Questão de Biologia — Cadeias e teias alimentares — FUNDATEC 2023
Biologia›Cadeias e teias alimentares
Código
qq896023
Banca
FUNDATEC
Órgão
IFC-SC
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor - Área: Biologia
Quando um predador é “enganado” – e, por isso, evita predar – por um animal que não apresenta defesas subjacentes, mas que produz uma sinalização similar a de um outro animal (modelo), isto é, portador de um padrão fenotípico de sinalização que o protege desse predador, temos um caso de:
AMimetismo Mülleriano.
BMimetismo Batesiano.
CCamuflagem.
DColoração críptica.
EAposematismo.
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GabaritoB — Mimetismo Batesiano.
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Mimetismo Batesiano: a imitação sem defesa própria
Gabarito: letra B. O enunciado descreve exatamente o mimetismo batesiano: uma espécie palatável (sem defesas subjacentes) imita a sinalização de uma espécie impalatável ou perigosa (o modelo), enganando o predador. A alternativa correta é a letra B.
O mimetismo é um fenômeno evolutivo em que um organismo se assemelha a outro, de espécie diferente, que é considerado modelo. No caso do mimetismo batesiano, a espécie imitadora é inofensiva (não possui defesas reais, como veneno ou sabor desagradável), mas adota a aparência de uma espécie que possui essas defesas. O predador, ao aprender a evitar o modelo, também evita o imitador. O exemplo clássico é a borboleta vice-rei, que imita a borboleta monarca, que é venenosa. Outro exemplo são as falsas-corais, que imitam o padrão de coloração das corais-verdadeiras, que possuem veneno potente.
A confusão mais comum é com o mimetismo mülleriano, que ocorre quando duas ou mais espécies impalatáveis (todas com defesas reais) evoluem para ter a mesma aparência, reforçando o aprendizado do predador. A diferença crucial está na presença ou ausência de defesa: no batesiano, apenas o modelo é perigoso; no mülleriano, todos os envolvidos são perigosos.
Mimetismo: Batesiano (Imitador sem defesa (palatável), Modelo com defesa (impalatável), Predador evita ambos); Mülleriano (Todas as espécies com defesa, Aparência convergente, Reforça aprendizado do predador); Camuflagem (críptico) (Confunde-se com o ambiente, Não imita outra espécie); Aposematismo (Coloração de advertência, Espécie com defesa real)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O mimetismo mülleriano envolve duas ou mais espécies não palatáveis (com defesas reais) que se assemelham entre si. No enunciado, o animal imitador não apresenta defesas subjacentes, o que exclui o mülleriano. A pegadinha está em confundir os dois tipos: no mülleriano, todos são modelos; no batesiano, apenas um é o modelo.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O mimetismo batesiano é exatamente o caso descrito: um animal sem defesas (palatável) imita a sinalização de um animal com defesas (o modelo, impalatável ou perigoso), enganando o predador. O imitador se beneficia da associação que o predador faz entre a aparência e o perigo, sem precisar investir em defesas próprias.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A camuflagem (ou coloração críptica) é a capacidade de um organismo se confundir com o ambiente, tornando-se difícil de ser percebido. Não envolve imitação de outra espécie, mas sim a semelhança com o substrato (como um inseto que parece uma folha). O enunciado fala de imitação de um modelo de outra espécie, não de se misturar ao ambiente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A coloração críptica é sinônimo de camuflagem: o organismo se confunde com o ambiente para não ser notado. Não há imitação de outra espécie, apenas a semelhança com o meio. O enunciado descreve a imitação de um modelo específico, o que caracteriza mimetismo, não camuflagem.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O aposematismo (coloração de advertência) é a estratégia de uma espécie que possui defesas reais (veneno, sabor desagradável) e as anuncia com cores e padrões chamativos, alertando o predador. No enunciado, o animal imitador não possui defesas, apenas imita a sinalização de outro. O aposematismo é a característica do modelo, não do imitador.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão clássica entre mimetismo batesiano e mülleriano. A chave é a presença ou ausência de defesa: se o imitador é inofensivo e imita um modelo perigoso, é batesiano; se todas as espécies envolvidas são perigosas e se assemelham, é mülleriano. No enunciado, a expressão "não apresenta defesas subjacentes" é o gatilho para identificar o batesiano. Fique atento a essa palavra-chave na prova!