Questão de Matemática — Integral — FUNDATEC 2023
- Código
- qq894836
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IF-SC
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - Matemática
- A2e²
- B1/4
- C2
- De²/₄
- EA integral não converge.
GabaritoD — e²/₄
Gabarito: letra D — a conta chega a c = (e² + 1)/4. Nenhuma das alternativas corresponde exatamente; a alternativa D (e²/4) seria o resultado se o limite inferior fosse 0. Portanto, há um erro no enunciado ou nas opções..
A integração por partes é uma técnica para integrar produtos de funções de tipos diferentes, como um logaritmo e uma potência. Ela inverte a regra do produto da derivação: se temos u(x)v(x), sua derivada é u'v + uv', então uv = ∫u'v + ∫uv', o que rearranjado dá ∫u dv = uv - ∫v du. A ideia é escolher u e dv de modo que a nova integral ∫v du seja mais simples que a original. Nesta questão, o integrando x ln(x) é um produto de um logaritmo (que deriva para algo simples) e uma potência (que integra para algo simples), então a integração por partes é o caminho natural. O resultado final é avaliado nos limites 1 e e, usando o Teorema Fundamental do Cálculo.
limite inferior: 1
limite superior: e
integrando: x ln(x)
O que queremos: o valor da integral definida c
Para aplicar a integração por partes, precisamos separar o integrando em duas partes: uma que será derivada (u) e outra que será integrada (dv). A escolha certa simplifica a integral. Aqui, escolhemos u = ln(x) porque sua derivada é 1/x, que é simples, e dv = x dx porque sua integral é x²/2, também simples. Essa escolha faz a nova integral ∫v du virar ∫(x/2) dx, que é imediata.
Por que esta fórmula: A integração por partes é a técnica adequada quando o integrando é um produto de funções de tipos diferentes (logaritmo e polinômio). A fórmula é ∫u dv = uv - ∫v du.
De onde vem cada valor: = enunciado: o logaritmo do integrando · = enunciado: a potência do integrando
Escolher u = x e dv = ln(x) dx, o que complica a integral em vez de simplificar.
Precisamos das derivadas e integrais das partes escolhidas para substituir na fórmula da integração por partes. Derivar ln(x) dá 1/x, e integrar x dá x²/2.
Por que esta fórmula: A derivada do logaritmo natural é 1/x, e a integral de uma potência é a potência com expoente aumentado dividida pelo novo expoente.
De onde vem cada valor: = derivada de u = ln(x) · = integral de dv = x dx
Esquecer o dx em du ou errar a integral de x (por exemplo, escrever x² em vez de x²/2).
Com u, dv, du e v em mãos, substituímos na fórmula ∫u dv = uv - ∫v du. Isso transforma a integral original em uma expressão com uma nova integral que deve ser mais simples.
Por que esta fórmula: A fórmula da integração por partes é a ferramenta que relaciona a integral do produto com a integral da derivada do produto.
De onde vem cada valor: = passo 1 · = passo 2 · = passo 2
Trocar os sinais ou esquecer o sinal de menos na fórmula.
A nova integral ∫(x²/2)·(1/x) dx pode ser simplificada cancelando um x, resultando em ∫(x/2) dx, que é fácil de integrar.
Por que esta fórmula: Simplificar a expressão antes de integrar evita erros e torna a integral imediata.
De onde vem cada valor: = passo 3 · = passo 3
Não cancelar o x, deixando a integral mais complicada do que precisa.
Agora temos uma integral simples de uma potência, que pode ser resolvida diretamente: ∫(x/2) dx = x²/4 + C.
Por que esta fórmula: A integral de x^n é x^(n+1)/(n+1), então ∫(x/2) dx = (1/2)·(x²/2) = x²/4.
De onde vem cada valor: = passo 4
Esquecer a constante de integração na integral indefinida.
Com a integral resolvida, juntamos as partes para obter a primitiva da função original: F(x) = (x² ln(x))/2 - x²/4 + C.
Por que esta fórmula: A primitiva é a soma do termo uv com o negativo da integral de v du.
De onde vem cada valor: = passo 3: uv · = passo 5: ∫v du
Esquecer o sinal de menos entre os termos.
Para uma integral definida, usamos o Teorema Fundamental do Cálculo: calculamos F(e) - F(1). Isso nos dá o valor numérico da área sob a curva.
Por que esta fórmula: O Teorema Fundamental do Cálculo conecta a antiderivada com a integral definida.
De onde vem cada valor: = passo 6 · = enunciado: limite superior · = enunciado: limite inferior
Esquecer de subtrair F(1) ou errar o sinal ao fazer a subtração.
Substituímos x = e e x = 1 na primitiva. Como ln(e) = 1 e ln(1) = 0, os cálculos simplificam bastante.
Por que esta fórmula: As propriedades do logaritmo natural: ln(e) = 1 e ln(1) = 0.
De onde vem cada valor: = passo 7: substituindo x = e · = passo 7: substituindo x = e · = passo 7: substituindo x = 1
F(e) = e²/4, F(1) = -1/4
Esquecer que ln(e) = 1 e ln(1) = 0, levando a valores errados.
Agora subtraímos F(1) de F(e) para obter o valor da integral definida.
Por que esta fórmula: A integral definida é a diferença entre os valores da primitiva nos limites.
De onde vem cada valor: = passo 8: F(e) · = passo 8: F(1)
Esquecer o sinal de menos antes de F(1), resultando em e²/4 - 1/4.
Resposta: c = (e² + 1)/4. Nenhuma das alternativas corresponde exatamente; a alternativa D (e²/4) seria o resultado se o limite inferior fosse 0. Portanto, há um erro no enunciado ou nas opções.
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