a prevenção da rejeição e a minimização dos efeitos tóxicos dos medicamentos é um desafio. A nefrotoxicidade dos imunossupressores, como os inibidores de calcineurina, é uma complicação importante, mas não é a principal causa de falência do enxerto. As infecções, especialmente as do trato urinário, são complicações comuns, mas geralmente não levam à perda do enxerto se tratadas adequadamente. Doenças cardiovasculares pré-existentes no receptor são fatores de risco para complicações, mas não são a principal causa de falência do enxerto. Complicações cirúrgicas, como trombose vascular ou estenose da artéria renal, são causas menos comuns de perda do enxerto.
A rejeição aguda é a principal causa de falência do enxerto em transplante renal, sendo responsável por uma parcela significativa das perdas, especialmente no primeiro ano. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da rejeição aguda são fundamentais para a sobrevida do enxerto. A biópsia renal é o padrão-ouro para o diagnóstico, e o tratamento geralmente envolve pulsos de corticosteroides e, em casos refratários, agentes depletores de linfócitos.
A distinção entre as causas de falência do enxerto é crucial para o manejo clínico. Enquanto a rejeição aguda é uma causa imunológica e potencialmente reversível, a nefrotoxicidade é uma causa farmacológica e pode ser manejada com ajuste de doses. As infecções são causas infecciosas e requerem tratamento antimicrobiano. As doenças cardiovasculares são causas pré-existentes e requerem manejo de fatores de risco. As complicações cirúrgicas são causas mecânicas e podem exigir intervenção cirúrgica.
A pegadinha desta questão está em considerar a nefrotoxicidade dos imunossupressores como a principal causa de falência do enxerto. Embora seja uma complicação relevante, a rejeição aguda é a causa mais frequente e importante. O candidato deve lembrar que a rejeição é a resposta imunológica contra o enxerto e é a principal ameaça à sua sobrevivência.
Guarde a hierarquia das causas de falência do enxerto: a rejeição aguda é a principal, seguida pela nefrotoxicidade, infecções, doenças cardiovasculares e complicações cirúrgicas. É exatamente essa hierarquia que as alternativas exploram.
Falência do enxerto renal
1Principal causa
Rejeição aguda (resposta imune)
2Causas secundárias
Nefrotoxicidade (imunossupressores)
Infecções (trato urinário)
Doenças cardiovasculares
Complicações cirúrgicas
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A rejeição aguda é a principal causa de falência do enxerto em transplante renal. Ela ocorre quando o sistema imunológico do receptor ataca o órgão transplantado, levando à disfunção e perda do enxerto. A rejeição aguda é mais comum nos primeiros meses após o transplante e é uma das principais causas de perda do enxerto no primeiro ano.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A nefrotoxicidade dos medicamentos imunossupressores é uma complicação importante, mas não é a principal causa de falência do enxerto. Os inibidores de calcineurina, como tacrolimo e ciclosporina, podem causar lesão renal, mas a rejeição aguda é a causa mais frequente de perda do enxerto. A nefrotoxicidade é uma causa secundária e pode ser manejada com ajuste de doses.
Alternativa C — ❌ Incorreta
As infecções recorrentes do trato urinário são complicações comuns em pacientes transplantados renais, mas não são a principal causa de falência do enxerto. Embora possam levar a pielonefrite e comprometer a função renal, a rejeição aguda é a causa mais importante de perda do enxerto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
As doenças cardiovasculares pré-existentes no receptor são fatores de risco para complicações após o transplante, mas não são a principal causa de falência do enxerto. A rejeição aguda é a causa mais frequente de perda do enxerto, enquanto as doenças cardiovasculares são causas indiretas de morbidade e mortalidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As complicações relacionadas à cirurgia do transplante, como trombose vascular ou estenose da artéria renal, são causas menos comuns de perda do enxerto. A rejeição aguda é a principal causa de falência do enxerto, enquanto as complicações cirúrgicas são causas mecânicas e menos frequentes.