Era Vargas – Estado Novo
Gabarito: letra A. Getúlio Vargas justificou a permanência no poder de 1937 a 1945 decretando estado de guerra, alegando a necessidade de combater um suposto levante comunista – o chamado "Plano Cohen" –, o que serviu de pretexto para o golpe de Estado que instaurou o regime ditatorial do Estado Novo, com a dissolução do Congresso e a ilegalidade dos partidos políticos.
A banca testa o conhecimento sobre as justificativas políticas utilizadas por Vargas para romper com a ordem democrática e centralizar o poder. O contexto histórico mostra que, após a Intentona Comunista de 1935, Vargas capitalizou o medo do comunismo para, em 1937, impor uma nova Constituição autoritária e prolongar seu governo.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa reproduz fielmente a justificativa oficial do Estado Novo: Vargas decretou estado de guerra (na prática, estado de sítio) com base na descoberta de um plano comunista fictício (Plano Cohen), o que levou ao fechamento do Congresso, à cassação de direitos políticos e à ilegalidade dos partidos. Embora mencione o ano de 1935 (ano da Intentona), o argumento central – combate ao comunismo – é o que de fato sustentou o golpe de 1937.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Vargas não alegou necessidade de um governo compartilhado e democrático; ao contrário, concentrou poderes, suprimiu a democracia e governou por decretos. A justificativa foi de combate a uma ameaça interna, não de defesa da polarização partidária.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A crise econômica e os benefícios trabalhistas (como a CLT, consolidada em 1943) não foram a justificativa para o golpe de 1937. Vargas usou o discurso de segurança nacional e anticomunismo, não a necessidade de continuar no poder para ajudar trabalhadores.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Os cafeicultores eram um grupo de interesse, mas não foram a razão alegada para o fechamento do regime. Vargas buscou apoio de diversos setores, mas a justificativa oficial foi política, não setorial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A crise de 1929 foi utilizada para justificar medidas econômicas no início da Era Vargas, mas o Estado Novo (1937-1945) foi um regime autoritário, não democrático. Vargas não defendia a democracia; ele a suprimiu.
Gabarito: letra A.