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Questão de Medicina — Doenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico — FUNDATEC 2023

MedicinaDoenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico
Código
qq893115
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF Farroupilha - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico-Área
Qual é o tratamento de escolha para a salmonelose em pacientes imunocompetentes?
  1. ACiprofloxacino.
  2. BAzitromicina.
  3. CAmoxicilina.
  4. DTrimetoprima-sulfametoxazol.
  5. ECeftriaxona.
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GabaritoA — Ciprofloxacino.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Salmonelose em pacientes imunocompetentes: tratamento de escolha

Gabarito: letra A. Em pacientes imunocompetentes com salmonelose não complicada, o tratamento de escolha é o ciprofloxacino, uma fluoroquinolona com excelente atividade contra Salmonella spp. As demais opções (azitromicina, amoxicilina, trimetoprima-sulfametoxazol e ceftriaxona) são alternativas válidas em situações específicas, como resistência bacteriana, alergia ou imunossupressão, mas não representam a primeira escolha no paciente sem comprometimento imunológico.

A salmonelose é uma infecção gastrointestinal causada por bactérias do gênero Salmonella, transmitida principalmente por alimentos contaminados (ovos, carnes, leite). Na maioria dos casos, a doença é autolimitada e o tratamento é apenas de suporte com hidratação e correção de distúrbios eletrolíticos. A antibioticoterapia está indicada em grupos específicos: pacientes imunocomprometidos, portadores de próteses vasculares ou valvares, recém-nascidos, idosos (>50 anos) e casos graves com febre alta, diarreia sanguinolenta ou sinais de bacteremia. Quando há indicação de antibiótico, a escolha recai sobre as fluoroquinolonas, sendo o ciprofloxacino o fármaco de referência pela sua alta penetração intracelular e eficácia comprovada contra a bactéria.

A razão para o ciprofloxacino ser o tratamento de escolha está na sua farmacocinética: ele atinge concentrações elevadas no trato gastrointestinal e no interior dos macrófagos, onde a Salmonella sobrevive e se multiplica. Além disso, apresenta baixa taxa de resistência em comparação com outros antibióticos, embora a resistência às fluoroquinolonas venha aumentando em algumas regiões, o que exige atenção à sensibilidade local. Em pacientes imunocompetentes, a duração do tratamento é de 5 a 7 dias, enquanto em imunossuprimidos pode ser prolongada para 14 dias ou mais, dependendo da gravidade.

Na prática clínica, um exemplo: um adulto jovem, sem comorbidades, apresenta diarreia aguda com febre e dor abdominal após consumir maionese caseira. A coprocultura confirma Salmonella enteritidis. Como o paciente é imunocompetente e o quadro é moderado, a conduta é hidratação oral e, se houver indicação de antibiótico (febre persistente ou sinais de gravidade), prescreve-se ciprofloxacino 500 mg VO de 12/12 horas por 5 a 7 dias. Já em um paciente com HIV/AIDS ou em uso de imunossupressores, a mesma infecção exigiria tratamento mais agressivo, muitas vezes com ceftriaxona intravenosa ou azitromicina, devido ao risco de bacteremia e infecção disseminada.

A distinção crucial que a banca explora é entre o paciente imunocompetente e o imunossuprimido. No imunocompetente, a primeira escolha é a fluoroquinolona (ciprofloxacino). No imunossuprimido, as opções preferenciais incluem ceftriaxona (para casos graves) ou azitromicina (para formas leves a moderadas, especialmente em crianças e gestantes). A amoxicilina e o trimetoprima-sulfametoxazol caíram em desuso como primeira linha devido às altas taxas de resistência da Salmonella a esses fármacos, sendo reservados apenas quando o antibiograma confirma sensibilidade.

A pegadinha desta questão está em considerar que qualquer antibiótico serve, ou em confundir o tratamento da salmonelose com o de outras infecções gastrointestinais. O candidato que memoriza apenas "fluoroquinolona" pode marcar errado se não souber qual delas é a de escolha. Além disso, é comum a banca oferecer a ceftriaxona como distrator, pois ela é usada em casos graves ou em imunossuprimidos, mas não é a primeira escolha no paciente imunocompetente sem complicações.

Guarde o critério decisivo: imunocompetente + salmonelose não complicada → ciprofloxacino. Essa é a fronteira que separa a alternativa correta das demais.

Salmonelose
  • 1Imunocompetente
    • Ciprofloxacino (1ª escolha)
    • Amoxicilina (resistência)
    • SMX-TMP (resistência)
  • 2Imunossuprimido / grave
    • Ceftriaxona (parenteral)
    • Azitromicina (oral)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O ciprofloxacino é a fluoroquinolona de escolha para o tratamento da salmonelose em pacientes imunocompetentes. Sua eficácia se deve à alta concentração intracelular e à atividade bactericida contra Salmonella spp., sendo o fármaco de primeira linha nas diretrizes de infectologia. A dose usual é de 500 mg VO de 12/12 horas por 5 a 7 dias.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A azitromicina é uma alternativa válida, mas não é a primeira escolha no imunocompetente. Ela é mais utilizada em situações específicas, como em crianças, gestantes ou em casos de resistência às fluoroquinolonas. No adulto imunocompetente, o ciprofloxacino tem eficácia superior e é o padrão-ouro.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A amoxicilina não é recomendada como tratamento de escolha devido às altas taxas de resistência da Salmonella a esse antibiótico. Embora tenha sido usada no passado, hoje é reservada apenas quando o antibiograma demonstra sensibilidade, o que é raro. Portanto, não é a primeira opção no paciente imunocompetente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O trimetoprima-sulfametoxazol (SMX-TMP) também apresenta elevada resistência bacteriana e não é considerado tratamento de primeira linha para salmonelose. Seu uso é limitado a casos específicos com sensibilidade comprovada, sendo inferior ao ciprofloxacino em eficácia e segurança.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ceftriaxona é uma cefalosporina de terceira geração utilizada em casos graves de salmonelose, especialmente em pacientes imunossuprimidos, com bacteremia ou doença disseminada. No paciente imunocompetente com quadro não complicado, a via oral com ciprofloxacino é preferível, evitando hospitalização e uso de antibiótico parenteral.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o tratamento do paciente imunocompetente e o do imunossuprimido. No imunocompetente, a primeira escolha é a fluoroquinolona oral (ciprofloxacino); a ceftriaxona, embora seja um ótimo antibiótico, é reservada para casos graves ou imunossuprimidos. Não caia na tentação de marcar ceftriaxona por ser "mais forte" — o contexto clínico define a escolha.

PEGA ESSA DICA!

Memorize o esquema: Salmonelose em imunocompetente → ciprofloxacino. Para imunossuprimidos ou casos graves, pense em ceftriaxona (parenteral) ou azitromicina (oral). E lembre-se: amoxicilina e SMX-TMP são opções obsoletas pela resistência bacteriana. Essa hierarquia cai com frequência em provas de infectologia.

Gabarito: letra A

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