Questão de Biologia — Hábitos alimentares e exercícios físicos — FUNDATEC 2023
Biologia›Hábitos alimentares e exercícios físicos
Código
qq896044
Banca
FUNDATEC
Órgão
IFC-SC
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor - Área: Biologia
O jejum é a prática de abster-se de comer por um período de tempo determinado, e pode ser praticado por motivos religiosos, culturais ou de saúde. Durante o jejum prolongado, o corpo não recebe energia proveniente diretamente da alimentação e deve mobilizar os estoques energéticos para manter suas atividades. Há, portanto, uma diminuição nos níveis do hormônio ____ e aumento nos níveis do hormônio ____, ambos produzidos pelo ____. No fígado, ocorre o processo de _________, onde diversas moléculas são convertidas em substrato energético para os processos metabólicos do organismo.Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Ainsulina – glucagon – pâncreas – gliconeogênese
Binsulina – glucagon – hipotálamo – formação de corpos cetônicos
Cglucagon – insulina – pâncreas – formação de corpos cetônicos
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Regulação hormonal da glicemia no jejum: insulina, glucagon e gliconeogênese
Gabarito: letra A. Durante o jejum prolongado, a glicemia cai, o que reduz a secreção de insulina e aumenta a de glucagon — ambos produzidos pelas ilhotas pancreáticas —, e o fígado passa a realizar a gliconeogênese, convertendo substratos não glicídicos (aminoácidos, glicerol, lactato) em glicose para manter o suprimento energético, especialmente do cérebro.
A questão cobra a regulação hormonal da glicemia em estado de jejum, um dos pontos mais clássicos da fisiologia endócrina. A insulina e o glucagon são hormônios antagônicos secretados pelas células beta e alfa das ilhotas de Langerhans do pâncreas, respectivamente. Enquanto a insulina é anabólica e reduz a glicemia (estimulando captação de glicose pelas células e síntese de glicogênio), o glucagon é catabólico e eleva a glicemia (estimulando glicogenólise e gliconeogênese hepáticas). No jejum, a ausência de aporte alimentar faz a glicemia cair, o que inibe a liberação de insulina e ativa a de glucagon.
A gliconeogênese é a síntese de glicose a partir de precursores não glicídicos — aminoácidos (principalmente alanina), glicerol (do tecido adiposo) e lactato (do músculo). Ocorre predominantemente no fígado (e, em menor grau, no córtex renal) e é estimulada pelo glucagon, que ativa enzimas-chave como a PEP carboxicinase e a frutose-1,6-bifosfatase. É importante não confundir com a formação de corpos cetônicos (cetogênese), que também ocorre no fígado, mas em situação de jejum prolongado ou diabetes descompensado, quando a oxidação de ácidos graxos gera acetona, acetoacetato e beta-hidroxibutirato — não é a via que converte substratos em glicose, mas sim a que produz corpos cetônicos como combustível alternativo.
A pegadinha da banca está em inverter a ordem dos hormônios (colocar glucagon antes de insulina) e em trocar o órgão produtor (hipotálamo em vez de pâncreas). O hipotálamo regula a fome e a saciedade, mas não produz insulina nem glucagon. Além disso, a formação de corpos cetônicos é um processo distinto da gliconeogênese, e a banca a usa como distrator nas alternativas B e C.
Jejum prolongado
1Hormônios (pâncreas)
Insulina (células beta)
cai no jejum
Glucagon (células alfa)
sobe no jejum
2Fígado
Gliconeogênese
converte substratos não glicídicos em glicose
aminoácidos, glicerol, lactato
(Não confundir com cetogênese)
corpos cetônicos em jejum prolongado
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Preenche corretamente as lacunas: insulina – glucagon – pâncreas – gliconeogênese. No jejum, a insulina diminui (pois não há glicose para ser captada), o glucagon aumenta (para mobilizar reservas), ambos são produzidos pelo pâncreas (ilhotas de Langerhans), e o fígado realiza gliconeogênese para gerar glicose a partir de precursores não glicídicos. É exatamente a sequência fisiológica esperada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao afirmar que os hormônios são produzidos pelo hipotálamo. Insulina e glucagon são produzidos pelas células beta e alfa das ilhotas pancreáticas, não pelo hipotálamo. Além disso, a formação de corpos cetônicos não é o processo que converte moléculas em substrato energético para a glicemia — isso é a gliconeogênese. A cetogênese ocorre em jejum prolongado, mas não é a via que mantém a glicemia.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inverte a ordem dos hormônios: coloca glucagon – insulina, quando no jejum o correto é insulina – glucagon (a insulina diminui, o glucagon aumenta). Além disso, repete o erro da formação de corpos cetônicos no lugar da gliconeogênese. O pâncreas está correto, mas os dois primeiros erros tornam a alternativa inválida.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao atribuir a produção dos hormônios ao hipotálamo e ao trocar a gliconeogênese pela formação de corpos cetônicos. A ordem dos hormônios está correta (insulina – glucagon), mas os demais erros são graves. O hipotálamo não produz esses hormônios, e a cetogênese não é a via que converte substratos em glicose.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Inverte a ordem dos hormônios: glucagon – insulina. No jejum, a insulina cai e o glucagon sobe, não o contrário. O pâncreas e a gliconeogênese estão corretos, mas a inversão hormonal é suficiente para tornar a alternativa errada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter a ordem dos hormônios e trocar o órgão produtor. Aqui, as alternativas C e E invertem insulina/glucagon, e B e D trocam pâncreas por hipotálamo. Lembre-se: insulina e glucagon são do pâncreas, e no jejum a insulina cai, o glucagon sobe. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
NÃO CAIA NESSA!
Para fixar, monte uma tabela mental: insulina = anabólica, reduz glicemia, produzida pelas células beta; glucagon = catabólico, aumenta glicemia, produzido pelas células alfa. No jejum, o que cai é a insulina; o que sobe é o glucagon. E a gliconeogênese é a fábrica de glicose no fígado — não confunda com cetogênese.