Segundo Paludo (2015), a Administração Pública constitui um importante segmento da ciência da Administração, pois representa o aparelhamento do Estado, funcionando como o instrumento do governo para administrar o que é da sociedade, no sentido de dar plena e cabal satisfação das necessidades coletivas básicas. Nesse contexto, a administração pública, ao longo do tempo, experimentou alguns modelos de gestão. O modelo típico de administração em que os bens públicos são considerados uma extensão das posses do soberano, de modo que os cargos públicos são negociados livremente, tendo a denominação de prebendas, é chamado de modelo:
AGerencial.
BBurocrático.
CSistêmico.
DEstruturalista.
EPatrimonialista.
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GabaritoE — Patrimonialista.
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Modelos teóricos de Administração Pública: Patrimonialista
Gabarito: letra E. A descrição fornecida — bens públicos como extensão das posses do soberano, cargos negociados como prebendas — corresponde exatamente ao modelo patrimonialista de administração pública. Conforme Paludo (2015), no patrimonialismo "os cargos denominavam-se prebendas ou sinecuras" e havia "confusão entre a propriedade privada e a propriedade pública".
A questão testa a identificação dos modelos clássicos (patrimonialista, burocrático, gerencial) a partir de suas características mais marcantes.
Modelos de Administração Pública: Patrimonialista (Bens públicos = extensão do soberano, Cargos como prebendas/sinecuras, Confusão público-privado); Burocrático (Impessoalidade, Meritocracia, Hierarquia); Gerencial (Eficiência e resultados, Descentralização, Separação público-privado)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O modelo gerencial surge no final do século XX, focado em eficiência, resultados e descentralização, com separação clara entre público e privado. Não se confunde com o patrimonialismo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O modelo burocrático (Weberiano) é caracterizado pela impessoalidade, meritocracia, hierarquia e divisão do trabalho. Opõe-se frontalmente ao nepotismo e à confusão público-privado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sistêmico não é um modelo clássico de administração pública; é uma abordagem da teoria geral da administração que enxerga a organização como um sistema. Não se aplica ao contexto descrito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Estruturalista também não é um modelo de administração pública; é uma corrente teórica que estuda as organizações a partir de sua estrutura e conflitos. Não há previsão de prebendas ou patrimônio do soberano.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O patrimonialismo é o modelo em que não há distinção entre o público e o privado: o Estado é tratado como extensão do patrimônio do soberano, os cargos são dados como prebendas (ou sinecuras) a parentes e aliados, e a corrupção e o nepotismo são endêmicos. É exatamente o que o enunciado descreve.
Paludo (2015):
"No patrimonialismo não existiam carreiras organizadas no serviço público e nem se estabeleceu a divisão do trabalho. ... os cargos denominavam-se prebendas ou sinecuras, e quem os exercia gozava de status da nobreza real."